Bolsa Família fez nascer a primeira geração sem fome no Brasil, diz Humberto

Humberto: Bolsa Família tirou 36 milhões de brasileiros da extrema pobreza.  Foto: Geraldo Magela/Agência Senado
Humberto: Bolsa Família tirou 36 milhões de brasileiros da extrema pobreza. Foto: Geraldo Magela/Agência Senado

 
Pela primeira vez na história de mais de 500 anos, o Brasil viu nascer uma geração de filhos absolutamente sem fome, saudáveis e na escola, graças à criação do Bolsa Família. Esta foi a principal vitória comemorada pelo líder do PT no Senado, Humberto Costa (PE), na tribuna da Casa, nesta terça-feira (20), data em que o programa reconhecido internacionalmente – criado por Lula e ampliado por Dilma – completa 12 anos de existência.
O senador ressaltou que a implementação do Bolsa Família fez com que mais de 36 milhões de brasileiros saíssem da extrema pobreza e o Brasil deixasse de vez o Mapa da Fome da ONU, pois houve uma redução de 82% no número de pessoas subalimentadas entre 2002 e 2013.
“O programa complementou a renda daqueles que estavam abaixo da linha da dignidade humanidade para que pudessem, eles mesmos, operar mudanças nas próprias vidas, ao passo em que exigiu compromisso dos beneficiários com as parcelas mais frágeis dessas populações, especialmente crianças e jovens”, avalia o parlamentar.
Para Humberto, as condicionalidades de saúde e educação – como a obrigação do acompanhamento pré-natal, das vacinas e da frequência escolar – exigidas pelo Bolsa Família dos seus beneficiários provocaram uma verdadeira revolução nessas duas áreas essenciais.
“Em Pernambuco, meu Estado, onde mais de 1,1 milhão de famílias são beneficiadas, nós reproduzimos, satisfatoriamente, a média nacional com mais de 99% de gestantes e crianças com o pré-natal e a vacinação em dia, respectivamente”, declarou.
Segundo ele, o Bolsa Família alimenta as pessoas e também reduz a mortalidade e o trabalho infantis, coloca milhões de crianças na escola, cuida das grávidas e dos seus bebês e dá poder às mulheres na condução das famílias.
“O programa veio reduzir a desigualdade social de uma maneira inédita, veio aumentar o mercado de consumo e aquecer o comércio, veio criar emprego e fortalecer o crescimento, gerando o maior ciclo de desenvolvimento inclusivo jamais conhecido por nós”, afirmou.
O líder do PT lembrou que o programa ganhou o que corresponde ao prêmio Nobel da Seguridade Social há dois anos. Pela sua grandeza e importância, entre 2011 e 2014, 345 missões de 92 países vieram ao Brasil para conhecer o Bolsa Família e, para diversas dessas nações, nós exportamos a nossa tecnologia social.
“Nós temos muitos motivos para nos orgulharmos desse programa revolucionário que criamos e legamos ao Brasil, programa de que o povo brasileiro, com justiça, se apropriou para ser agente ativo da sua própria transformação”, disse. “Quero parabenizar o povo brasileiro, que fez dessa janela de oportunidades uma porta de saída da pobreza e de entrada em um novo e promissor caminho.”
Preconceito
No discurso, o senador criticou os que, até hoje, dizem que o Bolsa Família “estimula a vagabundagem”. Segundo ele, “a meia dúzia de bem-nascidos desinformada” ofende milhões de crianças e jovens, que representam mais da metade dos beneficiários do programa.
“O Bolsa Família acabou com um futuro de fome e trabalho subumano reservado a eles. Saibam, ainda, que sete em cada dez beneficiários adultos do programa estão no mercado de trabalho. Eles trabalham e trabalham muito, seja procurando emprego, seja exercendo atividades precárias, com rendimentos insuficientes para manter suas famílias”, observou.
Humberto também reafirmou que o programa não é um ajuntamento de penduricalhos dispersos, que atendia a pouquíssima gente, como existia antes dos governos do PT. No entendimento do parlamentar, o Bolsa Família é, hoje, uma política de Estado, com eixo estratégico definido, que dá origem a políticas públicas de verdade, com resultados reais registrados oficialmente.
Em 2003, o programa foi contemplado com R$ 500 milhões. Este ano, o Governo Federal vai desembolsar recursos da ordem de R$ 25 bilhões, montante que representa apenas 0,5% do PIB do país e beneficia 50 milhões de pessoas, ou seja, um quarto da população. Na última década, segundo dados do Banco Mundial, o Brasil reduziu mais de 64% da pobreza extrema em seu território.

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