Ajustes na economia são um dever de Dilma, diz Humberto

 

Foto: PT no Senado
Foto: PT no Senado

 
O líder do PT no Senado, Humberto Costa (PE), reafirmou nesta terça-feira (11), em discurso na tribuna do Plenário, o compromisso da presidenta Dilma Rousseff em realizar todos os ajustes necessários ao bom andamento da economia brasileira. Humberto criticou, no entanto, aqueles que, “por desinformação ou má-fé”, tentam classificar como contradições da presidenta medidas adotadas após as eleições por algumas instituições públicas.
“Jamais Dilma negou que agiria com o rigor necessário para fazer todos os ajustes que fossem essenciais ao bom andamento da nossa economia. É preciso que se combata aqui o oportunismo de gente de má-fé, muito presente nos últimos dias, que quer associar as medidas necessárias e as responsabilidades de governo da presidenta a uma contradição com as suas propostas de campanha”, declarou o parlamentar.
De acordo com Humberto, “é falacioso querer associar, por exemplo, o aumento da taxa de juros efetuado pelo Comitê de Política Monetária do Banco Central – que já vinha nessa trajetória como forma de manter a inflação convergindo para o centro da meta – como um ato fora de projeção”.
O líder do PT avaliou, também, que “é inaceitável atribuir um viés eleitoral à decisão típica das competências da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) de autorizar reajustes em tarifas defasadas”. “Não queiram os desinformados e os de má-fé comparar isso aos tarifaços amplos, gerais e irrestritos que alguns candidatos chegaram mesmo a propor durante a campanha”, afirmou.
No discurso, Humberto ressaltou que não foi Dilma que prometeu tomar medidas impopulares e anunciou rédeas soltas ao Banco Central e redução do papel dos bancos públicos. “O que nunca fizemos e nunca faremos é embelezar a casa grande para fazer figuração a bancos e especuladores, à custa de condenarmos grande parte da população a viver confinada numa senzala, a senzala da desigualdade e do esquecimento”, observou.
O líder do PT ressaltou, ainda, que a economia mundial sofre com os reflexos da crise financeira iniciada em 2008. Ele citou dificuldades em países da Europa, como a França, que vai crescer menos de 0,4% este ano, os Brics, que reduziram o seu crescimento, e os Estados Unidos, que ainda avançam lentamente.
“Obviamente, o Brasil, na condição de economia emergente, também foi extremamente afetado. Alguns dos nossos projetos tiveram que ser revistos. Mas não houve qualquer mudança de rumo em relação a alguns dos pressupostos básicos para o que entendemos ser fundamental ao desenvolvimento sustentado do nosso país”, analisou.
A presidenta Dilma Rousseff partiu, na tarde de ontem, para a Austrália, onde participará da cúpula do G20, grupo que reúne as 20 maiores economias do planeta. “Esse compromisso que a presidenta Dilma assumiu diante de todos os brasileiros será rigorosamente cumprido, e é essa mensagem da solidez de propósitos e de firmeza da nossa economia que será levada aos líderes mundiais na reunião de cúpula do G20”, concluiu o líder do PT.

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