Artigo: "O PT avança", por Pedro Eugênio

 
 

Em apenas 31 anos o Partido dos Trabalhadores conseguiu realizar muito mais do que se poderia imaginar. Ao nascer, encontrou a política brasileira destroçada pela ditadura, tendo tido, então, como tarefa, aglutinar alguns segmentos de esquerda cujos sonhos de construção do socialismo haviam, até então, sido frustrados e agregar aqueles que, no ABC paulista, representavam o novo movimento operário nacional. Sonhava em construir o futuro a partir de nossas heranças históricas ancorando-se nas forcas sociais de um novo Brasil, que resistiu ao autoritarismo e ousou, contra todas as forças conservadoras, colocar na Presidência da República um operário pernambucano de família tangida pela seca.
Neste curto período de tempo, sob comando petista, e com o apoio dos partidos aliados, mudanças profundas vêm ocorrendo no país, em estados e municípios, Brasil afora através de suas gestões. Não é pouco, pois são ações que surgem a partir de novas prioridades e que dão força a segmentos da população abandonados por séculos de dominação dos “ocupantes do andar de cima”.
Geralmente esta nova postura político-administrativa é vista como ação de cunho social. É verdade que criar condições de ascensão social a milhões de brasileiros e brasileiras tem óbvia conotação social. Mas são iniciativas de forte impacto econômico pois mexem no centro da política de desenvolvimento, integrando aos mercados de trabalho e de consumo uma extraordinária massa de pessoas, assalariados e produtores independentes, rurais e urbanos.
Em Pernambuco não tem sido diferente. Na Prefeitura da Cidade do Recife, já no terceiro ciclo de gestão, demos uma marca nova na administração, ousando colocar em primeiro plano os investimentos voltados para favorecer com saneamento, habitação, urbanização, drenagem, etc., áreas populares historicamente relegadas ao abandono. Criamos uma extraordinária dinâmica cultural, descentralizando nos bairros os espaços de festejos populares em datas como o carnaval e as festas juninas em um conceito amplo de multiculturalismo. As gestões de João Paulo e João da Costa, acima das disputas internas, revelam-se exitosas e representam o compromisso com a melhoria nas condições de vida de nosso povo.
Por outro lado, nossa presença junto ao governo Eduardo Campos tem sido importante nas áreas da cultura, dos transportes e de atração de investimentos estruturadores, como foi nas ações voltadas às estruturas urbanas. Além da cidade do Recife administramos mais sete municípios em Pernambuco. Esta presença revela ainda pequena interiorização do PT em face de sua importância política real.
Lembro aqui, para materializar esta questão, o exemplo da trajetória política do senador Humberto Costa. Sua liderança, reconhecida em todo o estado, levou-o a ser o primeiro senador do PT da história política de Pernambuco. Ter sido escolhido por seus pares no Senado como líder do PT naquela Casa, aponta-o como liderança de expressão nacional. Além dos espaços formais, afirma-se na política nacional como liderança ouvida pela presidenta Dilma e ministros, em definições importantes para o País. É, pois, exemplo de quanto o PT, em Pernambuco, pode ainda mais avançar.
Tenho sentido, na condição de presidente estadual do partido, que este desejo de avanço cala fundo entre nossas lideranças e militância de todas as tendências. Esta unidade nós temos e, associada ao aprofundamento de nossa ligação com o povo pernambucano, dará consistência política a permanentes e importantes conquistas.
* Pedro Eugênio é presidente estadual do PT-PE e deputado federal.
Foto: Renata Victor/Divulgação.

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