Humberto conclama brasileiros a pressionarem senadores para barrar PEC do teto

Para Humberto, a PEC 55, vai condenar o país a duas décadas de estagnação e agravar o acesso do crédito aos brasileiros. Foto: Alessandro Dantas/ Liderança do PT no Senado.
Para Humberto, a PEC 55, vai condenar o país a duas décadas de estagnação e agravar o acesso do crédito aos brasileiros. Foto: Alessandro Dantas/ Liderança do PT no Senado.

 
Preocupado com o congelamento dos investimentos públicos pelos próximos 20 anos, o líder do PT no Senado, Humberto Costa (PE), conclamou a população a unir forças para pressionar intensamente os senadores a fim de sensibilizá-los para votar contra a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) nº 55/2016, que será analisada no próximo dia 29, em primeiro turno.
O pedido do senador foi feito na tarde desta segunda-feira (21), durante sessão de discussão da matéria no plenário da Casa. “Gostaria de fazer um chamamento ao povo brasileiro, aos movimentos estudantis, sindicais e sociais, para nos unirmos e fazer uma grande pressão com o objetivo de sensibilizar os parlamentares que aqui estão a mandar essa PEC para onde ela sempre deveria estar: no lixo da nossa história”, afirmou.
Para Humberto, a limitação dos investimentos e dos gastos públicos, como prevê a proposta, vai condenar o país a duas décadas de estagnação e agravar o acesso do crédito aos brasileiros. Segundo ele, a política defendida pelo presidente sem-voto Michel Temer (PMDB) é suicida e vai contra todas as medidas que vêm sendo adotadas por países de todo o mundo.
“Há poucos dias, a direção do próprio Fundo Monetário Internacional (FMI) assumiu como posição o reconhecimento de que as políticas de austeridade, que foram orientadas pelo Fundo a diversos países para conseguirem reequilíbrio fiscal, fracassaram de forma absoluta”, ressaltou.
Ele citou o exemplo da Grécia, em que o próprio primeiro-ministro daquela nação, responsável pelas medidas de reequilíbrio fiscal combatidas duramente pela população nas ruas, admitiu recentemente que o país não aguentava mais a tal política de austeridade. “Estamos na contramão do que o mundo pensa, hoje, de como retomar a atividade econômica e promover medidas de ajuste fiscal”.
O senador prevê um cenário sombrio e desolador para o Brasil, caso a PEC nº 55 seja aprovada na Casa. “O que se avizinha é uma grande tragédia, mas ainda podemos mudar essa proposta. Há emendas feitas, inclusive, por senadores da base do governo que procuram preservar saúde e educação”, lembrou.
O calendário de votação estabelecido pelo presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), prevê que a PEC será analisada em turno definitivo no dia 13 de dezembro. Caso passe, a expectativa é que a promulgação ocorra em 15 de dezembro.
Nesta terça-feira, a bancada do PT no Senado dá início a uma ofensiva nas redes sociais para tentar pressionar senadores da base do governo a assinar uma emenda que determina que a PEC passe por um referendo popular, com a finalidade de que os brasileiros opinem sobre se a aceitam ou não.

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