Em dez anos, o PT construiu um Brasil muito melhor

São dez anos de revolução. Desde janeiro de 2003, primeiro ano de mandato do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, o Brasil vem sendo renovado por uma revolução sem armas, na qual a maioria da população finalmente passou a ser vista pelos donos do poder. Para onde quer que se olhe, o Brasil que surgiu da crise financeira crônica, do desemprego e do pessimismo por cidadãos que emigravam em busca de uma vida melhor, entre outras mazelas deixadas pela política neoliberal do estado mínimo, o que se vê é a estabilidade financeira, a oferta abundante de postos de trabalho, a recuperação da autoestima e da sensação de bem-estar do brasileiro, o respeito no exterior ao País que reduziu a miséria a quase zero.
Tudo mudou, e para melhor, com os ideais e propostas cultivadas durante os 33 anos de vida do Partido dos Trabalhadores, primeiro nos dois mandatos de Lula – o presidente mais popular e querido do Brasil –, depois pelo mandato em curso da presidenta Dilma Rousseff – a chefe de estado mais bem avaliada pela população da nossa história.
Em dez anos, o PT comprovou que, sim, é possível transformar ideias e bandeiras em uma sociedade mais justa, igualitária, inclusiva, estável e sustentável.
A seguir, uma série de gráficos com dados oficiais comprova essa mudança – e renova a esperança de todos pela busca contínua de uma vida melhor para todos.
Salário mínimo – O crescimento econômico, nos governos do PT, e ao contrário do que se assistia até então, veio acompanhado da valorização dos salários. Entre 2002 e 2013, o ganho real do salário mínimo (descontada a inflação) foi de 72%. A elevação do poder de compra pode ser comprovada com dois simples exemplos: em 1994, uma lavadora de roupas custava o equivalente a 8,0 salários mínimos, valor que caiu para 1,5 salário mínimo em 2012; também em 1994, um fogão valia 1,9 salário mínimo; em 2012, meio salário mínimo.
Renda – Nem só com salários mais justos observou-se o crescente poder de compra. A renda nacional subiu com a decisão política de ampliar as políticas sociais, o desenvolvimento econômico e o fortalecimento do mercado de trabalho. Conclusão: entre 2004 e 2011, a média do crescimento real da renda do brasileiro cresceu 29,8%. Entre os 20% mais pobres, como símbolo do governo petista, a alta foi ainda maior: 75%.
Classe Média – Ainda hoje rotuladas como esmola ou estímulo à preguiça pela oposição conservadora, as políticas de inclusão social postas em prática durante os dez anos de governo do PT criaram novos consumidores. Mais empregos foram gerados pela chegada de 30 milhões de brasileiros que saíram da pobreza e da miséria e chegaram à classe C. Hoje, a classe média já representa 55% da população ou 105,5 milhões de pessoas. Em 2003, quando o PT chegou à Presidência da República, eram 65,9 milhões de habitantes, contra 96,2 milhões de pessoas das classes D e E. Hoje, as classes D e E somam 63,6 milhões de pessoas, com projeção de queda para os próximos anos. A prosperidade também chegou ao topo da sociedade: a classe A e B somava 13,3 milhões de pessoas em 2002; hoje, são 22,5 milhões.
Juros – Um dos principais instrumentos de exclusão social durante governos anteriores, quando rentistas e especuladores embolsavam quantias bilionárias, enquanto os salários se desvalorizavam, a questão dos juros também foi uma das bandeiras históricas do PT. Reduzir os juros foi uma luta que se estendeu durante todo o primeiro mandato de Lula e o primeiro ano de governo de Dilma Rousseff, até que, desde maio do ano passado, finalmente começaram a ser cobrados com taxas civilizadas, como nos países mais desenvolvidos. No ano inicial do governo petista, os juros básicos eram de 25,5% ao ano em janeiro de 2003; hoje, estão na casa dos 7,5% ao ano – a taxa mais baixa de toda a história.
Casa própria – Casa própria era para poucos até 2003. Apenas os mais ricos contavam com crédito para a compra de um imóvel. Isso também mudou. O programa Minha Casa, Minha Vida viabilizou o sonho de milhões de famílias que antes estavam destinadas ao pagamento do aluguel. Desde 2008, quando o programa começou, o financiamento habitacional não parou de crescer. Somente nos últimos 12 meses, o financiamento habitacional pelo Minha Casa, Minha Vida saltou 39%, para R$ 263 bilhões (outubro de 2012). As contratações de crédito habitacional na Caixa Econômica Federal, desde então, vêm crescendo mais do que 40% ao ano, até alcançar R$ 100 bilhões no ano passado – ou o equivalente a 2,4% do PIB, o Produto Interno Bruto.
Reservas Internacionais – Quando a aliança de partidos construída pelo PT assumiu o governo em janeiro de 2003, as reservas internacionais brasileiras equivaliam a US$ 17 bilhões. Os números oficiais de então apontavam para reservas de cerca de US$ 20,8 bilhões, mas quase US$ 4 bilhões pertenciam a um empréstimo emergencial feito do Fundo Monetário Internacional (FMI).
Inflação – A inflação anual em 2002 atingia 12,53%, e havia dois anos que o centro da meta inflacionária não era alcançado – ultrapassando em quase o dobro da meta de 6,5%. Isso também mudou. Desde 2003, a taxa inflacionária vem sendo mantida sob controle – apesar da pressão constante, que se tornou ainda mais forte a partir do primeiro semestre de 2012. Mas a vigilância permanente do governo a mantém sob controle. Pode variar em torno do topo da meta estabelecida pelo governo, mas jamais alcançará o dobro desta meta, como acontecia quando Lula tomou posse pela primeira vez.
Solidez da economia – O Brasil é um país sólido, imune aos ataques especulativos que destroem economias de países em poucos dias, porque os governos do PT fortaleceram os fundamentos da estabilidade. Um desses fundamentos é a comparação da dívida pública com o PIB, utilizado no mundo inteiro como a capacidade do governo de pagar o que deve. No final de 2002l, a dívida pública correspondia a 60,4% do PIB, indicando enorme fragilidade, o que se traduzia em juros mais altos cobrados ao País pelos órgãos e bancos internacionais. Ao final, essa fragilidade foi reduzida quase à metade, com 35% do PIB, e vai cair ainda mais neste ano. Outro parâmetro que encarecia os juros para o Brasil é o chamado risco. Quanto maior, mais juros o País pagava. Em 2003, o risco Brasil era de 2.500 pontos, hoje é de 200 pontos – ou mais do que dez vezes menor.
Investimento externo – A melhora dos fundamentos leva automaticamente a mais segurança para os investidores externos – principalmente no assim chamado Investimento Direto Estrangeiro (IED) que aplica dinheiro na ampliação da produção, geração de empregos e maior arrecadação de impostos, entre outros resultados. Em 2003, US$ 10,1 bilhões foram aplicados em investimentos produtivos no Brasil. Durante os dez anos de governo do PT, a média anual do IED foi de US$ 34,9 bilhões, quantia quase duplicou durante o ano passado (US$ 55,3 bilhões de janeiro a outubro).
Crescimento – A Sondagem da América Latina, realizada pela FGV, realizada no trimestre finalizado em outubro de 2012 mostra que o Índice de Clima Econômico (ICE) brasileiro avançou para 6,1 pontos no trimestre, ante os 5,2 registrados no trimestre imediatamente anterior. O índice é superior aos dos demais países que compõem os BRICS, assim como em economias avançadas. O indicador usado pela OCDE mostra a tendência fraca expansão da atividade econômica em muitas economias do mundo, principalmente na Zona do Euro. Mas já há sinais de estabilização em países como a China e EUA. As perspectivas para o Brasil já apontam para a retomada do crescimento econômico. A expectativa para 2013, é de um crescimento brasileiro superior a 4%.
Fonte: PT no Senado.

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