PSDB tenta burlar TSE e quer dar golpe em eleição direta, diz Humberto

 

O líder da Oposição cobrou atenção da sociedade para o TSE nas próximas semanas. Foto:  Waldemir Barreto/Agência Senado
O líder da Oposição cobrou atenção da sociedade para o TSE nas próximas semanas. Foto: Waldemir Barreto/Agência Senado

 
 
O pedido do PSDB no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) para que apenas a ex-presidenta Dilma Rousseff seja considerada culpada na ação que os próprios tucanos movem para cassar a chapa Dilma-Temer é, na avaliação do líder da Oposição no Senado, Humberto Costa (PT-PE), uma tentativa de burlar as regras da Corte e dar um golpe para evitar a realização de eleições presidenciais diretas.
O parlamentar afirmou, nesta terça-feira (28), que a solicitação feita pelos tucanos para isentar Michel Temer (PMDB) de responsabilidade, nas alegações finais apresentadas ao TSE, justamente no momento em que o julgamento do caso se aproxima, é o “escárnio dos escárnios”.
Ele acredita que o governo e os partidos da base têm receio de que uma cassação da chapa vitoriosa de 2014 provoque novas eleições diretas, logo num momento em que Lula vence em todos os cenários para a Presidência, de acordo com as últimas pesquisas de opinião.
“A ordem é buscar urgentemente uma solução para manter o débil Michel Temer no poder para que, trôpego no cargo, ele possa chegar cambaleando até o fim de 2018, refém dos aliados que o querem suceder. Isso é o metagolpe, o golpe dentro do golpe”, disse.
Segundo ele, o PSDB – “que mama avidamente nas largas tetas dessa administração nefasta, que se locupleta das benesses desse governo por meio de extorsão política com olhos em 2018 – desce abaixo da linha da vergonha tentando remendar seu próprio pedido inicial para livrar Temer de uma eventual condenação naquele tribunal. Mas eles perceberam que deram um tiro no pé”, ressaltou.
Para Humberto, há uma mobilização na República, liderada por Temer e seus aliados no Legislativo, Judiciário, Ministério Público e em setores econômicos e na mídia, que se baseia apenas nas conveniências que norteiam os interesses políticos.
Diante de um possível acordão que se trama, o líder da Oposição cobrou atenção da sociedade para o TSE nas próximas semanas. Ele reiterou que a defesa da presidenta Dilma já mostrou que não houve o cometimento de qualquer ilicitude na disputa de 2014.
Segundo ele, que foi o coordenador da campanha presidencial do Nordeste naquele ano, o PT fez uma campanha limpa e auditada por todas as instâncias competentes.
“Portanto, se o TSE entender de forma diversa, que o peso da sua decisão seja para a chapa, que é integrada pelo vice e dela não pode, sob qualquer hipótese, se dissociar. Salvo por um acordão político inaceitável, salvo por um novo golpe que venha para impedir a realização de eleições diretas”, observou.
Protestos
No discurso, Humberto também falou sobre as manifestações de domingo, organizadas por próceres da queda de Dilma, como o MBL e o Vem pra Rua. Segundo ele, a iniciativa foi um total fracasso e as panelas silenciaram nas varandas gourmet e os patos se recolheram diante de um governo atolado na lama da corrupção.
“Ficou evidente que esses movimentos neofascistas perderam total adesão popular ao se mostrarem completamente diferentes de como se vendiam. Eles não têm nada de apartidários e isentos. São, na verdade, fortes linhas auxiliares, cúmplices de Temer e atuam com partidos que os financiam”, disparou.
O parlamentar acredita partidos como o PSDB, DEM e PPS e a Fiesp e a mídia saem enfraquecidos após o último domingo. “Não houve mais filé mignon e champanhe servidos na avenida Paulista nem campanha com frases pretensamente cívicas na fachada da Fiesp. Lula e Dilma botaram mais gente em Monteiro (PB) na inauguração popular da transposição do São Francisco do que esse pessoal em todo Brasil”, finalizou.

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