Onda de violência no campo marca de sangue as mãos de Temer, acusa Humberto

De acordo com Humberto, o último relatório anual da CPT sobre o tema atestou que todos os tipos de conflito e todas as formas de violência no campo aumentaram no ano passado em relação a 2015. Foto: Jefferson Rudy/Agência Senado
De acordo com Humberto, o último relatório anual da CPT sobre o tema atestou que todos os tipos de conflito e todas as formas de violência no campo aumentaram no ano passado em relação a 2015. Foto: Jefferson Rudy/Agência Senado

 
Preocupado com a escalada recorde de violência no campo, que vem se agravando desde o ano passado, segundo dados da Comissão Pastoral da Terra (CPT), o líder da Oposição no Senado, Humberto Costa (PT-PE), declarou, nesta terça-feira (25), que não há como não enxergar sangue nas mãos do presidente não eleito Michel Temer (PMDB) diante da situação. Nove trabalhadores rurais foram brutalmente assassinados em Colniza (MT) no fim de semana, sem que o Palácio do Planalto sequer tenha se manifestado sobre o assunto.
De acordo com Humberto, o último relatório anual da CPT sobre o tema atestou que todos os tipos de conflito e todas as formas de violência no campo aumentaram no ano passado em relação a 2015. O documento mostra que são os maiores números dos últimos 10 anos, sendo que os de terra, especificamente, são os maiores já registrados em 32 anos de documentação.
“Não há como analisar essa escandalosa situação que toma conta do campo sem apontar o dedo para esse governo infame e desastroso que aí está, que extinguiu o Ministério do Desenvolvimento Agrário, desmantelou as políticas do campo, suprimiu as estruturas responsáveis pelo bom andamento das questões fundiárias e estancou a reforma agrária, abandonando mais de 120 mil famílias que aguardam assentamento em todo o país”, criticou.
Segundo ele, esse é o governo dos latifundiários e dos ruralistas, que menospreza completamente os trabalhadores rurais. “Então, não há como deixar de se responsabilizar, diretamente, Temer e seu governo desastroso por essa violência bárbara que avança no campo”, afirmou.
Para o senador, o atual presidente ilegítimo é o maior fiador de um sistema que leva matadores de aluguel a se sentirem novamente protegidos e impunes para, covardemente, matar homens, mulheres e crianças.
“Não houve uma nota sequer do Palácio do Planalto lamentando a chacina de Colniza e anunciando providências do governo federal, o que é prova cabal de que Michel Temer é cúmplice desses assassinatos que explodiram sob sua nefasta gestão”, detonou.
O parlamentar avalia que a discussão sobre a violência no campo renasce de forma brutal no país. “E ocorre justamente quando nós julgávamos controlado esse terrível barril de pólvora que já fez milhares de vítimas ao longo de séculos, chaga debelada pelo diálogo com todos os atores envolvidos e as tantas ações efetivas empreendidas nos 13 anos de governos do presidente Lula e da presidenta Dilma”, ressaltou.
Diante do quadro absurdo na zona rural, que causa revolta para Humberto, o país tem outra grande razão, desta vez de caráter humanitário, para “derrubar esse governo podre, que agasalha, na sua imensa inépcia e incompetência, o estímulo a que os campos brasileiros virem um mar de sangue, um cemitério do seu próprio povo”.
“Não há outro caminho a seguir no Brasil, neste momento, que não seja a saída imediata de Temer para que nós, por meio de eleições diretas, retomemos as rédeas do país e impeçamos esses massacres dos quais ele é diretamente partícipe”, finalizou.

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