Para Humberto, flexibilização das leis trabalhistas pode aumentar desemprego

Segundo Humberto, a proposta trabalhista defendida pelo governo Temer é ruim para os trabalhadores e só atende aos interesses patronais. Foto: Tarsio Alves
Segundo Humberto, a proposta trabalhista defendida pelo governo Temer é ruim para os trabalhadores e só atende aos interesses patronais. Foto: Tarsio Alves

 
Uma das principais medidas defendidas pelo governo de Michel Temer (PMDB) para implementar sua criticada agenda político-econômica no país, a flexibilização das leis trabalhistas tem contribuído para o aprofundamento do desemprego no mundo. A avaliação é do líder do PT no Senado, Humberto Costa (PE). O parlamentar citou levantamento da Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), que afirma que os países que adotaram uma legislação trabalhista que favorece a contratação de temporários com baixo nível de direitos, tiveram, na verdade, um aumento do índice de desempregados.
Segundo dados da OCDE, países como a Espanha e a Irlanda tiveram aumento considerável do número de desempregados após reformas trabalhistas. Na Espanha, o desemprego alcançou 19,4% em 2009, valor 5,4 pontos percentuais acima do registrado um ano antes, quando o país ainda não havia aprovado a mudança. Na Irlanda, o desemprego praticamente dobrou após as reformas, passando de 7,7% para 12,9% no ano seguinte à flexibilização.
De acordo com o líder do PT no Senado, a proposta trabalhista defendida pelo governo Temer é ruim para os trabalhadores e só atende aos interesses patronais. “Eles estão preparando um pacote que não beneficia em nada o povo. É um projeto para agradar os patos da Fiesp, que ajudaram a patrocinar o golpe contra a presidente Dilma Rousseff. Já falaram até em jornada de trabalho de 12 horas para o trabalhador. Isso é inadmissível”, afirmou Humberto. “Querem eliminar direitos históricos, conquistados à custa de muita luta, destruindo a CLT. Não vamos permitir.”
Segundo o senador, só a mobilização da sociedade poderá barrar as reformas previstas pelo governo Temer. “É imprescindível que tomemos às ruas e que sigamos a luta para que os direitos sejam assegurados. Não podemos aceitar que um governo ilegítimo e sem voto vá na contramão da experiência mundial e prejudique quem mais precisa, que são os trabalhadores. Temos que ocupar as ruas, as redes para assegurar que, no Brasil, não haverá nenhum direito a menos”, afirmou Humberto.

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