Humberto apresenta projeto para evitar corte bilionário de Temer no Mais Médicos

Segundo Humberto, a medida tomada por Temer tem o claro propósito de fulminar o programa. Foto: Jefferson Rudy/Agência Senado
Segundo Humberto, a medida tomada por Temer tem o claro propósito de fulminar o programa. Foto: Jefferson Rudy/Agência Senado

 
Autor do requerimento que pede a convocação do ministro da Saúde, Ricardo Barros (PP-PR), para explicar no Senado o desmonte do SUS e de políticas como o Farmácia Popular e o Samu, o líder da Oposição na Casa, Humberto Costa (PE), apresentou, nesta quarta-feira (5), um projeto de decreto legislativo para sustar os efeitos da decisão do governo de transformar as despesas obrigatórias do Mais Médicos em gastos passíveis de corte.
Segundo Humberto, a medida, tomada por meio de uma simples canetada publicada no Diário Oficial da União, tem o claro propósito de fulminar o programa. O senador explica que a iniciativa do governo do presidente não eleito Michel Temer (PMDB) transforma os R$ 3,3 bilhões destinados ao programa que levou cuidados básicos de saúde a mais de 63 milhões de brasileiros em todo o território nacional em gastos discricionários.
“Ele se desobriga, por completo, de investir o que está previsto no orçamento para o Mais Médicos. Na prática, isso significa asfixiar o programa até matar”, garante. Para o senador, o engenheiro colocado no comando do Ministério da Saúde por Temer nada constrói em proveito da população. “Sua função é destruir. O governo tem conduzido o programa às bordas do precipício para, na sequência, empurrá-lo para lá”, criticou.
Ele ressaltou que o número de médicos, que chegou a mais de 18 mil espalhados por 4 mil municípios de todo o país, foi reduzido em quase 15% desde o ano passado, o que deixa cerca de 8 milhões de pessoas sem atendimento. O parlamentar também lembrou que os salários dos profissionais estão atrasados desde fevereiro e sem previsão de regularização, o que tem levado muitos médicos a abandonar seus postos de trabalho.
“Infelizmente, o governo ilegítimo está devolvendo o povo à triste realidade do Brasil do século passado. O ministro da Saúde, homem que desapareceu durante a operação Carne Fraca, quando o Brasil estava diante de um escândalo que envolvia a saúde pública e a vigilância sanitária, é o responsável direto por tudo isso”, disparou.
Humberto lembrou que Barros é o ministro que, assombrosamente, ataca o Sistema Único de Saúde e propõe reduzi-lo, sob o argumento de que os brasileiros têm muitos direitos. Na visão do parlamentar, o deputado licenciado faz uso da pasta como uma máquina para distribuir benesses, menosprezar o seu qualificado corpo técnico e entupi-lo de apaniguados políticos com a finalidade de atender a interesses privados, em prejuízo das políticas públicas.
O projeto de decreto legislativo que susta a possibilidade de corte orçamentário no Mais Médicos foi apresentado por Humberto juntamente com o senador Paulo Rocha (PA), vice-líder do PT na Casa.

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