Brasil

SUS pode perder R$ 12,7 bilhões nos próximos dois anos, alerta Humberto

Para Humberto, a PEC vem destruir com várias das nossas conquistas sociais. Foto: Alessandro Dantas/ Liderança do PT no Senado.

Para Humberto, a PEC vem destruir com várias das nossas conquistas sociais. Foto: Alessandro Dantas/ Liderança do PT no Senado.

A Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 241/2016, que tramita na Câmara Federal enviada pelo presidente interino Michel Temer (PMDB), vai congelar os gastos públicos por 20 anos e coloca em risco o investimento de cerca de R$ 12,7 bilhões no Sistema Único de Saúde (SUS) nos próximos dois anos. O montante de recursos ameaçado daria para manter todos os hospitais do país (federais, estaduais, municipais e Santas Casas) durante três meses.

“Essa PEC de Temer vem destruir com várias das nossas conquistas sociais e também fazer o desmonte do SUS, que é um patrimônio público. Se ela tivesse em vigor nos últimos dez anos, teríamos perdido 32% de recursos para a área da saúde, sem contar com uma redução de 70% na área da educação”, explicou o líder do governo Dilma no Senado, Humberto Costa (PT-PE).

O SUS hoje é um dos programas mais completos do mundo em atendimento à população e seu sucateamento pode custar muito para o povo carente brasileiro. A rede pública de saúde atua desde os serviços em hospitais passando pelas campanhas de vacinação, programas de saúde da família, Samu, Farmácia Popular e Brasil Sorridente. O atual ministro da Saúde, Ricardo Barros (PP-PR), já deixou claro que tem o intuito de fortalecer o sistema privado de saúde, fragilizando cada vez mais o serviço de saúde público, colocando em risco o atendimento universal que caracteriza o SUS.

O senador petista alerta que já existe uma forte articulação política para evitar que essa PEC passe no Congresso Nacional. “São os mais pobres que realmente vão pagar a conta do ajuste proposto pelo governo interino. Não vamos deixar que um retrocesso dessa dimensão destrua um pilar importante de inclusão social, como o SUS. Precisamos enfrentar os golpistas e dizer que não vamos aceitar a desconstrução das políticas públicas que tiraram o Brasil do atraso”, afirmou Humberto Costa.

No Uruguai, Humberto acusa Temer de querer acabar com o Mercosul

 

Para Humberto, o interesse deles são os Estados Unidos, é a Europa. Eles dão as costas para a América Latina, para o Mercosul, para os nossos vizinhos. Foto: Assessoria de Imprensa

Para Humberto, o interesse deles são os Estados Unidos, é a Europa. Eles dão as costas para a América Latina, para o Mercosul, para os nossos vizinhos. Foto: Assessoria de Imprensa

 

A reunião da Comissão de Cidadania e Direitos Humanos do Parlamento do Mercosul (ParlaSul), em Montevidéu, foi marcada por intenso debate dos congressistas, na manhã desta terça-feira (21), sobre a situação interna dos países do bloco. Representante brasileiro no encontro, o líder do Governo Dilma no Senado, Humberto Costa (PT-PE), alertou os participantes do encontro de que a gestão interina de Michel Temer (PMDB) quer retirar, gradativamente, o Brasil do grupo.

Humberto fez um relato sobre o quadro institucional brasileiro e cravou aos colegas do continente: “no momento, há, sim, um golpe se desenrolando no Brasil. Um golpe que derrubou uma presidenta honesta com a intenção de paralisar as investigações sobre corrupção da maior operação da nossa história, que é a Lava Jato”, esclareceu o senador.

De acordo com o parlamentar, o governo interino de Temer já anunciou, por meio do seu ministro das Relações Exteriores, José Serra (PSDB-SP), que está retirando o Brasil de diversos foros de que participa no Mercosul e que seu real interesse é deixar o bloco, que vem sendo construído desde a década de 1980.

“O interesse deles são os Estados Unidos, é a Europa. Eles dão as costas para a América Latina, para o Mercosul, para os nossos vizinhos. Esse governo golpista do Brasil quer implodir o bloco de integração que erguemos com tanto sacrifício”, esclareceu Humberto a mais de 20 parlamentares de Argentina, Paraguai, Uruguai e Venezuela que participam da Comissão de Cidadania e Direitos Humanos. No encontro, também estavam a senadora Lídice da Mata (PSB-BA) e os deputados federais Roberto Freire (PPS-SP) e Jean Wyllys (PSol-RJ).

Os parlamentares aprovaram a realização de uma viagem à Venezuela para poder acompanhar de perto a situação do país, que passa por uma forte tensão entre governo e oposição e vive um sério quadro de desabastecimento. A visita da delegação do ParlaSul a Caracas deve ocorrer na segunda semana de julho.

Para Humberto, manifestações serão determinantes para a volta de Dilma

Humberto: Estas manifestações, que ocorreram em todo o Brasil, marcaram a retomada dos grandes atos de ruas. Foto: Assessoria de Imprensa

Humberto: Estas manifestações, que ocorreram em todo o Brasil, marcaram a retomada dos grandes atos de ruas. Foto: Assessoria de Imprensa

 
Líder do governo Dilma Rousseff no Senado, Humberto Costa, viu com otimismo as manifestações nacionais Fora Temer/Não ao Golpe, que ocorreram hoje. Para o senador, que participou de caminhada no Recife, ações de mobilização serão “determinantes” para o retorno de Dilma ao Palácio do Planalto. Atividades semelhantes a do Recife ocorreram em cerca de 40 cidades.

“Estas manifestações, que ocorreram em todo o Brasil, marcaram a retomada dos grandes atos de ruas. Até a votação final do impeachment, várias mobilizações nacionais devem ocorrer para que possamos impedir a consolidação do golpe parlamentar que está em curso e é comandado pelo maior traidor da história do Brasil, Michel Temer (PMDB) e seu comparsa e amigo Eduardo Cunha (PMDB)”.

O senador acredita na reversão de voto de senadores que apoiaram o impeachment na primeira votação. “Temos a convicção que é absolutamente possível reverter votos. Temos conversado com alguns senadores e eles têm sinalizado positivamente. Mas é fundamental a mobilização da sociedade para garantir o retorno da presidente Dilma Rousseff do lugar que ela nunca deveria ter saído”, afirmou.

Humberto vê retrocesso na política externa brasileira sob Serra

Crítico da gestão interina do Itamaraty, líder de Dilma diz que José Serra apequena o Brasil. Foto: Alessandro Dantas/ Liderança do PT

Crítico da gestão interina do Itamaraty, líder de Dilma diz que José Serra apequena o Brasil. Foto: Alessandro Dantas/ Liderança do PT

 

 

Em meio à repercussão negativa mundial dos 20 dias do governo interino de Michel Temer, o senador Humberto Costa (PT-PE), líder de Dilma no Senado, fez um alerta sobre a mudança na condução da política externa brasileira proposta pelo ministro interino das Relações Exteriores, José Serra (PSDB-SP). Segundo Humberto, o novo ministro tem desempenhado um papel que foge ao tom histórico da instituição, com ações “políticas” e “ideias persecutórias, que apequenam o Brasil”.

“A nossa política externa, agora, é escrever cartinhas para outros países e para veículos internacionais para tentar convencer a todo custo, e sem sucesso, que existe algum traço de legitimidade no golpe. É uma ação que vem constrangendo, inclusive, membros do Itamaraty. Tudo com textos agressivos e que não combinam com a postura que o Brasil vem adotando ao longo dos anos”, afirmou Humberto.

Em comunicados oficiais recentes, Serra utilizou termos como “falsidades”, “preconceitos” e “absurdo” para criticar as declarações de países vizinhos como Venezuela, Cuba, Bolívia, Equador, El Salvador e Nicarágua e instituições como a Unasul e a Organização de Estados Americanos (OEA), que se manifestaram contra o impeachment da presidente Dilma Rousseff (PT) por entender que ele se tratou de um golpe parlamentar.

“Como diz Chico Buarque, Serra reinaugura a diplomacia de vira-latas, em que o Brasil fala grosso com a Bolívia e fino com os Estados Unidos. O nosso país não merece essa redução à mediocridade de onde Lula e Dilma o retiraram”, criticou o senador. “São várias as manifestações no mundo inteiro contra este governo provisório e ilegítimo. Esta semana, por exemplo, 34 deputados de diferentes nacionalidades do Parlamento Europeu solicitaram que a União Europeia (UE) interrompa as negociações comerciais com o Mercosul, como resposta ao golpe político no País. Pelo visto, Serra vai cansar a mão de tanto escrever textos para tentar explicar aquilo que não tem nenhum sentido e fere a democracia”, afirmou.

O senador também chamou de “arrogante” e “atrasada” a possibilidade estudada pelo ministro interino das Relações Exteriores de fechar embaixadas brasileiras na África e no Caribe. “Em vez de ampliar o diálogo com o mundo, o ministro faz exatamente o contrário: ameaça cortar espaços que conquistamos. É uma postura arrogante, que menospreza a importância de nações em desenvolvimento e vai fazer a nossa política externa retroceder anos”, disse Humberto.

Humberto critica antecipação de Temer e vê dificuldades do vice em manter aliados

Humberto também alertou para as rusgas que Michel Temer já vem enfrentando no Congresso com lideranças de vários partidos. Foto: Alessandro Dantas/ Liderança do PT no Senado

Humberto também alertou para as rusgas que Michel Temer já vem enfrentando no Congresso com lideranças de vários partidos. Foto: Alessandro Dantas/ Liderança do PT no Senado

O líder do governo no Senado (PT), Humberto Costa, fez duras críticas à postura do vice-presidente da República, Michel Temer (PMDB), que já vem articulando nomes para um possível ministério, caso assuma a Presidência. Segundo Humberto, Temer, inclusive já apresenta dificuldades para um arranjo político no Congresso Nacional.

“O vice-presidente, que já não consegue mais negar o rótulo de conspirador, desrespeita o Senado ao, antes mesmo de uma votação, trabalhar abertamente quem seriam os seus nomes para compor um possível governo. Na tentativa de assumir governo sem ter tido um voto, Temer se aliou com que há de mais retrógrado na política brasileira e vem desenhando para o País um governo que é uma grande volta ao passado. Com nomes que já foram protagonistas de uma época em que os trabalhadores viveram um arrocho salarial inigualável e que o desemprego que bateu todos os recordes”, afirmou o senador.

Humberto também alertou para as rusgas que Michel Temer já vem enfrentando no Congresso com lideranças de vários partidos. “O vice-presidente prometeu de tudo um pouco na tentativa de garantir o golpe. Nem mesmo chegou ao cargo pelo qual tanto tramou e já vem enfrentando dificuldades para pagar a conta. Os critérios usados por eles e noticiados pela imprensa, inclusive, são os menos republicanos.”, disse Humberto.

O senador voltou ainda a destacar que há um crescente movimento contra o golpe em todo o País. “Mesmo aqueles mais críticos a presidente Dilma não conseguem ver um governo Temer como solução. A população já está mais ciente de que esse golpe é uma afronta à nossa democracia e que vem fragilizando a imagem do País no exterior. Por isso, é preciso intensificar ainda mais essa mobilização. Só com a luta permanente conseguiremos barrar este golpe”, avaliou o líder.

Humberto pede pressão popular contra o golpe nesta reta final

Humberto: vamos nos mobilizar até o deste processo de golpe contra Dilma. Foto: Jefferson Rudy/Agência Senado

Humberto: vamos nos mobilizar até o deste processo de golpe contra Dilma. Foto: Jefferson Rudy/Agência Senado

 

A quatro dias da votação do processo de impeachment da presidenta Dilma Rousseff no plenário da Câmara dos Deputados, o líder do Governo no Senado, Humberto Costa (PT-PE), subiu à tribuna da Casa nesta quarta-feira (13) para pedir ao povo brasileiro intensa mobilização nesta reta final “em defesa da democracia e deste Brasil socialmente mais justo” construído a partir das políticas públicas implementadas pelos Governos Lula e Dilma ao longo da última década.

Falando diretamente aos brasileiros, Humberto pediu para que não abram mão nem de um palmo de cada espaço público que ocuparem em favor dos avanços institucionais, sociais e econômicos, da Constituição Federal e contra o retrocesso e a ruptura da ordem democrática.

“Vamos nos mobilizar até o fim deste processo de golpe contra Dilma. Não acreditem em estimativas de votos que dão vitória a eles. Nossa luta terá de ser permanente até nós ganharmos definitivamente esse processo golpista, que também tem sido condenado por diversas instâncias internacionais”, ressaltou.

No discurso, o parlamentar pediu para que os eleitores procurem saber como votam os seus deputados a fim de pressioná-los “de maneira respeitosa e sem agressões”. “Pressionem os indecisos e aqueles que dizem que vão votar a favor do impeachment. Dialoguem com eles para que mudem de voto ou se abstenham de compactuar com essa destruição que querem impor às políticas públicas exitosas do Brasil”, insistiu.

Em Brasília, palco da votação de domingo, há vários grupos contrários ao golpe chegando de todos os cantos do país, desde o começo da semana, para passeatas na Esplanada dos Ministérios. Vários atos estão programados em todo o país até domingo.

Para o líder do Governo, o que está em conflito nesse processo do impedimento da presidenta são dois Brasis: o do arrocho, miséria, desemprego e privatização das riquezas nacionais, representado pela “trupe que quer golpear Dilma” e destituí-la do cargo para devolver o país à década de 90, e o Brasil do avanço.

“Estamos falando de um Brasil agora de ganho real do salário mínimo, do aumento de renda da população, do respeito aos aposentados e pensionistas, o Brasil que saiu do mapa da fome e que retirou mais de 36 milhões de pessoas da extrema pobreza, o Brasil da igualdade racial e de gênero, das universidades, das escolas técnicas, do Pronatec, do ProUni, do Fies, do Bolsa Família, do Minha Casa, Minha Vida”, listou.

O senador acredita que o atual momento pode ser descrito como uma luta em que todos estão juntos e que não vai parar até que se vença e se impinja a “essa corja de golpistas uma derrota que os varra para o lixo da História”.

Humberto também chamou a atenção para as estimativas feitas, principalmente do lado da oposição, dos votos contrários à presidenta Dilma. Para ele, os últimos dias fizeram surgir outra profissão além da de analista político: a de contador de votos favoráveis.

“Não são poucos os que têm cantado vitória, arriscando placares absolutamente estapafúrdios, para mentir, de maneira escancarada, sobre o resultado da votação do próximo domingo”, comentou.

O senador ressaltou que o jogo ainda não está resolvido, pois há avanços e retrocessos, a cada hora, para os dois lados, e que não existe um só levantamento feito por instituições sérias que dê os 342 votos necessários aos golpistas ou mesmo os 172 votos necessários aos defensores do Estado democrático de Direito. “Quem quer que se arrisque nessa definição ou está dando palpite ou está fazendo bravata”, criticou.

Humberto defende entendimento para superar a crise

Humberto: Tenho certeza que vamos enterrar de vez essa crise que está paralisando o Brasil. Foto: Assessoria de Imprensa

Humberto: Tenho certeza que vamos enterrar de vez essa crise que está paralisando o Brasil. Foto: Assessoria de Imprensa

Para uma plateia de gestores municipais, secretários e lideranças políticas, o líder do Governo no Senado, Humberto Costa (PT-PE), disse estar otimista com uma saída para a crise política e econômica do país. “Tenho certeza que vamos enterrar de vez essa crise que está paralisando o Brasil. Nós sabemos o quanto avançamos de maneira republicana e democrática e nos sentimos com as nossas forças revigoradas para enfrentar e superar os obstáculos”, disse o senador Humberto Costa, durante o Congresso de Municípios Pernambucanos, realizado nesta segunda-feira (11).

O parlamentar ainda lembrou ações importantes do governo Dilma Rousseff (PT) em parceria com os municípios, como o Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), a construção de escolas, creches, o Mais Médicos e o programa Minha Casa, Minha Vida. “Do ponto de vista da nossa relação institucional, nós também ampliamos os canais de comunicação e os fóruns setoriais”, destacou o senador.

Humberto também falou do papel da Associação Municipalista de Pernambuco (AMUPE) na organização e na mobilização dos gestores municipais. “A Amupe tem cumprido o seu papel, buscando soluções para a crise e reunindo os prefeitos para olhar para o futuro. E da nossa parte, vamos buscar manter o diálogo sempre franco, construindo um caminho para o entendimento”, afirmou o senador.

Juntos, Lula e Dilma vão unir o Brasil e recuperar a economia, diz Humberto

Humberto: Lula jamais faltou ao Brasil e vai ajudar a recompor base parlamentar e social. Foto: Alessandro Dantas/ Liderança do PT no Senado

Humberto: Lula jamais faltou ao Brasil e vai ajudar a recompor base parlamentar e social. Foto: Alessandro Dantas/ Liderança do PT no Senado

 

 

Entusiasmado com a indicação do ex-presidente Lula para o cargo de ministro-chefe da Casa Civil da presidenta Dilma Rousseff, o líder do Governo no Senado, Humberto Costa (PE), aplaudiu a iniciativa acertada entre os dois e declarou nesta quarta-feira (16) que, juntos, num grande esforço nacional, eles poderão tirar o Brasil da crise, recuperar a economia e retomar as discussões sobre crescimento e futuro.

“Lula jamais faltou ao Brasil e, agora, num momento em que o nosso Governo precisa recompor a sua base parlamentar e social para tirar o país da crise em que esse impasse político nos meteu, ele atende mais uma vez ao chamamento e assume o desafio de somar esforços para contribuir num momento de extrema dificuldade nacional”, afirmou.

Humberto também elogiou a postura do agora chefe de gabinete da presidenta, Jaques Wagner, por acreditar que o companheiro teve grandeza ímpar no processo de convencimento para que o ex-presidente assumisse a sua própria cadeira.
Para o senador, Lula vai para o Governo para dialogar, inclusive com a oposição, e leva a larga trajetória de lutas, a capacidade singular para o diálogo com todas as forças, a experiência mundialmente reconhecida de oito anos como presidente da República e, acima de tudo, um capital político inigualável construído no coração e na confiança dos brasileiros.

O parlamentar também mandou um recado à oposição, que, “nervosa com o poder político de Lula”, considera que a ida de Lula ao ministério tem como objetivo alcançar o foro privilegiado e se blindar da Operação Lava Jato.

“Não há mentira maior. O ex-presidente que – assim como Dilma, foi preso político da ditadura militar – jamais se colocou acima da lei ou deixou de responder a qualquer demanda sobre esclarecimentos dos seus atos”, ressaltou.

O líder do Governo lembrou que o comportamento republicano de Lula ocorreu mesmo quando as ações de investigadores foram absolutamente abusivas, como a sua condução coercitiva para depoimento à Polícia Federal no último dia 4 em São Paulo, em um processo com o qual ele sempre cooperou.

Humberto avalia que as acusações “diretas e descabidas” da oposição atingem em cheio os ministros do Supremo Tribunal Federal (STF). “Elas trazem implicitamente a perigosa ilação de que os integrantes da Suprema Corte julgam para proteger detentores de foro privilegiado”, observou.

Humberto classificou esse entendimento como repulsivo e passível de dura contestação, pois macula a imagem da mais alta Corte do país, que já deu reiteradas demonstrações de independência como no julgamento da Ação Penal 470, chamada de mensalão, ou mesmo nas decisões referentes a Lava Jato.

“Aliás, essa operação, o país fique tranquilo: ela não vai parar. A Polícia Federal, o Ministério Público e o Judiciário não estão mais submetidos às interferências do Governo, como estavam no passado”, analisou. “No governo tucano, o chefe da Polícia era filiado ao partido do presidente e o comando da Procuradoria-Geral da República e as nomeações para o Judiciário saiam da caderneta pessoal do Chefe do Executivo, onde constavam nomes de correligionários”, disparou.

O congressista finalizou o discurso expressando a sua profunda confiança no talento de Lula para contribuir com o governo da presidenta Dilma e estabelecer, por meio dessa afinada pareceria entre ambos, um novo caminho para o Brasil.

Ao Mercosul, Humberto denuncia golpismo em curso no Brasil

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Humberto: A democracia brasileira se encontra, neste momento, sob forte ataque, com ameaça real de um golpe de Estado.

 

Líder do PT no Senado e representante do Congresso Nacional brasileiro no Parlamento do Mercosul (ParlaSul), o senador Humberto Costa (PE) desembarcou em Montevidéu, no Uruguai, nesse fim de semana, para reunião plenário do órgão, que ocorre nesta segunda-feira (21). Mas, já na noite desse domingo, o líder do PT teve encontro com parlamentares da ala progressista dos países do bloco em que denunciou o “clima de golpismo que está em curso no Brasil”.

“A democracia brasileira se encontra, neste momento, sob forte ataque, com ameaça real de um golpe de Estado”, alertou Humberto, que recebeu apoio dos congressistas de Argentina, Paraguai, Uruguai e Venezuela. Os parlamentares das delegações do Mercosul fizeram uma defesa intransigente dos regimes democráticos no bloco e rechaçaram qualquer tentativa de abreviar mandatos de governantes legitimamente eleitos, como ocorreu no Paraguai há três anos.

Em junho de 2012, o presidente do país vizinho, Fernando Lugo, que não tinha base parlamentar, foi derrubado pelo Congresso do país, em uma manobra política extremamente controversa, que ficou conhecida como “golpe paraguaio”. O país foi afastado do Mercosul e da Unasul por “ruptura da ordem democrática” até realizar novas eleições presidenciais, quando foi readmitido nos dois blocos.

Nesta segunda-feira, a delegação brasileira se reuniu nas primeiras horas da manhã para discutir estratégias de posicionamento sobre o comando das nove comissões temáticas do ParlaSul, cujos titulares serão definidos no encontro de hoje. A partir do meio dia, terá início a XXXIV Sessão Ordinária do Parlamento do Mercosul.

Humberto defende Mais Médicos a parlamentares americanos

Humberto: Mais de 63 milhões de pessoas, quase 30% dos habitantes do Brasil, se beneficiam do Mais Médicos. Foto: Assessoria de Comunicação

Humberto: Mais de 63 milhões de pessoas, quase 30% dos habitantes do Brasil, se beneficiam do Mais Médicos. Foto: Assessoria de Comunicação

 

Congressistas dos 35 países do continente americano abriram, na manhã desta sexta-feira (4), no Panamá, a 12ª Assembleia Plenária do Parlamento das Américas (ParlAméricas). No encontro, o senador Humberto Costa, líder do PT no Senado, apresentou aos colegas o Mais Médicos e, em discurso, fez uma defesa enfática do programa.

Ressaltando os dois anos da iniciativa, Humberto narrou os entraves havidos no início, os debates acalorados no Congresso Nacional e a guerra política e jurídica para a implantação do Mais Médicos.

“Hoje, passados dois anos, mais de 4 mil das 5,6 mil cidades brasileiras contam com profissionais levados pelo programa. Ou seja, 73% do total”, disse ele. “Mais de 63 milhões de pessoas, quase 30% dos habitantes do Brasil, se beneficiam do Mais Médicos. E até 2018, término do mandato da presidenta Dilma, chegaremos a 70 milhões de beneficiados.”

Humberto explicou aos colegas parlamentares que, associados à ação de recrutamento emergencial de médicos, existem investimentos em educação – por meio de ampliação de vagas de graduação de Medicina e de residência médica – e em infraestrutura, para a qual foram destinados R$ 5 bilhões a reforma, construção e ampliação de Unidades Básicas de Saúde (UBS).

“Todas as metas de atendimento a que o programa se propôs foram alcançadas. Talvez, por isso, 87% dos brasileiros acham que o atendimento médico melhorou depois da chegada dos profissionais e 95% dizem estar satisfeitos ou muito satisfeitos com o atendimento que recebem pelos médicos do programa”, pontuou o líder do PT.

Humberto afirmou ainda que, em 2013, a proporção de médicos era de 1,8 por mil habitantes e que a meta é chegar em 2026 com 2,7 profissionais por mil habitantes, o mesmo índice do Reino Unido, país que, depois do Brasil, tem o maior sistema público de saúde de caráter universal orientado pela Atenção Básica. O Brasil passará de 374 mil para 600 mil médicos nos próximos 10 anos.

“No nosso país, estamos convictos de que essa ação do Executivo, com a participação decisiva do Parlamento, tem sido fundamental para melhorar a qualidade da nossa saúde pública e, oxalá, possa inspirar políticas similares em todo o nosso continente”, concluiu.

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