Tumulto em instalação de CPI mostra desespero de Bolsonaro com investigações, diz Humberto

Foto: Roberto Stuckert Filho

A instalação da CPI da Covid do Senado, na manhã desta terça-feira (27), teve início com uma série de questões de ordens colocadas por senadores da base do governo com a finalidade de prejudicar o começo dos trabalhos. Com a quase totalidade dela indeferida por falta de fundamento, o plenário elegeu, por 8 X 3, Omar Aziz (PSD-AM) e Randolfe Rodrigues (Rede-AP) para os cargos de presidente e vice, e indicou Renan Calheiros (MDB-AL) para a relatoria. Para o senador Humberto Costa (PT-PE), o tumulto promovido por apoiadores de Bolsonaro demonstra o desespero do Planalto com as investigações.

Foi uma clara tentativa de obstruir o início dos trabalhos, uma manobra para impedir as investigações sobre os responsáveis por essa tragédia que vivemos. Felizmente, elas foram vencidas pela maioria, pelo desejo de um número expressivo de senadores que quer passar a limpo essa gestão criminosa relativa à pandemia, que quer uma investigação sobre a maior crise sanitária da nossa história”.

Senador Humberto

Humberto, que é ex-ministro da Saúde e membro titular da CPI da Covid, afirmou que a manobra dos aliados do governo denota que a gestão Bolsonaro está em pânico com o fato de ser investigado. “Isso demonstra que há uma tentativa deliberada de esconder muita coisa”, disse.

Após a eleição, a presidência da comissão abriu 24 horas para que os integrantes do colegiado apresentem suas contribuições ao plano de trabalho que será exposto por Renan Calheiros nesta quarta-feira, e que irá nortear o desenvolvimento das atividades do colegiado. “O PT já apresentou, de início, mais de 40 requerimentos de convocação. Temos um amplo levantamento já realizado para nos guiar nessas investigações e estamos prontos para começar esse trabalho em favor do Brasil”, afirmou Humberto.

Presidente da Comissão de Direitos Humanos (CDH) do Senado, Humberto Costa propôs, de imediato, a convocação dos ministros Marcelo Queiroga, da Saúde; dos Direitos Humanos, Damares Alves; da Ciência e Tecnologia, Marcos Pontes; e da Defesa, Braga Netto, para que expliquem diversos atos de governo e tragam as atualizações de medidas tomadas no momento para conter a expansão do vírus. Além deles, o petista também quer a convocação de outros nomes fundamentais a explicar a desastrosa condução do governo, como o ex-ministro da Saúde, Eduardo Pazuello, e o ex-secretário de Comunicação, Fábio Wajngarten.

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