sistema previdenciário

Bolsonaro cometeu estelionato eleitoral ao omitir que quer reforma da Previdência, acusa Humberto

 Para o líder da Oposição, os eleitores não foram informados pelo então candidato à Presidência da República Jair Bolsonaro da intenção de aprovar mudanças na reforma da Previdência propostas pelo atual governo.


Para o líder da Oposição, os eleitores não foram informados pelo então candidato à Presidência da República Jair Bolsonaro da intenção de aprovar mudanças na reforma da Previdência propostas pelo atual governo.

O plano do presidente eleito, Jair Bolsonaro (PSL), de aprovar a reforma da Previdência ainda este ano configura, na avaliação do líder da Oposição no Senado, Humberto Costa (PT-PE), um grande estelionato eleitoral. Segundo o parlamentar, em nenhum momento durante a campanha presidencial, Bolsonaro disse aos brasileiros que queria a aprovação da tão criticada reforma do sistema previdenciário proposta por Temer.

Além disso, o senador afirmou, nesta sexta-feira (16), que tanto Temer quanto o presidente eleito querem, agora, jogar a conta do desiquilíbrio das contas públicas nas costas dos servidores, ao tratarem de adiar reajustes já previstos em lei para 2019 e proporem igualdade de salários de funcionários públicos com trabalhadores do setor privado.

“Como já alertamos diversas vezes: Temer é Bolsonaro e Bolsonaro é Temer. Juntos, eles elegem muitos inimigos em comum para abafar a própria incompetência: os imigrantes, os pobres e, agora, os servidores públicos, a quem resolveram culpar pelos problemas do país”, declarou Humberto.

Reeleito para mais um mandato no Senado, ele disse que vai trabalhar para rejeitar qualquer tentativa de reforma ainda este ano e para que o debate sobre o tema seja realizado intensamente, com toda a sociedade, a partir de 2019. O senador entende que não dá para colocar a conta da crise nos trabalhadores do Estado e do setor privado que irão se aposentar.

“Não permitiremos que esse grande estelionato eleitoral seja realizado. Na campanha, Bolsonaro não disse nada. Agora, quer aprovar a reforma de Temer, aumentando a idade mínima inclusive a trabalhadores rurais e tentando incluir novos modelos de capitalização que deram errado em todos os países do mundo que o fizeram”, disse.

Para o líder da Oposição, os eleitores não foram informados pelo então candidato à Presidência da República Jair Bolsonaro da intenção de aprovar mudanças na reforma da Previdência propostas pelo atual governo. “Isso é um grande estelionato eleitoral. Ele enganou todo o eleitorado”, disparou Humberto.

Veja o vídeo:

Reforma Trabalhista pode provocar rombo de 30 bilhões da Previdência, alerta Humberto

Para o líder da Oposição, o projeto, que entrou em vigor no sábado passado, favorece apenas os empresários. Foto: Roberto Stuckert Filho

Para o líder da Oposição, o projeto, que entrou em vigor no sábado passado, favorece apenas os empresários. Foto: Roberto Stuckert Filho

Além de trazer imensos prejuízos aos trabalhadores, a Reforma Trabalhista deve provocar um rombo imenso nas contas da Previdência. Segundo um estudo feito por pesquisadores do Instituto de Economia da Unicamp, a migração de trabalhadores com carteira para a condição de pessoa jurídica, ação que foi facilitada pela nova legislação, trará um impacto negativo anual bilionário para a arrecadação previdenciária.

Para o líder da Oposição, Humberto Costa (PT), o projeto, que entrou em vigor no sábado passado (11), favorece apenas os empresários. “Para o trabalhador, esta reforma é um jogo de perde-perde. Em nada essas mudanças vão beneficiar o povo. Pelo contrário, a tendência é precarizar ainda mais as relações de trabalho. E na conta das perdas, a Previdência também será extremamente afetada”, afirmou o senador.

De acordo com o estudo da Unicamp, os prejuízos à Previdência podem chegar a 30 bilhões de reais com a tendência da ampliação da “pejotização”. O levantamento trabalha com cenários em que a migração de trabalhadores de carteira assinada para pessoa jurídica pode alterar diretamente de 5% a 20% das relações do trabalho.

“O governo Temer diz que não tem dinheiro da Previdência, mas a verdade é que ele está tirando dinheiro dela com essa Reforma Trabalhista. Não há sistema previdenciário que sobreviva com estas perdas. Estão querendo justificar o novo pacotes de maldades que eles querem aprovar e que acaba com a aposentadoria no País. Mas não vamos permitir”, defendeu o senador.

Temer prepara uma bomba para trabalhadores, diz Humberto sobre reforma da previdência

Humberto: O que o governo está vendendo aí como se fosse uma solução para as contas públicas é, na verdade, uma penalidade para os trabalhadores. Foto: Geraldo Magela/ Agência Senado

Humberto: O que o governo está vendendo aí como se fosse uma solução para as contas públicas é, na verdade, uma penalidade para os trabalhadores. Foto: Geraldo Magela/ Agência Senado

 

 

A reforma da previdência que vem sendo preparado pelo presidente interino Michel Temer (PMDB) cairá como “uma bomba” para os trabalhadores. A avaliação é do líder do PT no Senado, Humberto Costa (PE). Segundo o senador, o projeto prejudica quem já está na ativa e deve ampliar distorções dentro do sistema previdenciário.

“O que o governo está vendendo aí como se fosse uma solução para as contas públicas é, na verdade, uma penalidade para os trabalhadores. Ele fala em ampliar consideravelmente a idade mínima para aposentadoria e estipular uma regra que deva ser a mesma para quem começou a trabalhar aos 18 anos e quem iniciou a sua vida profissional aos 30. Isso só favorece as distorções”, denunciou Humberto Costa.

O pacote da previdência deve mudar drasticamente planos de aposentadoria de cerca de 80% dos trabalhadores que estão na ativa. Para os 20% restantes, também deve haver mudanças, mas menos drásticas. A proposta de Temer também prevê a unificação da idade para a aposentadoria de homens e mulheres.

“Essa é mais uma marca de um governo misógino, que é formado apenas por homens brancos e ricos. No mercado de trabalho, as mulheres ganham menos fazendo a mesma função, isso sem falar nas jornadas muitas vezes duplas ou triplas das que são mães. Não é uma questão de privilégios. É uma questão de justiça social”, afirmou.

O senador também criticou a proposta do governo interino querer fazer a reforma da previdência sem passar pelo Congresso Nacional. “É um abuso de poder, um tema como esse precisa ser debatido no Congresso, com as entidades que representam os trabalhadores. Mas como Temer sabe que a reforma que ele quer geraria uma grande reação, ele quer tentar fazer tudo na surdina. Está cada vez mais claro que o golpe para tirar uma presidente proba e legitimamente eleita não é só contra Dilma, mas contra os trabalhadores”, concluiu.