Humberto propõe comissão no Senado para acompanhar obras da Transposição

Humberto acompanha a obra da Transposição desde o seu início. No Senado, já foi relator de comissões temporárias externas passadas que acompanharam o andamento do projeto.
Humberto acompanha a obra da Transposição desde o seu início. No Senado, já foi relator de comissões temporárias externas passadas que acompanharam o andamento do projeto.

 
Preocupado com o andamento das obras da Transposição do Rio São Francisco no governo do presidente não eleito Michel Temer (PMDB), o líder da Oposição no Senado, Humberto Costa (PT-PE), apresentou requerimento, nessa terça-feira (7), para criar uma comissão temporária externa na Casa a fim de “acompanhar fatos, atos, normas, gestão e procedimentos atinentes à execução do projeto” – iniciado por Lula em 2007 e seguido por Dilma, sem interrupção.
Para Humberto, o governo Temer e o PSDB, partido historicamente contrário à transposição, têm tentado “assumir a paternidade” do maior empreendimento hídrico do país, mesmo promovendo a paralisação de parte da obra, em prejuízo de milhões de brasileiros.
“O presidente da República deve operar esse seu governo incompetente para concluir a transposição, porque o Eixo Norte está parado, prejudicando a Paraíba, o Ceará e o Rio Grande do Norte. Se fizer isso antes de cair, já terá sido o suficiente para botar o seu nome numa plaquinha qualquer, que, aliás, é onde cabe a sua dimensão política”, afirmou.
A comissão sugerida pelo parlamentar, que deverá ser composta por 10 senadores e terá prazo de funcionamento de 15 meses, também irá fiscalizar o programa de revitalização da bacia hidrográfica do Velho Chico. O colegiado terá poderes para realizar audiências públicas, diligências externas, requerer informações e proceder a outros atos que julgar essenciais aos trabalhos.
Na avaliação do líder da Oposição, a complexidade do projeto da transposição, que envolve mais de 12 milhões de pessoas, quatro estados e quase 400 municípios e estende-se por 500 km da Região Nordeste, exige que o Senado se debruce sobre o empreendimento.
“É fundamental que nós, parlamentares, fiscalizemos a última parte de execução da obra, com o objetivo de aferir os seus impactos finais, corrigir eventuais distorções e ouvir todos os atores sociais participantes sobre os seus impactos”, disse.
Humberto acompanha a obra desde o seu início. No Senado, já foi relator de comissões temporárias externas passadas que acompanharam o andamento do projeto. Ele já visitou o canteiro de obras diversas vezes, conversou com trabalhadores e com moradores da região e fez sugestões e críticas para a melhoria da execução do empreendimento.

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