Acuada, oposição pode desistir da CPI da Petrobras

Foto; Agência Senado
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Parte dos senadores da oposição, responsáveis por articular a criação de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) para investigar a Petrobras, já manifesta interesse em desistir da instauração do colegiado. O entendimento é de que não há apoio por parte da opinião pública, que se mostra contrária aos ataques políticos à maior empresa do país.
Como noticiou o colunista do jornal O Globo Ilimar Franco, há uma leitura por parte dos mais antigos senadores da Casa de que não há um clamor da opinião pública pela investigação.
“Estes dizem que a CPI tem o apoio de quem já era contra o governo, mas não dos que usufruem do Bolsa Família, da farra do crédito e do Minha Casa Minha Vida. A oposição esperneia, mas teme o risco de sua postura ser confundida com uma ação contra um patrimônio nacional”, afirmou o jornalista em sua coluna.
Para o líder do PT no Senado, Humberto Costa (PE), a população tem conhecimento sobre a disputa política que está acontecendo no Congresso Nacional. “O povo sabe que a Petrobras está sendo usando de forma inadequada e, por conta disso, acho que não há aprovação por parte dos brasileiros para que haja esse tipo de investigação com conotação política”, afirmou.
Humberto considera inaceitável que se queira fazer disputa política eleitoral utilizando uma estatal com a dimensão da Petrobras, com a importância que ela tem para o desenvolvimento do país, inclusive atingindo diretamente as condições de funcionamento da empresa no mercado.
“A Petrobras é uma empresa que precisa ser preservada. É um patrimônio do povo brasileiro. Só algum objetivo escuso consegue justificar essa atitude da oposição. Então, por essa razão, nós temos sido muito incisivos em colocar claramente que a implantação de uma CPI agora, na verdade, só atende a objetivos eleitorais”, avalia.
A oposição apresentou dois requerimentos de criação de CPIs para investigar a Petrobras: uma exclusiva no Senado e uma mista, com a participação de deputados e senadores. A base aliada do governo também apresentou dois requerimentos de CPIs, uma exclusiva do Senado e uma mista, para apurar denúncias contra a Petrobras, o Porto de Suape (PE), nos contratos do metrô de São Paulo e do Distrito Federal e nos contratos firmados pela União com a empresa Ideia Digital, alvo da Operação Loggof da Polícia Federal.

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Parte dos senadores da oposição, responsáveis por articular a criação de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) para investigar a Petrobras, já manifesta interesse em desistir da instauração do colegiado. O entendimento é de que não há apoio por parte da opinião pública, que se mostra contrária aos ataques políticos à maior empresa do país.
Como noticiou o colunista do jornal O Globo Ilimar Franco, há uma leitura por parte dos mais antigos senadores da Casa de que não há um clamor da opinião pública pela investigação.
“Estes dizem que a CPI tem o apoio de quem já era contra o governo, mas não dos que usufruem do Bolsa Família, da farra do crédito e do Minha Casa Minha Vida. A oposição esperneia, mas teme o risco de sua postura ser confundida com uma ação contra um patrimônio nacional”, afirmou o jornalista em sua coluna.
Para o líder do PT no Senado, Humberto Costa (PE), a população tem conhecimento sobre a disputa política que está acontecendo no Congresso Nacional. “O povo sabe que a Petrobras está sendo usando de forma inadequada e, por conta disso, acho que não há aprovação por parte dos brasileiros para que haja esse tipo de investigação com conotação política”, afirmou.
Humberto considera inaceitável que se queira fazer disputa política eleitoral utilizando uma estatal com a dimensão da Petrobras, com a importância que ela tem para o desenvolvimento do país, inclusive atingindo diretamente as condições de funcionamento da empresa no mercado.
“A Petrobras é uma empresa que precisa ser preservada. É um patrimônio do povo brasileiro. Só algum objetivo escuso consegue justificar essa atitude da oposição. Então, por essa razão, nós temos sido muito incisivos em colocar claramente que a implantação de uma CPI agora, na verdade, só atende a objetivos eleitorais”, avalia.
A oposição apresentou dois requerimentos de criação de CPIs para investigar a Petrobras: uma exclusiva no Senado e uma mista, com a participação de deputados e senadores. A base aliada do governo também apresentou dois requerimentos de CPIs, uma exclusiva do Senado e uma mista, para apurar denúncias contra a Petrobras, o Porto de Suape (PE), nos contratos do metrô de São Paulo e do Distrito Federal e nos contratos firmados pela União com a empresa Ideia Digital, alvo da Operação Loggof da Polícia Federal.

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