Unicamp

Reforma Trabalhista pode provocar rombo de 30 bilhões da Previdência, alerta Humberto

Para o líder da Oposição, o projeto, que entrou em vigor no sábado passado, favorece apenas os empresários. Foto: Roberto Stuckert Filho

Para o líder da Oposição, o projeto, que entrou em vigor no sábado passado, favorece apenas os empresários. Foto: Roberto Stuckert Filho

Além de trazer imensos prejuízos aos trabalhadores, a Reforma Trabalhista deve provocar um rombo imenso nas contas da Previdência. Segundo um estudo feito por pesquisadores do Instituto de Economia da Unicamp, a migração de trabalhadores com carteira para a condição de pessoa jurídica, ação que foi facilitada pela nova legislação, trará um impacto negativo anual bilionário para a arrecadação previdenciária.

Para o líder da Oposição, Humberto Costa (PT), o projeto, que entrou em vigor no sábado passado (11), favorece apenas os empresários. “Para o trabalhador, esta reforma é um jogo de perde-perde. Em nada essas mudanças vão beneficiar o povo. Pelo contrário, a tendência é precarizar ainda mais as relações de trabalho. E na conta das perdas, a Previdência também será extremamente afetada”, afirmou o senador.

De acordo com o estudo da Unicamp, os prejuízos à Previdência podem chegar a 30 bilhões de reais com a tendência da ampliação da “pejotização”. O levantamento trabalha com cenários em que a migração de trabalhadores de carteira assinada para pessoa jurídica pode alterar diretamente de 5% a 20% das relações do trabalho.

“O governo Temer diz que não tem dinheiro da Previdência, mas a verdade é que ele está tirando dinheiro dela com essa Reforma Trabalhista. Não há sistema previdenciário que sobreviva com estas perdas. Estão querendo justificar o novo pacotes de maldades que eles querem aprovar e que acaba com a aposentadoria no País. Mas não vamos permitir”, defendeu o senador.

No Senado, depoente diz que Dilma foi “excessivamente responsável” com contas públicas

Líder do PT, Humberto Costa afirma que economista deu mais um atestado de idoneidade a Dilma. Foto: Alessandro Dantas/ Liderança do PT no Senado

Líder do PT, Humberto Costa afirma que economista deu mais um atestado de idoneidade a Dilma. Foto: Alessandro Dantas/ Liderança do PT no Senado

 

Um dos maiores economistas do país, o professor titular do Instituto de Economia da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) Luiz Gonzaga Belluzzo afirmou, categoricamente, que a presidenta Dilma Rousseff “foi excessivamente responsável com as contas públicas e teve excesso de responsabilidade fiscal” em sua gestão. “Muito ao contrário (do que os acusadores de Dilma falam), não houve pedalada, houve ‘despedalada’”, afirmou.

Para o líder do PT no Senado, Humberto Costa (PE), a declaração dada nesta sexta-feira (26), durante sessão de julgamento do processo de impeachment da presidenta, desmonta completamente a principal versão da acusação: de que Dilma agiu de forma irresponsável ao praticar as chamadas pedaladas fiscais e editar os decretos de suplementação orçamentária.

“Eles acusam a presidenta de ter feito uma farra fiscal e de ter maquiado as contas públicas para ganhar a eleição. Mas ao contrário desse discurso arranjado golpista de quem não ganha nas urnas e quer derrubar a democracia no tapetão, o professor Belluzzo deu uma aula no plenário do Senado”, disse Humberto.

Durante o depoimento no plenário do Senado, o economista – que é crítico da condução da política econômica do governo Dilma – explicou que, “ao contrário do que aconteceu da suposição de que Dilma cometeu um crime de responsabilidade, na verdade, ela procurou correr atrás da queda, e correr atrás da queda não deu certo”.

“Como as pessoas não compreendem a complexidade das coisas, elas acham que isso é assim: faz o corte. Na sua casa, pode ser assim: você faz o corte, melhora a sua situação fiscal porque a tua renda vem de outro, só que a renda do governo vem do seu próprio gasto na medida em que ele recolhe 37% disso sob a forma de impostos”, detalhou Belluzzo.

Para Humberto, o entendimento da acusação de que Dilma desrespeitou a Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF) é tão equivocado que pode prejudicar, inclusive, os futuros gestores estaduais e municipais.

“Eles criminalizam a execução de um tipo de política econômica do país que simplesmente discordam. A meta fiscal do governo Dilma foi cumprida ao final do ano de 2015. Só que eles querem que a meta seja cumprida bimestralmente e isso não existe na LRF”, ressaltou.