Humberto Costa registra vitória feminina com prisão do assassino de Maristela Just

A prisão do assassino foragido da estudante Maristela Just após 21 anos foi registrada em pronunciamento do senador Humberto Costa (PT/PE) nesta semana no plenário do Senado Federal. “Finalmente, a justiça prevalecerá. Desde junho de 2010, esse réu confesso era procurado. Foi uma tragédia familiar que chocou a todos os pernambucanos. Não podemos aceitar que um crime brutal como esse demore tanto tempo para ser punido”, disse o petista.
Humberto acompanha o caso desde a década de 90, quando era deputado estadual. “Presidi a Comissão de Cidadania e Direitos Humanos da Assembleia Legislativa entre 1990 e 1993 e lutamos juntos, com a família de Maristela, neste caso. Também participei do Fórum de Mulheres de Pernambuco, quando realizamos várias ações de mobilização da sociedade pernambucana, pedindo justiça”, recordou o senador.
Costa também parabenizou o Grupo de Operações Especiais (GOE) da Polícia Civil de Pernambuco pela ação que culminou com a prisão de José Ramos Neto, autor do homicídio. O caso Maristela Just foi um marco na luta em defesa da mulher e no combate à violência.
Ele disse ainda que o trabalho precisa continuar e lamentou os índices de violência contra as mulheres no país. “Não podemos deixar que mais mulheres sejam vítimas de violência. E me refiro não somente à violência física, mas também à violência moral, sexual, psicológica, patrimonial e do cárcere privado”, defendeu o senador.
Segundo dados da Secretaria de Políticas para as Mulheres, mais de 388 mil casos de violência contra a mulher foram registrados no primeiro semestre deste ano. Um aumento de 13% sobre o mesmo período do ano passado. As estatísticas mostraram que 70% dos casos de violência doméstica foram realizados pelos companheiros e cônjuges. Esse percentual sobe para 89% se forem incluídos os ex-maridos, namorados e ex-namorados.
Os registros da Central de Atendimento também mostraram que 66% dos atos de violência foram presenciados pelos filhos da vítima e, em 18% dos casos, os filhos também foram agredidos.
Apesar das elevadas estatísticas, o senador Humberto Costa citou alguns avanços no país, como a aprovação da Lei Maria da Penha e o trabalho que vem sendo realizado pela Comissão Parlamentar Mista de Inquérito da Violência Contra a Mulher, que tem percorrido o país levantando informações para subsidiar novas políticas de proteção às mulheres e de igualdade de gênero.
O senador lembrou ainda de projeto de lei de sua autoria que aperfeiçoa a Lei Maria da Penha ao conceder benefício social às mulheres vítimas de violência doméstica. “Considero essa medida importante porque muitas mulheres agredidas pelos companheiros terminam por não denunciá-los, em parte porque dependem deles financeiramente”, ressaltou Humberto Costa. O Projeto de Lei do Senado (PLS) nº 443/2011 se encontra na Comissão de Direitos Humanos do Senado.
Fonte: do Blog de Humberto.
Foto: Waldemir Barreto / Agência Senado.

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A prisão do assassino foragido da estudante Maristela Just após 21 anos foi registrada em pronunciamento do senador Humberto Costa (PT/PE) nesta semana no plenário do Senado Federal. “Finalmente, a justiça prevalecerá. Desde junho de 2010, esse réu confesso era procurado. Foi uma tragédia familiar que chocou a todos os pernambucanos. Não podemos aceitar que um crime brutal como esse demore tanto tempo para ser punido”, disse o petista.
Humberto acompanha o caso desde a década de 90, quando era deputado estadual. “Presidi a Comissão de Cidadania e Direitos Humanos da Assembleia Legislativa entre 1990 e 1993 e lutamos juntos, com a família de Maristela, neste caso. Também participei do Fórum de Mulheres de Pernambuco, quando realizamos várias ações de mobilização da sociedade pernambucana, pedindo justiça”, recordou o senador.
Costa também parabenizou o Grupo de Operações Especiais (GOE) da Polícia Civil de Pernambuco pela ação que culminou com a prisão de José Ramos Neto, autor do homicídio. O caso Maristela Just foi um marco na luta em defesa da mulher e no combate à violência.
Ele disse ainda que o trabalho precisa continuar e lamentou os índices de violência contra as mulheres no país. “Não podemos deixar que mais mulheres sejam vítimas de violência. E me refiro não somente à violência física, mas também à violência moral, sexual, psicológica, patrimonial e do cárcere privado”, defendeu o senador.
Segundo dados da Secretaria de Políticas para as Mulheres, mais de 388 mil casos de violência contra a mulher foram registrados no primeiro semestre deste ano. Um aumento de 13% sobre o mesmo período do ano passado. As estatísticas mostraram que 70% dos casos de violência doméstica foram realizados pelos companheiros e cônjuges. Esse percentual sobe para 89% se forem incluídos os ex-maridos, namorados e ex-namorados.
Os registros da Central de Atendimento também mostraram que 66% dos atos de violência foram presenciados pelos filhos da vítima e, em 18% dos casos, os filhos também foram agredidos.
Apesar das elevadas estatísticas, o senador Humberto Costa citou alguns avanços no país, como a aprovação da Lei Maria da Penha e o trabalho que vem sendo realizado pela Comissão Parlamentar Mista de Inquérito da Violência Contra a Mulher, que tem percorrido o país levantando informações para subsidiar novas políticas de proteção às mulheres e de igualdade de gênero.
O senador lembrou ainda de projeto de lei de sua autoria que aperfeiçoa a Lei Maria da Penha ao conceder benefício social às mulheres vítimas de violência doméstica. “Considero essa medida importante porque muitas mulheres agredidas pelos companheiros terminam por não denunciá-los, em parte porque dependem deles financeiramente”, ressaltou Humberto Costa. O Projeto de Lei do Senado (PLS) nº 443/2011 se encontra na Comissão de Direitos Humanos do Senado.
Fonte: do Blog de Humberto.
Foto: Waldemir Barreto / Agência Senado.

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