Proposta de desvinculação de benefícios só prejudica os mais pobres, diz Humberto

Para Humberto, essa medida vai prejudicar aqueles que mais precisam. Foto: Alessandro Dantas/ Liderança do PT no Senado
Para Humberto, essa medida vai prejudicar aqueles que mais precisam. Foto: Alessandro Dantas/ Liderança do PT no Senado

 
 
A proposta do governo de Michel Temer (PMDB) de desvincular benefícios como a pensão por morte e o BPC (Benefício de Prestação Continuada) do salário mínimo já provoca repercussão negativa. No senado, o líder do PT, Humberto Costa, questionou a medida. Segundo ele, a decisão vai atingir diretamente 23 milhões de famílias em todo o país.
“Essa medida vai prejudicar aqueles que mais precisam. São milhões de pessoas que vivem com o valor do salário mínimo e o governo Temer quer tirar o direito de as pessoas terem a sua dignidade Esse é o tipo de política do governo peemedebista: é a que tira de quem necessita e dá para aqueles que já têm”, afirmou Humberto Costa.
Segundo Humberto, a mudança causará distorções e pode ampliar as desigualdades. “De uma forma geral, estamos falando de três grupos de pessoas: aquelas que perderam entes queridos e que contribuíam com a renda familiar, deficientes e pessoas com mais 65 anos cuja a renda é menor a 1/4 do salário mínimo, cerca de R$200. São os mais pobres sempre o alvo de Temer”, criticou Humberto.
A proposta de reforma da Previdência, que deve ser apresentada por Temer após a eleição, prevê ainda um dispositivo que aumenta progressivamente a idade mínima para aposentadoria, que poderá ser entre 65 e 70 anos. No Brasil, segundo as regras atuais, é possível se aposentar por idade ou por tempo de contribuição ao INSS. Na aposentadoria por tempo de contribuição não há fixação de idade mínima, a lei determina que é preciso ter 35/30 anos (homens/mulheres) de contribuição.
“Não vamos aceitar mais esse pacote de maldades de Temer. As centrais sindicais estão se mobilizando, a sociedade está se organizando. Temos que criar uma grande onda de mobilização nacional. Não vamos aceitar esse tipo de proposta que só penaliza os trabalhadores e os que precisam mais do Estado”, afirmou Humberto.
 

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