No Senado, Humberto escancara as mentiras sobre tríplex atribuído a Lula

Para Humberto, o juiz Sérgio Moro deveria ter humildade para chegar agora, ao fim do processo, e reconhecer que as suas suspeitas iniciais eram infundadas. Foto: Roberto Stuckert Filho
Para Humberto, o juiz Sérgio Moro deveria ter humildade para chegar agora, ao fim do processo, e reconhecer que as suas suspeitas iniciais eram infundadas. Foto: Roberto Stuckert Filho

 
Um dia depois das alegações finais da defesa de Lula serem entregues ao juiz Sérgio Moro, em Curitiba, o líder da Oposição no Senado, Humberto Costa (PT-PE), cansado de assistir a uma verdadeira caçada política e midiática ao ex-presidente, decidiu subir à tribuna do plenário da Casa para escancarar “todas as mentiras” existentes sobre o tríplex no Guarujá (SP) atribuído a Lula.
Humberto ressaltou que, até hoje, rigorosamente nada foi provado contra o ex-presidente. “Ao contrário, dia a dia, vão caindo uma a uma as alegações forjadas que lhe imputam”, resumiu, lembrando que a história não registra qualquer ato que o desabone, apesar de toda a devassa que já fizeram em vida dele e da família.
O parlamentar questionou a falta de provas contra o ex-presidente, a parcialidade e as irregularidades cometidas pelos “gênios da raça de Curitiba”. Segundo Humberto, Lula já provou sobejamente a sua inocência e cabe aos seus inquisidores, agora, provarem a sua culpa.
O senador entende que a perseguição empreendida contra Lula é uma clara tentativa de provocar, por meios tortos, a sua interdição judicial, impedindo que ele volte a se candidatar a presidente da República. “Basta observar esse ridículo caso do apartamento no Guarujá, que serviu apenas a mostrar ao Brasil que a palavra ‘tríplex’ é acentuada”, disse.
O líder da Oposição citou várias iniciativas no processo do apartamento, como a devassa sobre documentação e a ida de pessoas à cadeia sem qualquer amparo legal, e por tempo indeterminado, para que confessassem e incriminassem sob medida, ao gosto dos procuradores e do juiz. “Construiu-se uma torta argumentação para atribuir a propriedade do imóvel ao presidente e, ao final, vê-se que tudo não passou de uma grande obra de amadorismo jurídico”, comentou.
O senador lembrou que o apartamento – pretensamente repassado pela empreiteira OAS ao petista – jamais poderia ter sido dele porque, desde 2010, quando Lula ainda era presidente da República, o imóvel tinha seus direitos econômicos vinculados a um fundo de investimentos controlado pela Caixa Econômica Federal.
“Ou seja, a empreiteira jamais poderia fazer qualquer movimentação relativa ao imóvel, sem a autorização e o devido pagamento à Caixa”, registrou. Humberto reiterou que os procuradores acusaram Lula de ter recebido o tríplex de “maneira oculta” e criticou a ânsia de condenar o presidente, antes mesmo de seu julgamento. “A vontade era tão grande que os membros do Ministério Público em Curitiba esqueceram de uma regra básica atinente ao cargo que ocupam: investigar”, pontuou.
“Tivessem tido um ânimo mais jurídico e menos político iam descobrir, sem muito esforço, um documento chamado Cessão Fiduciária de Direitos Creditórios, firmado pela OAS com a Caixa, por meio do qual a empreiteira cedeu 100% dos direitos econômicos do tríplex para um fundo de investimentos administrado por aquele banco estatal”, ratificou.
Para o líder da Oposição, o juiz Sérgio Moro deveria ter humildade para chegar agora, ao fim do processo, e reconhecer que as suas suspeitas iniciais eram infundadas. Na opinião de Humberto, o grande magistrado é aquele que decide um caso levando em conta os fatos e provas, e não meramente convicções.
“Faço um apelo a Moro para que julgue com independência e pelas provas e saber jurídico. Não julgue por ideologia e por fatores que extrapolam o processo judicial. Baixe a sua arrogância e reconheça que errou. Seu papel é julgar, e não acusar”, clamou.
Humberto ressaltou que foram ouvidas 78 testemunhas, várias de acusação, que, inclusive, inocentaram o ex-presidente. Ele chamou a atenção para o fato de apenas o dono da empreiteira preso ter dito que o imóvel era de Lula. “Isso depois de ter negado várias vezes. Na verdade, ele foi submetido a uma tortura psicológica reiterada e tentou livrar a própria pele, naturalmente”, concluiu.

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Para Humberto, o juiz Sérgio Moro deveria ter humildade para chegar agora, ao fim do processo, e reconhecer que as suas suspeitas iniciais eram infundadas. Foto: Roberto Stuckert Filho
Para Humberto, o juiz Sérgio Moro deveria ter humildade para chegar agora, ao fim do processo, e reconhecer que as suas suspeitas iniciais eram infundadas. Foto: Roberto Stuckert Filho

 
Um dia depois das alegações finais da defesa de Lula serem entregues ao juiz Sérgio Moro, em Curitiba, o líder da Oposição no Senado, Humberto Costa (PT-PE), cansado de assistir a uma verdadeira caçada política e midiática ao ex-presidente, decidiu subir à tribuna do plenário da Casa para escancarar “todas as mentiras” existentes sobre o tríplex no Guarujá (SP) atribuído a Lula.
Humberto ressaltou que, até hoje, rigorosamente nada foi provado contra o ex-presidente. “Ao contrário, dia a dia, vão caindo uma a uma as alegações forjadas que lhe imputam”, resumiu, lembrando que a história não registra qualquer ato que o desabone, apesar de toda a devassa que já fizeram em vida dele e da família.
O parlamentar questionou a falta de provas contra o ex-presidente, a parcialidade e as irregularidades cometidas pelos “gênios da raça de Curitiba”. Segundo Humberto, Lula já provou sobejamente a sua inocência e cabe aos seus inquisidores, agora, provarem a sua culpa.
O senador entende que a perseguição empreendida contra Lula é uma clara tentativa de provocar, por meios tortos, a sua interdição judicial, impedindo que ele volte a se candidatar a presidente da República. “Basta observar esse ridículo caso do apartamento no Guarujá, que serviu apenas a mostrar ao Brasil que a palavra ‘tríplex’ é acentuada”, disse.
O líder da Oposição citou várias iniciativas no processo do apartamento, como a devassa sobre documentação e a ida de pessoas à cadeia sem qualquer amparo legal, e por tempo indeterminado, para que confessassem e incriminassem sob medida, ao gosto dos procuradores e do juiz. “Construiu-se uma torta argumentação para atribuir a propriedade do imóvel ao presidente e, ao final, vê-se que tudo não passou de uma grande obra de amadorismo jurídico”, comentou.
O senador lembrou que o apartamento – pretensamente repassado pela empreiteira OAS ao petista – jamais poderia ter sido dele porque, desde 2010, quando Lula ainda era presidente da República, o imóvel tinha seus direitos econômicos vinculados a um fundo de investimentos controlado pela Caixa Econômica Federal.
“Ou seja, a empreiteira jamais poderia fazer qualquer movimentação relativa ao imóvel, sem a autorização e o devido pagamento à Caixa”, registrou. Humberto reiterou que os procuradores acusaram Lula de ter recebido o tríplex de “maneira oculta” e criticou a ânsia de condenar o presidente, antes mesmo de seu julgamento. “A vontade era tão grande que os membros do Ministério Público em Curitiba esqueceram de uma regra básica atinente ao cargo que ocupam: investigar”, pontuou.
“Tivessem tido um ânimo mais jurídico e menos político iam descobrir, sem muito esforço, um documento chamado Cessão Fiduciária de Direitos Creditórios, firmado pela OAS com a Caixa, por meio do qual a empreiteira cedeu 100% dos direitos econômicos do tríplex para um fundo de investimentos administrado por aquele banco estatal”, ratificou.
Para o líder da Oposição, o juiz Sérgio Moro deveria ter humildade para chegar agora, ao fim do processo, e reconhecer que as suas suspeitas iniciais eram infundadas. Na opinião de Humberto, o grande magistrado é aquele que decide um caso levando em conta os fatos e provas, e não meramente convicções.
“Faço um apelo a Moro para que julgue com independência e pelas provas e saber jurídico. Não julgue por ideologia e por fatores que extrapolam o processo judicial. Baixe a sua arrogância e reconheça que errou. Seu papel é julgar, e não acusar”, clamou.
Humberto ressaltou que foram ouvidas 78 testemunhas, várias de acusação, que, inclusive, inocentaram o ex-presidente. Ele chamou a atenção para o fato de apenas o dono da empreiteira preso ter dito que o imóvel era de Lula. “Isso depois de ter negado várias vezes. Na verdade, ele foi submetido a uma tortura psicológica reiterada e tentou livrar a própria pele, naturalmente”, concluiu.

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