Com medo da rejeição da PEC no Senado, Temer quer acelerar a votação da medida no Congresso, alerta Humberto

Para Humberto, a insatisfação com o governo Temer e seu pacote de maldades é crescente. Foto: Alessandro Dantas/ Liderança do PT no Senado
Para Humberto, a insatisfação com o governo Temer e seu pacote de maldades é crescente. Foto: Alessandro Dantas/ Liderança do PT no Senado

Pressionado pelos protestos e ocupações em todo o País contra a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 55, o governo de Michel Temer (PMDB) já deseja antecipar a votação da matéria no Senado. De acordo com o líder do PT no Senado, Humberto Costa, Temer quer evitar o debate mais amplo sobe a PEC que congela os gastos com saúde e educação pelos próximos 20 anos.
“A insatisfação com o governo Temer e seu pacote de maldades é crescente. Cada dia fica mais claro que o corte é na carne dos trabalhadores, dos estudantes, da sociedade, enquanto ele e seus comparsas ampliam os seus privilégios. A tentativa de apressar a votação da PEC 55 mostra que, à medida que em que se amplia a discussão sobre a medida, cresce a rejeição à proposta”, afirmou o senador.
Humberto também rebateu as declarações de Michel Temer sobre as ocupações que acontecem em todo o Brasil. Em evento com empresários, o peemedebista insinuou que os estudantes não sabem o que é uma PEC. “Temer ofendeu os estudantes, subestimou a inteligência e a força da juventude.Tenho certeza de que, nas ocupações, tem muito mais gente consciente sobre a importância da educação brasileira do que em toda aquela esplanada dos ministérios. Esta é mais uma tentativa desesperada da gestão peemedebista de minimizar as ocupações. O fato é que ocorre, hoje, no Brasil, o maior protesto estudantil desde a época da Ditadura Militar. Cerca de 1400 instituições de ensino no País já aderiram ao movimento e esse número só aumenta”, afirmou Humberto.
O líder do PT salientou ainda que a mobilização será fundamental para barrar a aprovação da PEC 55 no Senado. “Só com a pressão da juventude e a sociedade na rua vamos conseguir derrubar essa medida, que implica em 20 anos de sofrimento para o povo brasileiro. No Senado, seguiremos resistindo e vamos lutar para que possamos ampliar o debate e esclarecer cada vez mais o que está em jogo”, acrescentou.

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