PT protocola CPMI do metrô de São Paulo e oposição retira nomes

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O líder do PT no Senado, Humberto Costa (PE), protocolou no começo da noite desta quarta-feira (7), juntamente com o líder do Governo no Congresso, José Pimentel (CE), requerimento de criação da Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI), formada por deputados e senadores, para investigar o cartel do metrô de São Paulo e do Distrito Federal. Cobrado da tribuna por Humberto Costa, o líder do PSDB no Senado, Aloysio Nunes (SP), chegou a assinar o requerimento para apurar pagamentos de propina de empresas do setor a políticos tucanos que administram o Estado de São Paulo desde os anos 90, mas riscou o seu nome da lista minutos depois.
Citado como um dos beneficiários do esquema, Aloyzio alegou que assinou o requerimento “por engano”. Outro tucano a retirar o nome foi Ruben Figueiró (MS).
Humberto disse que agora vai aguardar o presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), solicitar a indicação dos nomes para dar início aos trabalhos na CPI mista. O requerimento apresentado à Mesa do Congresso Nacional tem a assinatura de 35 senadores e 220 deputados e foi protocolado na Secretaria-Geral da Mesa do Congresso.
O documento pede a investigação de “fatos referentes à formação de cartel, corrupção de autoridades e outros ilícitos nos contratos, licitações, execução de obras e manutenção de linhas de trens e metrôs no Estado de São Paulo e no Distrito Federal, com o uso de recursos federais e em prejuízo na prestação do serviço público e transporte”.
No último dia 8 de abril, o líder do PSDB, Aloyzio Nunes, havia assegurado, na tribuna do Senado, que “se o governo quisesse investigar trem de São Paulo, trem de Fortaleza, trem do Recife, se quisesse investigar até o Trem das Onze, porto de Suape, porto de Cuba, que fizesse um requerimento a parte, eu seria o primeiro a assinar”. No entanto, riscou o nome do requerimento da CPMI.

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