Arraes, a legenda política

 

Miguel Arraes e Humberto na campanha de 1998
Miguel Arraes e Humberto na campanha de 1998

Falar de Miguel Arraes de Alencar, no momento em que se lembra do seu centenário de nascimento, é falar nas lutas populares realizadas em Pernambuco ao longo do Século XX.
É falar da resistência democrática que ele personificou durante todo o período da ditadura militar, da qual foi um dos alvos principais. Do exílio na Argélia, Arraes foi uma referência para todos os que lutavam para devolver a democracia aos brasileiros, os que aqui pugnavam contra o autoritarismo e os que faziam o mesmo, lá do exílio. A liderança de Arraes foi um farol fundamental para milhares de militantes e combatentes do povo.
É falar do político que, apeado do poder pela força das armas, não se permitiu fazer acordos com os poderosos do momento. Disse, na ocasião, que havia chegado ao Palácio do Campo das Princesas pelas mãos do povo e que só por intermédio desse povo poderia sair. Foi preso, exilado. Voltou, anos depois, ao comando do Estado “pela mesma porta que saiu”. E entrou, definitivamente, para a História.
Arraes, hoje, é uma ausência sentida neste momento de inquietude e incerteza política que o País atravessa. Faz-nos falta a sua presença. Temos certeza de que aqui estaria combatendo o bom combate, sem concessões aos que governam de costas para o povo, aos que comandam através de expedientes antidemocráticos e autoritários.
Não vislumbramos – hoje, se aqui estivesse – Arraes e sua figura política em outra trincheira que não fosse ao lado do povo trabalhador, defendendo as suas conquistas, brigando pelos seus direitos. Lutando, como sempre fez, de forma brava e altiva pelo Estado nacional, contra a entrega do País a interesses que não são os do povo brasileiro.
Em meu nome e em nome do Partido dos Trabalhadores irmanamo-nos às homenagens que todo o País faz, neste momento, a este grande líder pernambucano e nacional.
Recife, 15 de dezembro de 2016
Humberto costa – líder do PT no Senado Federal

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