Humberto repudia agressão a Stédile em Fortaleza

Humberto: Stédile foi agredido de forma premeditada por um grupo de pessoas que compõe um desses movimentos que coordenam essa mobilização pelo impedimento da presidente Dilma. Foto: Waldemir Barreto /Agência Senado.
Humberto: Stédile foi agredido de forma premeditada por um grupo de pessoas que compõe um desses movimentos que coordenam essa mobilização pelo impedimento da presidente Dilma. Foto: Waldemir Barreto /Agência Senado.

O líder do PT no Senado, Humberto Costa (PE), foi à tribuna do plenário nesta quarta-feira (23) prestar a sua solidariedade ao líder do Movimento dos Sem-Terra (MST), João Pedro Stédile, e repudiar a ação de um grupo de aproximadamente 30 pessoas, coordenado por um integrante do PSDB, que agrediu Stédile na madrugada de hoje no aeroporto Pinto Martins, em Fortaleza.
“Quero registrar aqui o meu repúdio a uma agressão da qual foi vítima o dirigente nacional do MST ao desembarcar na capital cearense. Ele foi agredido de forma premeditada por um grupo de pessoas que compõe um desses movimentos que coordenam essa mobilização pelo impedimento da presidente Dilma”, afirmou.
Parlamentares de diversos partidos aproveitaram o discurso de Humberto e também manifestaram apoio ao militante dos direitos sociais.
Para Humberto, que assinou manifesto de repúdio junto com movimentos sindicais, populares, pastorais sociais e intelectuais comprometidos com o combate à desigualdade social, as cenas registradas em celulares e difundidas na internet são mais uma demonstração do clima de intolerância política que existe atualmente no país.
“Esse clima é patrocinado por muitos desses que, em nome de uma pseudodemocracia, agridem pessoas em espaços públicos. Mas, na verdade, precisam ter um basta”, declarou. Segundo ele, o Brasil é um país que tradicionalmente se marca pela tolerância política, social, religiosa, racial, mas que vive hoje momento conturbado.
“Nós vemos o nosso país transformado em um espaço de expressão de ódio por uma minoria que não aceita a convivência democrática. Eles desrespeitam o voto popular e rompem com a legalidade democrática”, disse.
Stédile desembarcou na capital do Ceará para participar, como convidado de diversas entidades, de um congresso sindical e de uma atividade sobre reforma política e combate à corrupção. Porém, foi recebido por um grupo que bradou gritos de ódio e diversos xingamentos. O líder do MST estava acompanhado da esposa.
De acordo com o MST, a ação foi comandada pelo empresário do ramo imobiliário Paulo Angelim, militante do PSDB. O líder do Governo no Congresso Nacional, senador José Pimentel (PT-CE), afirmou, em aparte ao discurso de Humberto, que conhece parte das pessoas que estavam hostilizando Stédile.
Segundo ele, são pessoas da base da ditadura militar que perderam espaço e “filhotes e herdeiros” daquele período que não aceitam a democracia. “Eles não representam o povo cearense, que é acolhedor e ordeiro, como o povo brasileiro”, disse a Humberto.
Um conjunto de movimentos também manifestou solidariedade a João Pedro Stédile na tarde desta quarta. Por meio de nota, as diversas entidades e personalidades afirmaram que a “agressão só pode ser compreendida como parte de uma ofensiva conservadora da direita na sociedade que busca criminalizar e intimidar todos(as) aqueles (as) que lutam por um Brasil justo e soberano”.

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