Petrobras

Projeto criminoso contra Petrobras proposto por Temer será derrotado no Senado, afirma Humberto

Para Humberto, apesar do projeto ter sido aprovado na Câmara, a matéria deve encontrar bastante dificuldade para ser aprovada no Senado. Foto: Roberto Stuckert Filho

Para Humberto, apesar do projeto ter sido aprovado na Câmara, a matéria deve encontrar bastante dificuldade para ser aprovada no Senado. Foto: Roberto Stuckert Filho

 

Prestes a ser analisado no Senado Federal, o Projeto de Lei (PL) nº 8939/17, mais conhecido como projeto de cessão onerosa, já encontra fortes reações na Casa. O líder da Oposição, Humberto Costa (PT-PE), disse que é contra a medida que permite à Petrobras a venda de até 70% dos direitos de exploração do petróleo da camada pré-sal. Segundo o senador, a medida trará enormes prejuízos aos estados, municípios e, principalmente, à União.

“Essa é uma dupla agressão ao povo brasileiro. Primeiro, porque vamos perder recursos que seriam destinados a governos municipais, estaduais e ao federal. Depois, não está claro como seriam essas licitações que liberam os direitos de exploração do pré-sal e quais são os interesses que estão envolvidos nessas transações”, afirmou o senador. Especialistas, calculam que, caso o projeto seja aprovado, o Brasil perderá cerca de R$ 721 bilhões em investimentos, oito vezes o orçamento do Ministério da Educação para 2018.

A medida enviada ao Congresso pelo presidente Michel Temer trata do direito de exploração de áreas negociadas por meio de cessão onerosa, em que União cede à Petrobras o direito de explorar o petróleo em áreas do pré-sal que não estejam sob o modelo de concessão. O sistema prevê uma extração de até 5 bilhões de barris de petróleo dessas áreas do pré-sal em favor da estatal. “Tem muitos interesses por trás dessa tentativa de enfraquecer a Petrobras”, disse o senador.

Para Humberto, apesar do projeto ter sido aprovado na Câmara, a matéria deve encontrar bastante dificuldade para ser aprovada no Senado. “Vamos trabalhar para que essa matéria não seja aprovada na Casa. Vamos unir forças para que o país não sofra prejuízos bilionários provocados por este modelo perverso e entreguista de Michel Temer. O que ele quer é, até 1° de janeiro, acabar com o que for possível no país. É assim que age com o setor elétrico, é assim que age com o setor petrolífero, é assim que age com tudo. Mas vamos fazer uma grande mobilização para que esse projeto seja derrotado no Senado”, afirmou Humberto.

Humberto acusa governo de entregar 15 bilhões de barris de Petróleo da Petrobras a multinacionais

Humberto:  É uma medida escandalosamente danosa, que vai provocar sérios prejuízos não somente à Petrobrás e à União, mas também às gerações futuras. Foto: Roberto Stuckert Filho

Humberto: É uma medida escandalosamente danosa, que vai provocar sérios prejuízos não somente à Petrobrás e à União, mas também às gerações futuras. Foto: Roberto Stuckert Filho

 

Atento às negociações do governo “entreguista” e de sua base aliada “lambe-botas” no Congresso Nacional para aprovar, em regime de urgência, uma regra pela qual a Petrobras transfere a empresas privadas áreas altamente prolíferas na costa brasileira, o líder da Oposição do Senado, Humberto Costa (PT-PE), detonou, nesta terça-feira (19), essa nova tentativa de destruir o país.

De acordo com o senador, a maior estatal do Brasil recebeu da União, em condições excepcionalmente vantajosas, uma cessão onerosa de 15 bilhões de barris de petróleo, por meio de lei ainda no governo do presidente Lula, com o objetivo de garantir a capitalização da empresa.

“Agora, querem rasgar a regra. É uma medida escandalosamente danosa, que vai provocar sérios prejuízos não somente à Petrobrás e à União, mas também às gerações futuras, que podem desfrutar do investimento dessas riquezas. Entregar esse patrimônio de mãos beijadas ao capital estrangeiro é um ataque direto ao Brasil e aos brasileiros”, afirmou.

O parlamentar explicou que se trata de uma riqueza oriunda do pré-sal, que o Estado brasileiro cedeu à Petrobrás para que ela vendesse ações no mercado e, com a capitalização, pagasse em ações à União o petróleo que lhe foi repassado pela lei. Segundo ele, isso possibilitou que a empresa usasse seu dinheiro para investir, ainda mais, em tecnologia, expertise e na exploração do pré-sal.

“Foi graças a essa lei aprovada pelo Congresso durante o governo de Lula que a Petrobras conseguiu levantar mais de R$ 120 bilhões e se capitalizar em R$ 70 bilhões na maior arrecadação já feita no mundo em uma operação dessa natureza”, ressaltou.

Para o senador, isso é um crime de lesa-pátria e, também, um grande ato de corrupção. “Em alguns casos, calculam-se as perdas da Petrobras em R$ 500 bilhões”, observou.

O líder da Oposição lembrou que a ideia do plano original de Lula era destinar a riqueza do pré-sal a estados e municípios e para a saúde, educação e cultura, por meio de um fundo social soberano. “Mas o que Temer e sua base entreguista estão fazendo é engordar o lucro de empresas como a Shell e a Exxon Mobil e dos Estados Unidos, o grande interessado no controle do nosso patrimônio”, comentou.

 

Assista ao discurso do senador na íntegra:

“Saída de Parente não resolve a crise”, afirma Humberto

Para Humberto, demissão de Parente é o resultado da luta dos brasileiros contra o aumento dos combustíveis

Para Humberto, demissão de Parente é o resultado da luta dos brasileiros contra o aumento dos combustíveis

 

Líder da Oposição no Senado, Humberto Costa (PT), o senador Humberto Costa comemorou a saída do presidente da Petrobras, Pedro Parente (PSDB) do cargo. Para o senador, a demissão de Parente é o resultado da luta dos brasileiros contra o aumento dos combustíveis, mas advertiu que a queda do presidente da Petrobras não resolve o problema.

“Isso mostra a força da luta do povo brasileiro. Os caminhoneiros paralisaram a economia do Brasil por 10 dias e conseguiram baixar o preço do diesel e tirar do posto Pedro Parente. Mas a saída dele, por si só, não resolve o problema. O que precisa mudar é a lógica deste governo que aí está e que privilegia um grupo pequeno de acionistas bilionários, em detrimento de toda a população brasileira”, afirmou.

O senador também questionou a decisão do governo de realizar cortes no orçamento de R$ 3,82 bilhões de áreas como saúde, educação, desenvolvimento agrário para garantir a subvenção ao diesel. Só do ministério da Saúde serão cortados mais de R$ 179 milhões. Projetos como o Samu e o Farmácia Popular serão afetados.

“O governo perdeu as condições de governabilidade. Há um descontentamento geral da população com a política de aumento de combustíveis adotada pelo governo de Michel Temer. Para tentar camuflar o problema, o governo quer que todos paguem a conta, tirando de setores importantíssimos como a saúde e a educação”, disse Humberto.

Senado dá cheque em branco a Temer para pagar subsídio de combustível, diz Humberto

 

Pra Humberto, o Palácio do Planalto vai jogar a conta bilionária nas costas do povo. Foto: Roberto Stuckert Filho

Pra Humberto, o Palácio do Planalto vai jogar a conta bilionária nas costas do povo. Foto: Roberto Stuckert Filho

 

A oposição no Senado votou favoravelmente, na noite desta terça-feira (29), ao Projeto da Lei da Câmara nº 52/2018, que prevê a reoneração de vários setores da economia para honrar o acordo firmado com os caminhoneiros. Mas, liderados por Humberto Costa (PT-PE), os oposicionistas propuseram a retirada do item que previa a isenção do PIS/Cofins sobre o óleo diesel até o fim do ano, sob a alegação de que esses recursos virão da assistência social aos mais pobres, como o seguro-desemprego.

O destaque feito pela oposição acabou rejeitado por 51 a 14 e o texto vindo da Câmara foi integralmente mantido. Ele seguiu para a análise do presidente da República, Michel Temer (MDB), que prometeu ao presidente do Senado, Eunício Oliveira (MDB-CE), vetar o trecho específico sobre PIS/Cofins sobre o diesel.

Apesar de acatar o acordo emergencial feito entre os caminhoneiros e o governo, Humberto Costa avalia que o Palácio do Planalto vai jogar a conta bilionária nas costas do povo, o que não é justo, segundo ele, tendo em vista que a política abusiva de preços da Petrobras só favoreceu os acionistas da empresa e prejudicou os brasileiros.

“O Congresso Nacional está dando um cheque em branco para que Temer retire dinheiro de áreas importantes como saúde, assistência social e previdência social ou de investimentos em cultura e agricultura familiar. Ele prometeu vetar os artigos relacionados à compensação das perdas de arrecadação do PIS/Confins. Mas não há quem acredite nas palavras desse homem”, disparou.

Humberto explicou que os recursos para cobrir a redução de R$ 0,46 no diesel, a ser proposta por meio de nova lei, virão de recursos orçamentários ou serão resultado do contingenciamento ou de ampliação do déficit fiscal. Isso porque, observou, a Emenda Constitucional nº 95 não permite que novos recursos venham a ser gastos de acordo com o que aconteceu no ano anterior e superior à inflação.

O parlamentar lembrou que o ministro da Fazenda, Eduardo Guardia, falou hoje no Senado que o governo mandou, no ano passado, uma medida para tributar os chamados fundos fechados, que abrigam grandes fortunas. Para ele, parte do problema poderia ser resolvido com a votação da matéria.

“Por que é que uma medida como essa não pode ser aprovada aqui pelo Congresso? Por que é que não se volta a tributar os lucros e dividendos no nosso país? Por que é que não se faz os mais ricos pagarem mais imposto de renda e não como é hoje no Brasil, que quem paga são o pobre e a classe média, já tão sacrificados?”, questionou.

O líder da Oposição fez uma proposta para resolver a situação o país: que o governo faça como no governo Lula, que durante oito anos concedeu aumentos anuais – sem exageros, o que não deixava de levar em consideração a valorização média dos preços internacionais.

“Portanto, não vamos enganar a população, dizendo que estamos resolvendo o problema. Nós estamos descobrindo um santo para poder cobrir outro, quando, na verdade, nós deveríamos estar botando a Petrobras e os ricos do Brasil para pagar por isso”, afirmou.

RESULTADO DO GOLPE
Humberto voltou a criticar a derruba ilegal de Dilma. Segundo o senador, o PT, há dois anos, denunciava que o resultado final daquele golpe parlamentar perpetrado sob o nome de impeachment contra a presidenta levaria o Brasil para uma situação de insolvência e de ingovernabilidade pela falta de legitimidade do governo.

“E aí está a crise com a sua cara: falta de combustível, falta de alimentos e dificuldade de funcionamento dos serviços públicos básicos. E, na verdade, não se fala aqui da causa real. A causa real é esse governo e a causa real especificamente desse problema é a política que vem sendo conduzida pela Petrobras com apoio desse governo que aí está”, concluiu.

Oposição apresenta propostas para tirar país da crise gerada pelo governo

Humberto: As duas principais soluções são demitir Pedro Parente e o colegiado diretor da estatal e rever drasticamente a política que privilegia acionistas. Foto: Roberto Stuckert Filho

Humberto: As duas principais soluções são demitir Pedro Parente e o colegiado diretor da estatal e rever drasticamente a política que privilegia acionistas. Foto: Roberto Stuckert Filho

 

Disposto a votar medidas emergenciais que atendam o acordo firmado para pôr fim à greve dos caminhoneiros, o líder da Oposição no Senado, Humberto Costa (PT-PE), declarou, nesta terça-feira (29), que o caos gerado no país pela política abusiva de preço adotada por Michel Temer e Pedro Parente só será integralmente superado com a demissão de toda a atual diretoria da empresa e com a mudança na política dos valores dos combustíveis.

Segundo Humberto, a oposição tem propostas sérias para resolver a situação de maneira definitiva, e não de forma paliativa, como está tentando o Palácio do Planalto. As duas principais soluções são demitir Pedro Parente e o colegiado diretor da estatal e rever drasticamente a política que privilegia acionistas.

Ele avalia ser inadmissível que, em apenas dois anos, o governo tenha reajustado o valor dos combustíveis quase 200 vezes e que a Petrobras tenha sucateado as refinarias brasileiras e começado a importar petróleo e derivados do exterior, deixando nossa economia extremamente à mercê das variações do mercado internacional.

“Diante dessa gestão trágica e, agora, de uma denúncia de que um sócio de Parente teria sido beneficiado por um contrato com a Petrobras no valor de R$ 11 milhões, já são vários os motivos para que esse tucano saia de onde está”, disparou.

Para o senador, a população assiste diariamente a um país à beira de um colapso diante de um governo fraco, inerte, atordoado e absolutamente perdido.

“Ao longo de 13 anos dos governos Lula e Dilma, o país teve apenas 16 aumentos de combustível. Isso só foi possível por conta de uma política de valorização da produção nacional e do suor do trabalhador brasileiro que não visava apenas o lucro dos acionistas”, ressaltou.

O parlamentar disse que considera legítimo o movimento dos caminhoneiros, que ganhou a solidariedade do povo, também atingido pelos preços extorsivos dos combustíveis nas bombas. Mas que, agora, as manifestações acabaram sendo instrumentalizadas por outros interesses perigosos.

“A greve está sendo usada por segmentos antidemocráticos que querem a implementação de ditadura. Empresários oportunistas, movimentos de caráter político e militares da reserva pegaram carona no protesto para fazer valer os seus direitos econômicos”, observou.

O líder da Oposição ainda repudiou as posições a favor da intervenção militar para solucionar os problemas do Brasil. De acordo com o senador, pedir intervenção é a mesma coisa que cobrar a volta da ditadura.

“Não há nada de diferente, como andam dizendo alguns energúmenos por aí. O que nós temos de ter é mais democracia, mais liberdade, eleições livres e diretas e não esse discurso estreito que nos conduzirá ao abismo, autoritarismo e ditadura”, comentou.

 

Veja o discurso do senador na íntegra:

Humberto cobra demissão de Parente e diz que medidas do governo não resolvem política de preços

Humberto: A Petrobras não pode trabalhar unicamente para garantir a lucratividade de seus acionistas. Foto: Roberto Stuckert Filho

Humberto: A Petrobras não pode trabalhar unicamente para garantir a lucratividade de seus acionistas. Foto: Roberto Stuckert Filho

 

Preocupado com a situação caótica pela qual passa o país, por conta das políticas desastrosas do governo Temer, o líder da Oposição no Senado, Humberto Costa (PT-PE), afirmou, durante reunião de líderes da Casa realizada nesta segunda-feira (28), que as medidas anunciadas pelo Palácio do Planalto, em acordo com os caminhoneiros, deverão ser apoiadas pela oposição, mas o problema da política abusiva de preços está longe de ser resolvido.

Segundo ele, que pediu a demissão do presidente da Petrobras, Pedro Parente, os partidos que se opõem a Temer avaliam que o acordo fechado entre governo e caminhoneiros para solucionar imediatamente a paralisação nas estradas tem de ser cumprido.

Por isso, Humberto diz que votará pela aprovação das Medidas Provisórias (MPs) que criam uma tabela mínima de preço de frete e isenta o pagamento pelo eixo suspenso em pedágios, iniciativas que aliviam os custos pagos pelos motoristas nas rodovias.

“Vamos apoiar as medidas emergenciais, que foram frutos do acordo, e também fazer uma discussão bem mais ampla. A Petrobras não pode trabalhar unicamente para garantir a lucratividade de seus acionistas”, afirmou.

Para ele, não é justo que a população inteira pague pela preservação do lucro dos acionistas, na medida que a empresa também exerce papel social fundamental e relevante papel de regulação de mercado.

“As medidas anunciadas não são suficientes, pois não passam pelo debate sobre a política de preço da empresa, que trata da composição dos valores dos derivados do petróleo, entre outros temas importantes como a importação de derivados e a subutilização das refinarias”, disse.

O senador entende que as discussões para uma solução definitiva para os sucessivos aumentos abusivos dos preços dos combustíveis têm de ser muito mais global. “A maioria dos senadores acredita que a discussão tem de ser feita de forma mais ampla, passando por impostos estaduais e federais e contribuições estaduais e federais”, citou.

O parlamentar ressaltou que, se o ICMS dos estados em relação aos combustíveis for reduzido, a crise das contas dos entes será agravada, pois já vivem momento extremamente difícil. Ele explica que situação semelhante ocorreria com a retirada de recursos da PIS/Cofins, já que estaria onerando áreas como a saúde, assistência social e previdência social.

“Então, por que que só a Petrobras e seus acionistas são eximidos de dar a sua contribuição num momento como esse?”, questionou.

O Congresso recebeu, na manhã de hoje, as três MPs que resultaram do acordo do governo com os caminhoneiros para pôr fim à greve iniciada há oito dias. Pressionado, o Planalto já anunciou a redução de R$ 0,46 no preço do litro do diesel por 60 dias. A redução do preço do combustível é um dos pontos principais da pauta dos grevistas.
Humberto cobra demissão de Parente e diz que medidas do governo não resolvem política de preços

Preocupado com a situação caótica pela qual passa o país, por conta das políticas desastrosas do governo Temer, o líder da Oposição no Senado, Humberto Costa (PT-PE), afirmou, durante reunião de líderes da Casa realizada nesta segunda-feira (28), que as medidas anunciadas pelo Palácio do Planalto, em acordo com os caminhoneiros, deverão ser apoiadas pela oposição, mas o problema da política abusiva de preços está longe de ser resolvido.

Segundo ele, que pediu a demissão
do presidente da Petrobras, Pedro Parente, os partidos que se opõem a Temer avaliam que o acordo fechado entre governo e caminhoneiros para solucionar imediatamente a paralisação nas estradas tem de ser cumprido.

Por isso, Humberto diz que votará pela aprovação das Medidas Provisórias (MPs) que criam uma tabela mínima de preço de frete e isenta o pagamento pelo eixo suspenso em pedágios, iniciativas que aliviam os custos pagos pelos motoristas nas rodovias.

“Vamos apoiar as medidas emergenciais, que foram frutos do acordo, e também fazer uma discussão bem mais ampla. A Petrobras não pode trabalhar unicamente para garantir a lucratividade de seus acionistas”, afirmou.

Para ele, não é justo que a população inteira pague pela preservação do lucro dos acionistas, na medida que a empresa também exerce papel social fundamental e relevante papel de regulação de mercado.

“As medidas anunciadas não são suficientes, pois não passam pelo debate sobre a política de preço da empresa, que trata da composição dos valores dos derivados do petróleo, entre outros temas importantes como a importação de derivados e a subutilização das refinarias”, disse.

O senador entende que as discussões para uma solução definitiva para os sucessivos aumentos abusivos dos preços dos combustíveis têm de ser muito mais global. “A maioria dos senadores acredita que a discussão tem de ser feita de forma mais ampla, passando por impostos estaduais e federais e contribuições estaduais e federais”, citou.

O parlamentar ressaltou que, se o ICMS dos estados em relação aos combustíveis for reduzido, a crise das contas dos entes será agravada, pois já vivem momento extremamente difícil. Ele explica que situação semelhante ocorreria com a retirada de recursos da PIS/Cofins, já que estaria onerando áreas como a saúde, assistência social e previdência social.

“Então, por que que só a Petrobras e seus acionistas são eximidos de dar a sua contribuição num momento como esse?”, questionou.

O Congresso recebeu, na manhã de hoje, as três MPs que resultaram do acordo do governo com os caminhoneiros para pôr fim à greve iniciada há oito dias. Pressionado, o Planalto já anunciou a redução de R$ 0,46 no preço do litro do diesel por 60 dias. A redução do preço do combustível é um dos pontos principais da pauta dos grevistas.

Humberto quer unidade política em Pernambuco em defesa da indústria naval

Humberto: “Temos que transformar a luta em defesa da indústria naval em uma luta do nosso Estado. Foto: Asscom HC

Humberto: “Temos que transformar a luta em defesa da indústria naval em uma luta do nosso Estado. Foto: Asscom HC

 

O líder da Oposição no Senado, Humberto Costa (PT), defendeu uma ação conjunta para garantir as atividades do Estaleiro Atlântico Sul (EAS), em Pernambuco. Segundo o senador, o empreendimento está ameaçado pela política econômica, que voltou a priorizar o mercado estrangeiro, em detrimento da indústria naval brasileira.

“Temos que transformar a luta em defesa da indústria naval em uma luta do nosso Estado. Fizemos isso em relação à Hemobras e conseguimos evitar o seu sucateamento. E nos unimo também em relação à Chesf, garantindo que a companhia não fosse privatizada. Agora, precisamos esticar a pauta conjunta e nos unir em defesa do estaleiro, juntar a bancada federal, a bancada estadual e o governo do Estado e, independente de qualquer orientação política, nos integrarmos nessa luta. Os interesses de Pernambuco precisam sempre falar mais alto”, afirmou o senador.

Humberto participou hoje de audiência pública no auditório da Fiepe. O evento reuniu empresários, representantes de entidades sindicais ligadas ao setor, parlamentares e representantes do próprio EAS. O empreendimento emprega hoje 3,7 mil pessoas e ameaça paralisar as suas atividades por causa da crise brasileira da indústria naval.

Humberto destaca ainda que o fechamento do estaleiro também tem impacto direto em outros setores em Pernambuco. “A paralisação das atividades do estaleiro pode ter um efeito cascata devastador na economia pernambucana. Temos que unir Pernambuco para lutar contra esta política econômica que ameaça transformar um empreendimento dessa monta em sucata. Temos que ir a luta contra esse modelo defendido pelo presidente da Petrobras, Pedro Parente, denunciando este modelo de concorrência que vem sendo mantido por ele e que tem sido feito exclusivamente para impedir que a indústria naval nacional tenha condições de competir com as empresas estrangeiras”, assinalou o parlamentar.

Temer levou o Brasil à beira do colapso, acusa Humberto

Humberto: É urgente que se encontre uma solução para o fim dessa greve. Foto: Roberto Stuckert Filho

Humberto: É urgente que se encontre uma solução para o fim dessa greve. Foto: Roberto Stuckert Filho

Com receio do caos nacional que tomou o país se agravar ainda mais, com a paralisação dos caminhoneiros em protesto contra os sucessivos aumentos abusivos do preço do diesel, o líder da Oposição no Senado, Humberto Costa (PT-PE), cobrou uma resposta urgente desse “governo incompetente e inerte” de Temer e o responsabilizou pela tragédia vivida hoje pelos brasileiros.

O senador afirmou que a situação atual de terror é resultado da política econômica nefasta do governo para os combustíveis, orquestrada pelo presidente da Petrobras, Pedro Parente, e pelo ex-ministro da Fazenda, Henrique Meirelles (MDB), que Temer “teve a audácia de lançar como candidato à sua sucessão”.

“É urgente que se encontre uma solução para o fim dessa greve e, principalmente, que se reduza de maneira sensível o preço dos combustíveis para restaurar a normalidade no abastecimento em todo o território nacional. Em vez de estar preocupado em salvar a própria pele e de fazer campanha eleitoral para amigos, era disso que esse presidente aparvalhado deveria se ocupar”, disparou.

Segundo Humberto, é de uma coragem impressionante que o presidente que meteu o país na recessão, encolheu o PIB, alastrou o desemprego, estourou o preço dos combustíveis, do gás de cozinha e tem os maiores índices de rejeição da história indique justamente o responsável por esse caos como o seu candidato.

Segundo Humberto, o Brasil está vivendo dias de um caos que há anos não experimentava. A paralisação dos caminhoneiros está desabastecendo as cidades e ameaça chegar a uma situação de colapso, com bloqueio nas rodovias, falta de combustível em vários postos e uma série de voos cancelados porque o querosene de aviação não chega aos aeroportos.

“São transtornos imensos. Os ônibus estão tendo a circulação reduzida, prejudicando os trabalhadores. Nos supermercados, nas feiras, a escassez de alimentos começa a ser sentida, elevando o preço de produtos e deixando a população sem gêneros básicos sobre a sua mesa. É um desastre completo”, disse.

Para o parlamentar, mesmo diante de toda essa crise aguda, o governo segue inerte, sem liderar qualquer negociação para pôr fim ao movimento dos caminhoneiros e fazendo com que o país rume ao precipício. Os caminhoneiros estão parados em 22 Estados e no Distrito Federal há três dias porque o litro do diesel já teve 8% de aumento nas bombas somente este ano, e a gasolina está a quase R$ 10 em alguns lugares.

O líder da Oposição disse imaginar como devem estar se sentindo aqueles que pagavam R$ 3 por um litro de gasolina na época de Dilma e foram às ruas, atrás de um pato amarelo, pedir sua derrubada. “Era gente que, com Lula e Dilma, parcelava a compra de um carro e, hoje, entra em um posto para parcelar a compra da gasolina. É esse o resultado do golpe contra os brasileiros”, resumiu.

Humberto avalia que a proposta apresentada pelos presidentes da Câmara e do Senado, que é o fim da Cide sobre o diesel, acabou sendo trocada por uma nova bordoada: a reoneração da folha de pagamentos para 56 setores da já fragilizada economia. “Ou seja, o governo dá com uma mão e rouba com a outra”, concluiu.

O senador não acredita que essa retirada da Cide vá resolver o problema, pois não vai desmobilizar a greve dos caminhoneiros. “Em 13 anos de Lula e Dilma, o preço médio dos combustíveis subiu pouco mais de 40%. Mas, somente em dois anos desse governo lambe-botas do mercado e do capital, o reajuste é maior que 50%”, comparou.

 

Assista ao discurso na íntegra:

Humberto cobra liberação de US$ 1 bilhão do BNDES a Estaleiro Atlântico Sul

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Preocupado com o quadro desolador em que se encontram os estaleiros brasileiros, na iminência de fechamento depois que o governo Temer tomou medidas que favorecem importações, especialmente da China, o líder da Oposição no Senado, Humberto Costa (PT-PE), cobrou, nesta terça-feira (22), a imediata liberação de quase U$$ 1 bilhão do BNDES ao Estaleiro Atlântico Sul, em Pernambuco.

“O governo Temer é um navio a pique, que vai afundar sozinho. Mas não pode levar a nossa indústria naval com ele”, declarou. Segundo Humberto, Pernambuco está às vésperas de um novo desastre econômico, pois o estaleiro deverá suspender 3,7 mil contratos de trabalho para evitar imediatas demissões, em razão da terrível crise que afeta o setor.

O senador explicou que, com as medidas desleais adotadas pelo governo, não há condição mínima da indústria nacional concorrer com o mercado estrangeiro, livre de impostos por conta das ações de Temer.

“A Petrobras vai precisar de 80 plataformas e 210 navios nos próximos 25 anos para explorar o pré-sal. Mas deixará de comprar no Brasil para adquirir lá fora, com imposto zero, gerando empregos na China, na Coreia e em Singapura”, resumiu.

Segundo ele, a indústria naval, depois de ter renascido por obra de Lula e Dilma, com diversas plataformas e navios petroleiros produzidos com inteligência política de conteúdo local, amarga seus piores dias sob Michel Temer. Pernambuco, que gerou dezenas de milhares de empregos diretos e indiretos e impulsionou vigorosamente a economia, que virou uma locomotiva do Nordeste, é um dos alvos.

O parlamentar lembrou que o estrangulamento ocorre também no Rio de Janeiro e no Rio Grande do Sul, que viraram polos dessa área a partir de políticas implementadas por Lula. Para ele, é preciso restaurar urgentemente a política de conteúdo local e garantir uma desoneração planejada para esse setor estratégico e que tanto emprega.

“A indústria naval precisa ter retomada, rapidamente, uma política de incentivo sustentada. O ministro dos Transportes de Temer, Valter Casimiro, esteve em Pernambuco para ver os estaleiros há um mês. E nada fez. A situação crítica de ameaça de fechamento definitivo dos estaleiros já no ano que vem segue viva”, disparou.

O líder da Oposição avalia que é inadmissível que o governo federal preveja imposto zero para a importação de navios do exterior, enquanto dá as costas para a indústria nacional. Ele garante que é inaceitável que algo que nos orgulhe tanto, pelo trabalho de inteligência e de tecnologia empregado, seja reduzido a pó por esse governo nefasto.

“Pernambuco e o país têm o direito de terem retomados os investimentos na indústria naval, da qual dependem milhares de trabalhadores e as suas famílias. É de uma burrice atroz abandoná-la e deixá-la morrer, quando tudo de que ela precisa é de incentivos para seguir florescendo, como ocorreu quando Lula e Dilma foram presidentes”, ressaltou.

Temer age contra Pernambuco ao asfixiar indústria naval, denuncia Humberto

 

Humberto: Temer privilegia a compra de equipamentos navais do exterior. É uma ação que gera empregos lá fora, enquanto se dizima os do Brasil e se fecha nossa indústria. Foto: Roberto Stuckert Filho

Humberto: Temer privilegia a compra de equipamentos navais do exterior. É uma ação que gera empregos lá fora, enquanto se dizima os do Brasil e se fecha nossa indústria. Foto: Roberto Stuckert Filho

 

Líder da Oposição no Senado, Humberto Costa (PT-PE) subiu à tribuna da Casa, na tarde desta terça-feira (24), para denunciar a crise pela qual passa a indústria naval brasileira, especialmente em Pernambuco. Citando o Manifesto pelo Salvamento do setor lançado ontem, no Estado, o senador atribuiu responsabilidade direta do governo Michel Temer (MDB) no desmantelamento pelo qual passa essa área estratégica da economia nacional.

Segundo Humberto, o fim da política de conteúdo local, assegurada nas gestões de Lula e Dilma, associada à falta de investimentos no setor, tem sido uma combinação destrutiva para os estaleiros. “A Petrobras vai precisar de cerca de 300 navios e plataformas, nas próximas duas décadas, para explorar nosso Pré-Sal. Mas Temer privilegia a compra desses equipamentos do exterior. É uma ação que gera empregos lá fora, enquanto se dizima os do Brasil e se fecha nossa indústria. É inaceitável”, afirmou o líder da Oposição.

O senador ressaltou que foi pelas mãos de Lula que a indústria naval refloresceu no país, gerando mais de 50 mil empregos diretos e indiretos somente em Pernambuco, com a instalação de estaleiros no município de Ipojuca, na Região Metropolitana do Recife. “Essa foi uma política que nos assegurou soberania e, além disso, nos encheu de orgulho porque nos deu a certeza de que somos capazes de erguer nossa própria indústria”, disse Humberto. “Agora, sem investimentos e com apoio a uma concorrência externa predatória, tudo isso está sendo destruído.”

Para o líder da Oposição, é inaceitável que o BNDES esteja retendo, há mais de um ano, um empréstimo da ordem de US$ 980 milhões ao Estaleiro Atlântico Sul para que ele viabilize a construção de navios encomendados por uma empresa. “Ao passo em que gasta descontroladamente para comprar apoio parlamentar para barrar denúncias contra si no Congresso, Temer bloqueia investimentos importantíssimos, que poderiam dinamizar nossa economia e reduzir o altíssimo índice de desemprego, que só faz crescer sob a gestão dele”, explicou Humberto.

 

 

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