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Temer cria balcão de negócios no Congresso para tentar aprovar a Reforma da Previdência, denuncia Humberto

Humberto: O governo Temer já não esconde de ninguém a negociata da qual sobrevive o seu governo. Foto: Roberto Stuckert Filho

Humberto: O governo Temer já não esconde de ninguém a negociata da qual sobrevive o seu governo. Foto: Roberto Stuckert Filho

 

A decisão do presidente Michel Temer (PMDB) de acelerar a liberação de emendas para parlamentares que se comprometeram a votar a favor da Reforma da Previdência gerou críticas do líder da Oposição, Humberto Costa. Segundo o senador, Temer está oficializando o balcão de negócios, em Brasília. Ao todo, cerca de 330 parlamentares podem ser beneficiados na distribuição dos recursos pela gestão peemedebista. O valor pode chegar a R$ 1,9 bilhão em emendas deste ano, parte do valor deve ser distribuído nas próximas três semanas.

“O governo Temer já não esconde de ninguém a negociata da qual sobrevive o seu governo. Anunciou em alto e bom som que está trocando apoio por voto. Mas vejam que ironia: dizem que não tem dinheiro para pagar a aposentadoria, mas quanto custa para um desses parlamentares votar contra o povo?”, questionou o senador, que ainda lembrou que o projeto da Reforma da Previdência é reprovado por mais de 70% da população, segundo o Datafolha.

Segundo Humberto, o governo Temer sabe que ainda não tem os votos necessários no plenário da Câmara Federal para aprovar a reforma. O peemedebista precisa do apoio de 60% dos deputados para conseguir fazer passar a proposta. Antes de anunciar a liberação das emendas, a gestão peemedebista também demitiu indicados de parlamentares que se colocaram contra o projeto e distribuiu cargos a aliados. Semelhante ao que ocorreu na Reforma Trabalhista, Temer ainda planeja exonerar ministros para votar a favor da reforma, cinco deles pernambucanos: Mendonça Filho (DEM), Bruno Araújo (PSDB), Raul Jungmann (PPS), Roberto Freire (PPS) e Fernando Bezerra Filho (PSB).

Para Humberto, a nova ação mostra o desespero do governo Temer para conseguir aprovar o texto e confirma que as mobilizações contra o projeto tem dado certo. “Essa nova ação mostra que a mobilização contra a Reforma da Previdência tem funcionado. Os parlamentares têm sentido o peso da pressão de estar do lado desse governo temerário. Por isso, a ordem é intensificar ainda mais as ações, cobrar pessoalmente os deputados para, de uma vez por todas, afastar o risco que representa este projeto que, na prática, decreta o fim da aposentadoria”, afirmou.

“Vamos derrubar essa Reforma Trabalhista no Senado”, diz Humberto

 

Humberto:  É responsabilidade dos senadores revisar as decisões dos deputados. Posso dizer com toda a certeza: não tem clima para passar uma proposta como essa. Foto: Roberto Stuckert Filho

Humberto: É responsabilidade dos senadores revisar as decisões dos deputados. Posso dizer com toda a certeza: não tem clima para passar uma proposta como essa. Foto: Roberto Stuckert Filho

 

Recém-chegada ao Senado, a Reforma Trabalhista aprovada na Câmara dos Deputados promete mobilizar a Casa. Contrário à proposta, o líder da Oposição, Humberto Costa (PT), acredita que o governo Temer enfrentará muita resistência e que, no fim, a medida não será aprovada pelos parlamentares. Consulta publica feita pelo e-cidadania, plataforma online do Senado, revela a ampla rejeição da proposta. Até agora, mais de 95 mil pessoas votaram, cerca de 96% do total, 91.386 se manifestam contra a proposta e apenas 1.863, a favor.

“O Senado é uma Casa revisora. É responsabilidade dos senadores revisar as decisões dos deputados. Posso dizer com toda a certeza: não tem clima para passar uma proposta como essa. Nem mesmo os senadores do PMDB, partido de Michel Temer, querem votar na proposta e isso não é por acaso é porque a luta é grande, a população não aceita o fim dos seus direitos e essa informação vai pesar na hora das pessoas decidirem em quem irão votar no ano que vem”, afirmou Humberto.

O embate entre senadores contras e a favor da Reforma Trabalhista no Senado já começou. Na última terça-feira, o presidente em exercício do Senado, Cássio Cunha Lima (PSDB-PB), tinha resolvido encaminhar a proposta apenas para comissões de Assuntos Econômicos (CAE) e de Assuntos Sociais (CAS). Após a pressão de parlamentares, o tucano acabou cedendo e resolveu despachar a proposta de reforma trabalhista também para a Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Casa.

“Não adianta tentar passar o rolo compressor. Aqui no Senado estamos mobilizados e vamos, junto com o apoio da sociedade, ampliar o debate, denunciar o que está em jogo. Não vamos permitir esse retrocesso. Temer, o PSDB e seus aliados não vão destruir a dignidade que resta aos trabalhadores brasileiros, já tão sofridos nestes tempos de hoje”, disse o líder oposicionista.

Entre as mudanças previstas na reforma estão a determinação para que acordos entre empresários e representantes dos trabalhadores passem a ter força de lei, o chamado “negociado sobre o legislado”, o parcelamento das férias, redução dos intervalos de trabalho e ampliação da hora extra.

Tucanos estão reduzidos a pó e são tão rejeitados pelo povo quanto Temer, diz Humberto

Humberto: o PSDB, o maior apoiador do impeachment de Dilma e contrário às políticas sociais, está destruído. Foto: Wlademir Barreto/ Agência Senado

Humberto: o PSDB, o maior apoiador do impeachment de Dilma e contrário às políticas sociais, está destruído. Foto: Wlademir Barreto/ Agência Senado

 

 

Depois de participar dos protestos nas ruas do Recife contra as reformas do governo do presidente não eleito Michel Temer (PMDB), na última sexta-feira (28), e das comemorações do Dia do Trabalhado ontem (1º), o líder da Oposição no Senado, Humberto Costa (PT-PE), afirmou que os brasileiros disseram um sonoro “não” a Temer e a todos os que financiaram a sua chegada ilegítima ao poder, como o PSDB, o DEM e o PPS.

“Os tucanos estão devastados e reduzidos a pó. Temer é o PSDB e o PSDB é Temer. Essa é a verdade. E o nosso lado é o da oposição, que temos exercido de maneira responsável, demonstrando, dia a dia, o desmonte que essa trupe tem promovido nos direitos da população”, declarou Humberto.

Segundo ele, a ascensão cada vez maior de Lula, a despeito de toda a caçada política empreendida contra o ex-presidente, é a resposta mais bem acabada da população sobre o que quer para o seu futuro e sobre o que não quer no Palácio do Planalto.

“Os brasileiros dizem ‘não’ a todos os patrocinadores desse ataque perpetrado contra a nossa democracia, que é continuado, em razão dos tantos direitos que estão sendo usurpados de maneira aterradora por essa patota que tomou o governo de assalto”, declarou.

O senador citou dados das últimas pesquisas de opinião, que mostram Lula na liderança absoluta da corrida presidencial e a recorde rejeição de Temer e suas reformas, e ressaltou que o PSDB, o maior apoiador do impeachment de Dilma e contrário às políticas sociais que resgataram a dignidade do povo brasileiro, está destruído.

“Quatro vezes consecutivas derrotado para a Presidência da República, o PSDB aparece devastado, reduzido a pó, com suas lideranças absolutamente rejeitadas pela população, atrás de gente como Jair Bolsonaro (PSC-RJ), que os próprios tucanos ajudaram a criar, estimulando suas posições fascistas, e hoje se veem engolidos por ele”, disparou.

Para o líder da Oposição, o senador Aécio Neves, por exemplo, que “incendiou este país após ter sido derrotado por Dilma em 2014, arrumando todo o tipo de expediente para tentar derrubá-la até que conseguiu golpeá-la pelo parlamento”, tem apenas 8% das intenções de voto.

“Ele tinha um patrimônio de mais de 51 milhões de votos e hoje está reduzido a um papel político secundário no Brasil. Isso é a prova de que os brasileiros entendem, com toda a justiça, que a desgraça em que o país está hoje é responsabilidade do PSDB, do PMDB, do DEM, do PPS, que financiaram e apoiam integralmente o governo Temer, uma gestão que tem destruído o Brasil”, reiterou.

Humberto ressaltou que o PSDB votou fechado com a reforma trabalhista, acabando com direitos históricos dos trabalhadores; e defende a reforma da Previdência de Temer, que vai trucidar com uma série de conquistas, obrigando a população a trabalhar mais para ganhar menos. “O PSDB, enfim, é mentor e partícipe da pauta retrógrada desse governo, que ele sustenta e com quem está vigorosamente atado nesse abraço de afogados”, afirmou.

O parlamentar concluiu o seu discurso pedindo para o Senado votar uma Proposta de Emenda à Constituição que permita a realização de eleições gerais em outubro deste ano, porque o “Brasil não aguenta mais esse governo lesa-pátria e não suporta essas políticas de retrocesso de décadas”.

Reforma trabalhista é absurda, agride trabalhadores e enterra CLT, diz Humberto

Humberto: A pseudoreforma é um golpe sob medida contra os trabalhadores, especialmente os mais pobres. Foto: Roberto Stuckert Filho

Humberto: A pseudoreforma é um golpe sob medida contra os trabalhadores, especialmente os mais pobres. Foto: Roberto Stuckert Filho

 

 

A aprovação, na noite dessa quarta-feira, da reforma trabalhista na Câmara dos Deputados foi duramente criticada pelo líder da Oposição no Senado, Humberto Costa (PT-PE). Em discurso nesta quinta-feira (27), o parlamentar afirmou que as mudanças defendidas pelo governo do presidente não eleito Michel Temer (PMDB) são terríveis ao trabalhador brasileiro, servem apenas ao setor patronal e enterra a Consolidação das Leis do Trabalho (CLT).

Ele lembrou que o projeto contou com o voto de três ministros pernambucanos, exonerados por Temer e devolvidos à Câmara por um dia apenas para apoiar a proposta: Mendonça Filho (DEM), da Educação; Bruno Araújo (PSDB), das Cidades; e Fernando Coelho Filho (PSB), de Minas e Energia.

“A pseudoreforma é um golpe sob medida contra os trabalhadores, especialmente os mais pobres. Mais da metade das emendas acolhidas pelo relator da proposta do PSDB, deputado Rogério Marinho, foram apresentadas no Congresso Nacional por lobistas ou associações patronais, como a CNI e a CNT, que terminaram por ser financiadoras também do processo de impeachment no nosso país”, ressaltou.

Diante dos sucessivos retrocessos contra os direitos conquistados pelos brasileiros após décadas de lutas, Humberto avalia que as manifestações de rua contra a então presidenta Dilma e o PT no ano passado, das quais participaram milhões de brasileiros, foram a maior mobilização que os trabalhadores realizaram contra si mesmos em toda a história do Brasil. “Essas pessoas estavam praticamente cegas e desavisadas. Deram um tiro no pé”, lamentou.

Humberto observou que a matéria aprovada pelos deputados mexe em mais de 100 pontos da CLT, o que significa o enterro e o fim da Consolidação das Leis do Trabalho, legislação histórica e referência nas relações trabalhistas.

“Eles estão chamando a reforma de modernidade. Modernidade é trabalhar sem ter contrapartida adequada? É dividir, ao bel prazer do empresário, as férias em três períodos distintos no ano? É fazer prevalecer o acordado sobre o legislado? É acabar com o imposto sindical, fragilizando ainda mais entidades que defendem legalmente os trabalhadores? Não dá”, detonou.

O senador lembrou que a aprovação das mudanças no atual momento vivido pelo, com índices altos de desemprego e perda de renda dos trabalhadores, fragiliza ainda mais os brasileiros. “A determinação de que o acordado entre empregado e empregador valerá mais do que o previsto em lei significa jogar sobre os trabalhadores menos organizados e mais frágeis o peso de acordos que, em verdade, não serão feitos em condições de igualdade”, comentou.

O líder da Oposição acredita que os senadores poderão rechaçar a proposta de reforma trabalhista, durante a sua apreciação na Casa, e que os trabalhadores darão uma resposta a tudo isso nesta sexta-feira (28), dia de greve geral no país.

“A ampla participação popular amanhã deverá servir para dar corpo à ideia que surge com força pelo país pela antecipação das eleições gerais para outubro deste ano. Todos nós abriremos mãos do mandato que nos resta e iremos para a disputa na urna para que o povo possa dizer qual é o rumo que nosso país deve tomar”, afirmou.

Humberto vota a favor do fim do foro privilegiado e da regulação do abuso de autoridade

Segundo Humberto, o fim do foro privilegiado vai atingir cerca de 35 mil pessoas, inclusive os políticos com mandatos. Foto: Roberto Stuckert Filho

Segundo Humberto, o fim do foro privilegiado vai atingir cerca de 35 mil pessoas, inclusive os políticos com mandatos. Foto: Roberto Stuckert Filho

 

“Avançamos para a extinção do foro especial, como desejava a sociedade, e não houve qualquer ataque à Operação Lava Jato, como querem crer os maniqueístas que foram criados no Brasil nos últimos tempos em relação à matéria do abuso de autoridade”, resumiu Humberto.

Para ele, as duas medidas, que tiveram debates acalorados no Congresso Nacional e forte apelo popular nos últimos meses, são muito importantes para uma mudança na estrutura do Estado e no comportamento das autoridades públicas brasileiras.

A Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que põe um ponto final no foro especial por prerrogativa de função nos casos de crimes comuns foi aprovada por unanimidade. Já o projeto de lei que define os crimes de abuso de autoridade contou com 54 votos favoráveis e 19 contrários.

PMDB, PSDB e PT, donos das maiores bancadas do Senado, orientaram os seus parlamentares a votarem a favor da matéria, que já havia passado, na manhã de hoje, na Comissão de Constituição e Justiça da Casa, em regime de urgência.

Segundo Humberto, o fim do foro privilegiado vai atingir cerca de 35 mil pessoas, inclusive os políticos com mandatos, que por conta dos cargos ocupados têm o direito de responder a ações judiciais em foro especial, diferentemente do cidadão comum.

Atualmente, estão nessa lista autoridades públicas como presidente da República, governadores, prefeitos, ministros de Estado, senadores, deputados, juízes, entre outros.

Já em relação ao abuso de autoridade, o parlamentar ressaltou que não existe essa história de ser contrário à Lava Jato e que a proposta vai contra, inclusive, a atitude de autoridades, muitas delas parlamentares, que fazem uso do prestígio pessoal para se beneficiar, às vezes até de pequenas coisas, como as chamadas carteiradas.

“Essa lei não é para acabar com investigações contra corrupção, como querem crer os moralistas de plantão. Essa lei é para dar direito a quem é diuturnamente desrespeitado pelo abuso de autoridades, sejam elas quais forem”, afirmou.

“Estamos pensando, inclusive, na população que mora nas periferias e, no dia a dia, é vítima da truculência policial, do desrespeito às suas garantias e aos seus direitos individuais mais elementares”, complementou.

Em Brasília, Humberto e Lula dizem que reformas de Temer agravam crise

Para Humberto, Lula deu mais uma aula sobre o que o Brasil precisa fazer para sair dessa infernal crise política em que o PMDB e o PSDB mergulharam o país. Foto: Roberto Stuckert Filho

Para Humberto, Lula deu mais uma aula sobre o que o Brasil precisa fazer para sair dessa infernal crise política em que o PMDB e o PSDB mergulharam o país. Foto: Roberto Stuckert Filho

 

Ao lado do ex-presidente Lula, na noite desta segunda-feira (24), em seminário sobre economia, o líder da Oposição no Senado, Humberto Costa (PT-PE), afirmou que as políticas de desmonte do Estado promovidas pelo presidente não eleito Michel Temer (PMBD) não serão capazes de tirar o país da crise e recolocá-lo nos trilhos.

No encontro em Brasília, promovido pela Fundação Perseu Abramo e pelas bancadas do PT no Senado e na Câmara, o ex-presidente foi recebido por Humberto, ao chegar ao local, e saudado com muita festa por lideranças e pela militância do partido, ao entrar no auditório. Os dois criticaram as reformas propostas por Temer.

“Muito lúcido e de bom humor, como de costume, e sem demonstrar nenhum abatimento diante de denúncias sem provas que insistentemente costumam levantar contra ele, Lula deu mais uma aula sobre o que o Brasil precisa fazer para sair dessa infernal crise política em que o PMDB e o PSDB mergulharam o país”, afirmou Humberto.

Segundo o parlamentar, as duras medidas adotadas pelo governo contra os trabalhadores e aposentados brasileiros, que atingem diretamente os mais pobres e também fragilizam a classe média, são exemplos de como o país não deve proceder para avançar.

Para ele, a história recente prova justamente o contrário, quando o Brasil cresceu como nunca justamente investindo nos mais desfavorecidos, na lógica de que os pobres do Brasil nunca foram o problema, mas sim a solução para o país.

“A fórmula criada pelo presidente Lula foi a mais simples e a mais inteligente possível, mas que era refutada por todos os governos que o antecederam: investir no povo. Enquanto o mundo sucumbia diante de uma crise mundial de proporções catastróficas, o Brasil saia do Mapa da Fome, tirando 36 milhões de pessoas que viviam abaixo da linha da pobreza e elevando mais de 42 milhões à classe média”, declarou.

Humberto disse que a presidente Dilma seguiu com uma política fortemente voltada à melhoria de vida do povo, com investimentos pesados em construção civil, por exemplo, com o programa Minha Casa, Minha Vida. Mas, de acordo com ele, a gestão da petista errou ao não identificar rapidamente, por exemplo, setores empresarias que eram beneficiados por isenções fiscais para estimular o consumo e não davam retorno esperado à economia brasileira.

“O fato é que, mesmo com falhas, havia no governo de Dilma um sentimento de total respeito a direitos e conquistas sociais. Havia um sentimento de que não era saída para qualquer crise econômica atacar os mais pobres. Todos os ajustes que fizemos na Previdência Social em 2015, por exemplo, foram para corrigir erros e coibir irregularidades, como no caso do seguro-desemprego”, ressaltou.

O senador lembrou que o governo Dilma jamais mexeu na idade mínima para a aposentadoria, no direito das mulheres a uma regra mais justa, no que estava assegurado aos trabalhadores rurais. Mas, com a derrubada da presidenta, ele avalia que um grupo tomou de assalto o poder para impor ao Brasil uma série de fórmulas cruéis e ultrapassadas, sob a alegação de que só elas podem tirar o país da crise.

“É uma mentira contada atrás da outra, quando do que o Brasil precisa mesmo é de um presidente legítimo, escolhido por meio de eleições livres e diretas, para dar credibilidade à condução do país. Com esse arremedo de governo tétrico e nefasto, nada vai avançar a não ser o desmonte de tudo o que foi construído a duras penas, ao longo de décadas, pelos brasileiros”, disparou.

Humberto vê ressurgimento da onda vermelha no Brasil

Para Humberto, o levantamento mostra que o partido vem ganhando força, apesar dos ataques constantes. Foto: Roberto Stuckert Filho

Para Humberto, o levantamento mostra que o partido vem ganhando força, apesar dos ataques constantes. Foto: Roberto Stuckert Filho

 

O líder da Oposição, Humberto Costa (PT), ressaltou um novo recorte da pesquisa CUT/Vox Populi que aponta o PT não só como o principal partido do Brasil, como a legenda que mais vem angariando popularidade. Para Humberto, o levantamento mostra que o partido vem ganhando força, apesar dos ataques constantes que sua imagem vem sofrendo na mídia.

De acordo com o levantamento, o PT cresceu na simpatia do eleitorado brasileiro e já tem 20% da preferência do eleitorado. O número vem crescendo exponencialmente nos últimos meses. Em dezembro, o PT contava com simpatia de 13% da população, em dezembro o número subir para 15%. E agora cresceu mais de 5% e ficou bem à frente do segundo colocado, o PSDB, que tem a simpatia de apenas 4% da população. Em terceiro aparece o PMDB com apenas 1%. Juntos, os demais partidos somaram 4%.

“Há em curso uma grande campanha difamatória contra o PT e contra os ex-presidentes Lula e Dilma. Nenhum partido sofreu um ataque tão constante à sua biografia, mas o PT vem se mantendo forte e vivo. Digo mais: há um ressurgimento da onda vermelha. Tem crescido a consciência da população sobre as conquistas que obtivemos nos governos do PT no Brasil e essa percepção aumenta à medida em que o governo de Michel Temer (PMDB) e de seus aliados do PSDB colocam em curso o projeto de arrocho dos trabalhadores e de perda de direitos”, avaliou o senador.

Humberto comentou ainda os números da pesquisa sobre a operação Lava Jato. Segundo o levantamento, 68% da população acham que os procuradores erraram ao acusar o ex-presidente sem provar que ele cometeu algum crime. A pesquisa mostra também que a importância da operação para os brasileiros vem caindo. De acordo com a CUT/Vox Populi, apenas 25% da população se declara interessada ou muito interessada pela Lava Jato. O percentual era de 41% em novembro.

“As pessoas têm começado a questionar o verdadeiro sentido da divulgação das informações. Quando a televisão de maior audiência no País passa quatro horas, 24 minutos e 51 segundos do Jornal Nacional tratando do tema, ao mesmo tempo que dedica quase uma hora desse tempo para falar de Lula e Dilma e apenas 21 minutos somados a nomes como o do presidente Michel Temer e do senador e ex-candidato à presidência Aécio Neves, a gente vê que algo está errado e que há muita manipulação do que vem sendo divulgado”, assinalou Humberto.

A pesquisa CUT-VOX POPULI entrevistou 2.000 pessoas, em 118 municípios brasileiros entre os dias 6 e 10 de abril. A margem de erro é de 2,2%, estimada em um intervalo de confiança de 95%. Foram ouvidas pessoas com mais de 16 anos, residentes em áreas urbanas e rurais, de todos os Estados e do Distrito Federal, em capitais, Regiões Metropolitanas e no Interior.

Humberto comemora aprovação do projeto que institui lei de migração no Brasil

Segundo Humberto, a proposta aprovada define direitos e deveres do migrante e do visitante no Brasil. Foto: Roberto Stuckert Filho

Segundo Humberto, a proposta aprovada define direitos e deveres do migrante e do visitante no Brasil. Foto: Roberto Stuckert Filho

 

Defensor de políticas públicas de inclusão e de direitos humanos, o líder da Oposição no Senado, Humberto Costa (PT-PE), votou a favor, nessa terça-feira (17), do projeto que institui a lei de migração no Brasil, considerado pelo parlamentar como um marco na história legislativa brasileira – em substituição ao “ultrapassado” Estatuto do Estrangeiro.

A proposta, que segue para sanção presidencial, define direitos e deveres do migrante e do visitante no Brasil, regula a entrada e a permanência de estrangeiros e ainda estabelece normas de proteção ao brasileiro no exterior. Estima-se que existem hoje, entre estrangeiros regulares e clandestinos, pouco mais de 1 milhão de pessoas no país, o que representa menos de 1% da atual população brasileira.

Para Humberto, ao contrário de mitos disseminados recentemente nas redes sociais, o texto não permite a abertura da fronteira do país a terroristas e não representa qualquer ameaça ao povo brasileiro em termos de competitividade.

Ele avalia que o texto, relatado por Tasso Jereissati (PSDB-CE), caminha no sentido da desburocratização, da facilitação e estímulo à regulação da situação, e da não criminalização, a priori, da migração e do migrante regularizados.

“Há uma mudança de paradigma, de espírito, em que o imigrante deixa de ser visto sob a ótica policialesca da desconfiança, da criminalização, enxergando-o como portador de direitos e obrigações. Alguém que, submetido à lei, como qualquer cidadão brasileiro de bem, aqui será acolhido em seu autêntico desejo de se integrar à nossa gente, trabalhando e construindo uma nova vida”, resume Humberto.

O parlamentar lembra que os imigrantes constituem família, trabalham e contribuem para o desenvolvimento do país, pagando impostos e respeitando a lei. “O conceito maior da Lei de Migração é a consolidação do migrante como pessoa detentora de direitos, assim como de obrigações”, explica.

O senador ressalta que a lei estabelece que todo imigrante será identificado biometricamente e, durante a sua expedição, outros dados poderão ser exigidos, como: onde irá se hospedar, residir, estudar ou trabalhar. Isso vai permitir às autoridades, se necessário, o monitoramento.

O líder da Oposição entende que a atual política no país tem raízes ainda no Estado Novo, no que se refere à proteção ao mercado de trabalho para os brasileiros, e nos períodos militares, com excessivo enfoque na segurança nacional. “No mundo de hoje, esses conceitos estão ultrapassados. Várias nações já provaram isso”, destacou.

Humberto avalia que o antigo Estatuto do Imigrante enxergava o imigrante como uma ameaça, alguém que somente seria aceito em nossa sociedade na medida em que trouxesse vantagens econômicas, mas não necessariamente recebesse a devida proteção, muito menos contrapartida por sua contribuição ao nosso desenvolvimento.

“Mais de 3 milhões de brasileiros que são emigrantes, vivem lá fora, e buscam, e clamam, e têm, na maioria dos casos, esses direitos iguais aos dos cidadãos que lá habitam. Esse é um princípio que nós não podemos violar, em hipótese alguma”, observou.

O texto aprovado hoje no Senado é objeto de longo debate, ao longo dos últimos quatro anos, iniciado ainda no Governo Dilma (PT), envolvendo dezenas de organismos nacionais, internacionais, laicos, religiosos, ministérios, órgãos governamentais, Forças Armadas, entidades da sociedade civil ligadas ao mundo do trabalho, da segurança de fronteiras, da defesa de direitos humanos e à questão dos refugiados.

PSDB tenta burlar TSE e quer dar golpe em eleição direta, diz Humberto

 

O líder da Oposição cobrou atenção da sociedade para o TSE nas próximas semanas. Foto:  Waldemir Barreto/Agência Senado

O líder da Oposição cobrou atenção da sociedade para o TSE nas próximas semanas. Foto: Waldemir Barreto/Agência Senado

 

 

O pedido do PSDB no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) para que apenas a ex-presidenta Dilma Rousseff seja considerada culpada na ação que os próprios tucanos movem para cassar a chapa Dilma-Temer é, na avaliação do líder da Oposição no Senado, Humberto Costa (PT-PE), uma tentativa de burlar as regras da Corte e dar um golpe para evitar a realização de eleições presidenciais diretas.

O parlamentar afirmou, nesta terça-feira (28), que a solicitação feita pelos tucanos para isentar Michel Temer (PMDB) de responsabilidade, nas alegações finais apresentadas ao TSE, justamente no momento em que o julgamento do caso se aproxima, é o “escárnio dos escárnios”.

Ele acredita que o governo e os partidos da base têm receio de que uma cassação da chapa vitoriosa de 2014 provoque novas eleições diretas, logo num momento em que Lula vence em todos os cenários para a Presidência, de acordo com as últimas pesquisas de opinião.

“A ordem é buscar urgentemente uma solução para manter o débil Michel Temer no poder para que, trôpego no cargo, ele possa chegar cambaleando até o fim de 2018, refém dos aliados que o querem suceder. Isso é o metagolpe, o golpe dentro do golpe”, disse.

Segundo ele, o PSDB – “que mama avidamente nas largas tetas dessa administração nefasta, que se locupleta das benesses desse governo por meio de extorsão política com olhos em 2018 – desce abaixo da linha da vergonha tentando remendar seu próprio pedido inicial para livrar Temer de uma eventual condenação naquele tribunal. Mas eles perceberam que deram um tiro no pé”, ressaltou.

Para Humberto, há uma mobilização na República, liderada por Temer e seus aliados no Legislativo, Judiciário, Ministério Público e em setores econômicos e na mídia, que se baseia apenas nas conveniências que norteiam os interesses políticos.

Diante de um possível acordão que se trama, o líder da Oposição cobrou atenção da sociedade para o TSE nas próximas semanas. Ele reiterou que a defesa da presidenta Dilma já mostrou que não houve o cometimento de qualquer ilicitude na disputa de 2014.
Segundo ele, que foi o coordenador da campanha presidencial do Nordeste naquele ano, o PT fez uma campanha limpa e auditada por todas as instâncias competentes.

“Portanto, se o TSE entender de forma diversa, que o peso da sua decisão seja para a chapa, que é integrada pelo vice e dela não pode, sob qualquer hipótese, se dissociar. Salvo por um acordão político inaceitável, salvo por um novo golpe que venha para impedir a realização de eleições diretas”, observou.

Protestos
No discurso, Humberto também falou sobre as manifestações de domingo, organizadas por próceres da queda de Dilma, como o MBL e o Vem pra Rua. Segundo ele, a iniciativa foi um total fracasso e as panelas silenciaram nas varandas gourmet e os patos se recolheram diante de um governo atolado na lama da corrupção.

“Ficou evidente que esses movimentos neofascistas perderam total adesão popular ao se mostrarem completamente diferentes de como se vendiam. Eles não têm nada de apartidários e isentos. São, na verdade, fortes linhas auxiliares, cúmplices de Temer e atuam com partidos que os financiam”, disparou.

O parlamentar acredita partidos como o PSDB, DEM e PPS e a Fiesp e a mídia saem enfraquecidos após o último domingo. “Não houve mais filé mignon e champanhe servidos na avenida Paulista nem campanha com frases pretensamente cívicas na fachada da Fiesp. Lula e Dilma botaram mais gente em Monteiro (PB) na inauguração popular da transposição do São Francisco do que esse pessoal em todo Brasil”, finalizou.

Humberto anuncia vinda de Lula a Pernambuco

Humberto: Vai ser um momento importantíssimo, de reencontro de Lula com o seu povo e com as suas realizações. Foto:  Jefferson Rudy/Agência Senado

Humberto: Vai ser um momento importantíssimo, de reencontro de Lula com o seu povo e com as suas realizações. Foto: Jefferson Rudy/Agência Senado

 

 

Depois de visitar um trecho do projeto de Transposição do Rio São Francisco no fim de semana, em Sertânia (PE), onde defendeu o legado dos governos Lula e Dilma na região, o líder da Oposição no Senado, Humberto Costa (PT-PE), anunciou, nesta terça-feira (7), que o ex-presidente Lula vai a Pernambuco e à Paraíba este mês para se encontrar com o povo nordestino.

O senador disse, no plenário da Casa, que conversou ontem com Lula sobre a obra, iniciada durante o seu segundo mandato, e que o ex-presidente decidiu ir ver de perto a transformação do antigo sonho do sertanejo em realidade.

“Vai ser um momento importantíssimo, de reencontro de Lula com o seu povo e com as suas realizações, um momento em que o presidente estará com o pé na estrada para mostrar a sua disposição de continuar com um projeto de país que foi abruptamente interrompido. Ele vai receber o abraço dos sertanejos, uma gente que, antes de tudo, sabe o valor da gratidão”, declarou Humberto.

O parlamentar lembrou que foram a coragem e a ousadia de Lula que botaram em marcha a maior obra de infraestrutura hídrica do país em favor de mais de 12 milhões de brasileiras e brasileiros que hoje vivem no semiárido.
Ele destacou que a presidenta Dilma teve o total compromisso com o empreendimento e, mesmo nos momentos mais difíceis da crise, ela jamais deixou que faltassem recursos que paralisassem os trabalhos.

“Ao contrário de agora. Em vez de se preocupar com esse patético título de ‘maior presidente nordestino’ com que se autopresenteou, o presidente não eleito Michel Temer (PMDB) deve é operar esse seu governo incompetente para concluir a obra, que está paralisada no Eixo Norte, por exemplo, prejudicando vários Estados”, lembrou.

O parlamentar também voltou a criticar os políticos do PSDB por tentarem se apropriar da obra da transposição, empreendimento descartado pelos tucanos durante o governo Fernando Henrique Cardoso e tão criticado durante as gestões do PT.

Humberto ironizou ao destacar que os tucanos, ave raríssima na região, têm aparecido por lá para tentar tirar proveito político do projeto. O governador de São Paulo, Geraldo Alckmin (SP), inclusive, postou um vídeo em suas redes sociais falando sobre o empreendimento.

“Ele não tirou foto ao lado do volume morto da Cantareira, mas teve a cara de pau de ir posar nos canais da transposição emprestando maquinário velho para a obra. Logo eles, essas aves de mau agouro, que tanto falaram mal da obra, como o presidente do PSDB, Aécio Neves, que criticou duramente a transposição na sua campanha fracassada de 2014”, disparou.

Revolução Pernambucana
No discurso, o líder da Oposição também fez questão de homenagear a Revolução Pernambucana de 1817, que comemorou o seu bicentenário nessa segunda-feira (6). Segundo ele, é uma data extremamente simbólica não só para o Estado, mas para todo o Brasil, porque é um marco republicano na história do país, que abriu caminho para a nossa independência.

“Uma terra que já era marcada por lutas fundamentais à nossa formação, como a expulsão dos holandeses e a guerra dos mascates, levantou-se 200 anos atrás contra a terrível espoliação que a Coroa queria lhe impor, em razão da vinda da família real para o Rio de Janeiro”, afirmou.

O senador solicitou uma sessão especial do Senado para relembrar a data, que deve ser realizada no início de abril. “Matam-se os homens, mas não os seus ideais. A bandeira de Pernambuco, hoje, é a bandeira de 1817, é a bandeira que homenageia tudo isso”, concluiu.

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