Vencido nas eleições, Aécio deixou a derrota subir à cabeça, critica Humberto

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O líder do PT no Senado, Humberto Costa (PE), manifestou nesta segunda-feira (1º), em discurso na tribuna da Casa, o seu “estranhamento e mais veemente repúdio” às declarações dadas pelo senador Aécio Neves (PSDB-MG) de que perdeu a eleição presidencial “para uma organização criminosa que se instalou no seio de algumas empresas patrocinadas por esse grupo político que está aí”. A declaração foi dada a um programa de televisão exibido nesse fim de semana.
Para Humberto, é lamentável que o tucano demonstre não aceitar que perdeu. Em consequência, “ele continua perdendo e reduzindo a sua estatura política a cada declaração desastrada que dá”.
“O candidato derrotado, que tem se sentido cada vez mais à vontade na sofrível interpretação do papel de vítima do processo eleitoral, quer agora reinventar a história ao negar que tenha perdido a disputa para a presidenta Dilma e para a coligação de partidos políticos que apoiaram a sua candidatura”, afirmou. “É uma infame ópera-bufa, essa que está sendo protagonizada pelo que eu chamo de ‘candidato derrotado em exercício’, onde sobejam atuações de péssimo gosto e para as quais há cada vez menos holofotes”, disse o líder do PT, pontuando que Aécio está cada vez mais isolado “entre os seus aliados e mesmo dentro do seu próprio partido”.
De acordo com o parlamentar petista, Aécio ainda está em um mundo à parte, agindo como se recontasse os votos das urnas, criando novas teorias contra a legitimidade da presidenta reeleita e, também, acenando para setores golpistas da sociedade.
“Chega. Passou da hora de assumir a derrota. Ganhar e perder são atos próprios da democracia. Sei que, durante muito tempo, o senador enchia os pulmões para dizer por aí que se orgulhava de haver se especializado em derrotar o PT. Mas, dessa vez, não deu. Não deu. Paciência”, disse. “Ele foi derrotado em Minas Gerais, seu Estado, e foi derrotado na disputa pela Presidência da República. Foi derrotado. Pronto. Vire a página. É um caso inusitado de que a derrota subiu à cabeça”, completou.
O líder do PT avalia que a postura de um opositor é buscar o contraditório ideológico e fazer o contraponto para que o embate de ideias seja construtivo, e não ficar eternamente lamentando a derrota que sofreu.
Humberto destacou ainda que a presidenta Dilma, que ganhou as eleições em outubro com mais de 54,5 milhões de votos, vem trabalhando dia e noite para tomar as medidas necessárias à continuidade dos avanços do país a partir de 2015.
No fim do discurso, Humberto reiterou o convite aos que ainda “insistem em olhar o Brasil pelo retrovisor, que olhem para frente”. “A gente precisa avançar e todos os que tiverem boas ideias devem apresentá-las à sociedade como forma de contribuir com esse processo de avanço do país”, concluiu.
“Eleições passam. O Brasil segue. E quem não seguir com o Brasil corre o risco de ficar para trás, agrilhoado com muita amargura às urnas de uma eleição havida em algum lugar do passado.”

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