Humberto participa de manifestação em Brasília contra reforma da Previdência

 Na Esplanada dos Ministérios, líder da Oposição se une a manifestantes contra o governo Temer. Foto: Rafael Carlota/ Assessoria de Comunicação
Na Esplanada dos Ministérios, líder da Oposição se une a manifestantes contra o governo Temer. Foto: Rafael Carlota/ Assessoria de Comunicação

 
Milhares de pessoas estão nas ruas de cidades brasileiras, na manhã desta quarta-feira (15), protestando contra as reformas trabalhistas e da Previdência Social propostas pelo governo do presidente não eleito Michel Temer (PMDB). Líder da Oposição no Senado, Humberto Costa (PT-PE) participa do ato em Brasília, realizado na Esplanada dos Ministérios. “Hoje é um dia histórico e vai marcar a derrubada das reformas desse governo golpista que prejudica os mais pobres”, afirmou.
Recebido com carinho pelos presentes com o grito de “Fora Temer”, o senador disse que a população tem de ir às ruas para lutar por todos os direitos conquistados, com dificuldade, ao longo das últimas décadas. Segundo ele, as medidas do governo prejudicam os mais pobres, especialmente as mulheres e os trabalhadores do campo, em benefício do mercado financeiro.
“O que está sendo tramado é fazer com que os pobres paguem a conta para fazer a festa dos serviços financeiros. Temos de mostrar que esse governo está fazendo isso, principalmente porque assumiram compromissos no momento em que derrubaram uma presidente legitimamente eleita”, reiterou Humberto.
De acordo com o parlamentar, é preciso barrar esse retrocesso “vergonhoso proposto por esse governo golpista e ilegítimo”. “Por isso, a importância de uma grande manifestação como a de hoje. Tenho certeza que essas mobilizações irão enterrar de vez essas reformas, que só têm o objetivo de prejudicar os mais pobres, os trabalhadores rurais, mulheres e aqueles que verdadeiramente produzem a riqueza do Brasil”, afirmou.
Para Humberto, quanto maior a mobilização, mais pressão sobre os parlamentares será exercida e mais chances de derrubar as propostas de reforma que tramitam no Congresso Nacional. Cidades como São Paulo, Rio de Janeiro, Brasília, Curitiba e Recife registram greves no transporte público contra as medidas do governo.
“Isso vai influenciar decisivamente a discussão na Câmara e no Senado. Tenho certeza que se essa mobilização for ampliada até dia da votação na Câmara, essa reforma não passa de lá. Mas só vamos conseguir isso com luta e esclarecimento aos demais trabalhadores”, declarou.
Estão presentes nos atos entidades como a Central Única dos Trabalhadores (CUT), Movimento dos Trabalhadores Rurais sem Terra (MST), Confederação Nacional dos Trabalhadores na Agricultura (Contag), entre outras.
O novo prazo para a repatriação será de 120 dias, contado a partir da data em que a Receita Federal regulamentar a matéria. Pelo texto, o patrimônio a ser declarado será aquele em posse do declarante em 30 de junho do ano passado, mesma data da cotação do dólar a ser considerada: R$ 3,21.
A manobra feita por alguns parlamentares para incluir parentes de políticos entre os beneficiados foi barrada, desde a sua origem, graças a uma iniciativa de Humberto. Em novembro do ano passado, quando a proposta foi apreciada no Senado, ele apresentou um destaque ao texto para evitar que a repatriação de bens do exterior fosse estendida a esses familiares.
A inclusão havia sido proposta pelo então líder do governo no Congresso, Romero Jucá (PMDB-RR), que recuou e aceitou a alteração. Humberto chamou a medida de emenda “Cláudia Cruz”, esposa de Eduardo Cunha (PMDB-RJ) investigada na Operação Lava Jato. Ela teria utilizado dinheiro sujo do esquema de corrupção da Petrobras no exterior.

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