Ajustes não irão paralisar o país, garante Humberto

Para líder do PT, ajuste orçamentário vai assegurar políticas sociais .  Foto: Alessandro Dantas/ Liderança do PT
Para líder do PT, ajuste orçamentário vai assegurar políticas sociais . Foto: Alessandro Dantas/ Liderança do PT

 
O líder do PT no Senado, Humberto Costa (PE), avalia que os ajustes orçamentários e fiscais promovidos pelo Governo Federal são necessários para o atual momento da economia brasileira e não irão paralisar o país. O assunto foi tema do pronunciamento do senador na tarde desta segunda-feira (25), no plenário da Casa, quando o líder do PT esclareceu pontos do contingenciamento de R$ 69,9 bilhões no orçamento deste ano, anunciado pela equipe econômica na última sexta-feira (22).
Em discurso na tribuna, Humberto afirmou que as medidas essenciais para garantir o compromisso dos Governos do PT com as políticas inclusivas adotadas desde 2003, cujo o objetivo é o de garantir a continuidade de programas que mudaram a realidade do país e o fizeram crescer de maneira mais igual, como o Bolsa Família, o FIES, o Minha Casa Minha Vida e o Pronatec.
“O momento atual pede isso ao Brasil: cautela. É necessário que nós, agora, reduzamos um pouco os gastos e investimentos públicos para que tenhamos dinheiro suficiente em caixa para honrar todas as nossas responsabilidades”, afirmou.
Ele ressaltou que os governos do ex-presidente Lula e da presidenta Dilma tomaram uma série de medidas para manter a economia aquecida e garantir o projeto de desenvolvimento inclusivo, que proporcionou aumento de renda, geração de empregos e inserção social a dezenas de milhões de brasileiros.
“Enquanto muitos países demitiam e aumentavam o abismo social entre ricos e pobres, o maior dos últimos 30 anos, o Brasil fazia o enfrentamento dessa dura e prolongada crise internacional com uma série de políticas exitosas, reconhecidas globalmente”, observou.
Segundo Humberto, “a oposição não deve se animar, pois os governos do PT jamais aceitarão a receita de recessão e de arrocho salarial aos trabalhadores que ela aplicou ao país quando o governou”.
“O período do arrocho, do pires na mão ao FMI, de descontar no andar de baixo a fatura dos juros escorchantes que faziam a alegria do andar de cima já passou e não foi o PT que promoveu, todos lembram bem”, disse.
Ele explicou que, mesmo durante o período de crise, o governo expandiu os investimentos em educação superior, com programas como o ProUni e o FIES; alargou a qualificação técnica, com o Pronatec; e assegurou o crescimento de políticas de habitação, como o Minha Casa Minha Vida. Além disso, o Governo bateu recorde em investimentos públicos e na execução de verba para a educação (96% dos previsto) e a saúde (91%).
O parlamentar ressaltou, com base em dados oficiais e em matéria publicada pelo jornal Folha de S.Paulo do último do sábado, que, mesmo com os cortes previstos para este ano, o Governo Federal deve investir mais dinheiro em 2015 do que em 2014.
“Para o período, permanece inalterada a programação de que gastemos R$ 1,1 trilhão, ou seja, R$ 100 bilhões acima do que foi pago em 2014, que já era recorde. Passaremos de 18,7% para 18,9% do PIB”, disse.
Por fim, Humberto pediu serenidade aos companheiros de partido e de movimentos sociais para apoiar o Governo neste momento de ajuste necessário. Para os brasileiros, ele deixou a mensagem para que confiem nos compromissos e tenham a certeza de que, brevemente, o país vai entrar em um novo ciclo histórico de desenvolvimento.

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Para líder do PT, ajuste orçamentário vai assegurar políticas sociais . Foto: Alessandro Dantas/ Liderança do PT

 
O líder do PT no Senado, Humberto Costa (PE), avalia que os ajustes orçamentários e fiscais promovidos pelo Governo Federal são necessários para o atual momento da economia brasileira e não irão paralisar o país. O assunto foi tema do pronunciamento do senador na tarde desta segunda-feira (25), no plenário da Casa, quando o líder do PT esclareceu pontos do contingenciamento de R$ 69,9 bilhões no orçamento deste ano, anunciado pela equipe econômica na última sexta-feira (22).
Em discurso na tribuna, Humberto afirmou que as medidas essenciais para garantir o compromisso dos Governos do PT com as políticas inclusivas adotadas desde 2003, cujo o objetivo é o de garantir a continuidade de programas que mudaram a realidade do país e o fizeram crescer de maneira mais igual, como o Bolsa Família, o FIES, o Minha Casa Minha Vida e o Pronatec.
“O momento atual pede isso ao Brasil: cautela. É necessário que nós, agora, reduzamos um pouco os gastos e investimentos públicos para que tenhamos dinheiro suficiente em caixa para honrar todas as nossas responsabilidades”, afirmou.
Ele ressaltou que os governos do ex-presidente Lula e da presidenta Dilma tomaram uma série de medidas para manter a economia aquecida e garantir o projeto de desenvolvimento inclusivo, que proporcionou aumento de renda, geração de empregos e inserção social a dezenas de milhões de brasileiros.
“Enquanto muitos países demitiam e aumentavam o abismo social entre ricos e pobres, o maior dos últimos 30 anos, o Brasil fazia o enfrentamento dessa dura e prolongada crise internacional com uma série de políticas exitosas, reconhecidas globalmente”, observou.
Segundo Humberto, “a oposição não deve se animar, pois os governos do PT jamais aceitarão a receita de recessão e de arrocho salarial aos trabalhadores que ela aplicou ao país quando o governou”.
“O período do arrocho, do pires na mão ao FMI, de descontar no andar de baixo a fatura dos juros escorchantes que faziam a alegria do andar de cima já passou e não foi o PT que promoveu, todos lembram bem”, disse.
Ele explicou que, mesmo durante o período de crise, o governo expandiu os investimentos em educação superior, com programas como o ProUni e o FIES; alargou a qualificação técnica, com o Pronatec; e assegurou o crescimento de políticas de habitação, como o Minha Casa Minha Vida. Além disso, o Governo bateu recorde em investimentos públicos e na execução de verba para a educação (96% dos previsto) e a saúde (91%).
O parlamentar ressaltou, com base em dados oficiais e em matéria publicada pelo jornal Folha de S.Paulo do último do sábado, que, mesmo com os cortes previstos para este ano, o Governo Federal deve investir mais dinheiro em 2015 do que em 2014.
“Para o período, permanece inalterada a programação de que gastemos R$ 1,1 trilhão, ou seja, R$ 100 bilhões acima do que foi pago em 2014, que já era recorde. Passaremos de 18,7% para 18,9% do PIB”, disse.
Por fim, Humberto pediu serenidade aos companheiros de partido e de movimentos sociais para apoiar o Governo neste momento de ajuste necessário. Para os brasileiros, ele deixou a mensagem para que confiem nos compromissos e tenham a certeza de que, brevemente, o país vai entrar em um novo ciclo histórico de desenvolvimento.

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