Supremo libera inquérito de Demóstenes à CPI do Cachoeira e a Conselho de Ética


O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Ricardo Lewandowski, atendeu, na tarde desta sexta-feira (27/4), aos pedidos da CPMI que vai investigar a rede criminosa de Carlos Cachoeira e do Conselho de Ética do Senado, onde rola o processo contra o senador Demóstenes Torres (ex-DEM/GO) por quebra do decoro parlamentar. O atendimento ao pedido da CPMI já era esperado, mas pairavam dúvidas sobre a solicitação do Conselho de Ética, formulado pessoalmente pelo presidente do Conselho, senador Antonio Carlos Valadares (PSB-SE), pelo relator do processo, Humberto Costa (PT-PE), e por Wellington Dias (PT-PI), integrante do Conselho. Mas, com base em ação precedente do próprio STF, o ministro Levandowski liberou, mantendo o caráter sigiloso, todo o inquérito da Operação Monte Carlo, da Polícia Federal, repleto de gravações de telefonemas que trouxeram à opinião pública a real relação de amizade e cumplicidade do senador Demóstenes Torres com Carlos Cachoeira e sua rede de contravenção.
Da mesma forma, a Comissão de Ética da Câmara, que investiga as mesmas relações suspeitas dos deputados Carlos Aberto Leréia (PSDB-GO) e Sandes Júnior (PP-GO) com Cachoeira. Lewandowski, no entanto, manteve o caráter sigiloso do inquérito, o que deverá ser respeitado pelas comissões.
O liberação do inquérito ao Senado ocorreu dois dias após a entrega da defesa de Demóstenes Torres formulada por seus advogados. Vários trechos da peça alegam ilegalidade na divulgação das gravações pela imprensa, questionando a suposta utilização desses textos pelo relator Humberto Costa. Sua previsão era a de entregar o relatório na próxima quinta-feira (3/5). O parecer pode ser votado no dia 8 de maio.
Fonte: Liderança do PT no Senado.
Foto: Wilson Dias/ABr.

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