Cronograma será o primeiro passo da CPI mista de Cachoeira


A composição da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) mista que vai investigar as ligações do contraventor Carlinhos Cachoeira com parlamentares, empresários e seu esquema de arapongagem que servia para chantagear e ao mesmo tempo obter vantagens, foi oficializada nesta terça-feira (24/4), com a leitura dos nomes indicados pelos blocos partidários da Câmara e do Senado. Na reunião conjunta do Congresso, presidida pela deputada Rose de Freitas (PMDB-ES), ficou definido que a reunião de instalação da CPI ocorrerá logo mais, nesta quarta (25/4), às 10h, na Sala 2 da Ala Nilo Coelho do Senado.
Na primeira reunião da CPI, serão escolhidos oficialmente o presidente e o relator do colegiado, cargos que devem ser ocupados, respectivamente, pelo senador Vital do Rêgo (PMDB-PB) e pelo deputado Odair Cunha (PT-MG), e, a partir daí, estabelecer um cronograma de atividades. A comissão será presidida pelo membro mais idoso até a definição do presidente.
A CPI é formada por 32 membros titulares – 16 deputados e 16 senadores – e seus respectivos suplentes. Com base no cálculo da proporcionalidade, previsto no Regimento do Congresso, o PT e o PMDB são os partidos que ocuparam mais vagas: cinco parlamentares cada. O PSDB vem logo em seguida, com duas vagas de senador e duas de deputado.
O PDT, DEM, PSB, PCdoB, PTB, PP e PR ficaram com uma vaga titular de senador e uma de deputado. Já o PV e o PSD vão ser representados somente por um senador cada. O PSC e o PPS, por sua vez, terão um deputado cada na comissão. Faltam serem indicados, ainda, seis suplentes de senador.
A partir da instalação, a CPI terá prazo de 180 dias para concluir as investigações. Nesta terça-feira, Odair Cunha adiantou que a primeira providência da comissão deverá ser pedir ao Supremo Tribunal Federal (STF) acesso aos inquéritos das operações Vegas e Monte Carlo, da Polícia Federal, que investigaram as atividades ilegais de Carlinhos Cachoeira.
Cachoeira está preso desde o fim de fevereiro, inicialmente num presídio federal em Mossoró (RN) e, desde a semana passada, na ala federal do Complexo da Papuda, em Brasília. Escutas telefônicas feitas pela Polícia Federal, com autorização da Justiça, revelaram que o contraventor mantinha relações suspeitas com parlamentares, autoridades do Executivo e empresários envolvidos em licitações públicas milionárias.
Fonte: com informações da Agência Senado.

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