Amazônia

Quem é esse idiota de Ricardo Salles para criticar Chico Mendes?, diz Humberto sobre ministro do Meio Ambiente

Para Humberto, o ecologista premiado pela ONU, foi um dos maiores defensores dos direitos humanos no país. Crédito: Roberto Stuckert Filho

Para Humberto, o ecologista premiado pela ONU, foi um dos maiores defensores dos direitos humanos no país. Crédito: Roberto Stuckert Filho

 

No lançamento da Frente Parlamentar Mista em Defesa da Democracia e dos Direitos Humanos, nesta terça-feira (12), o líder do PT no Senado, Humberto Costa (PE), criticou duramente as medidas tomadas pelo governo Bolsonaro contra as minorias, pediu a união permanente da esquerda e dos movimentos sociais e detonou o posicionamento do ministro do Meio Ambiente, Ricardo Salles, contra o líder ambientalista Chico Mendes.

Para Humberto, o ecologista premiado pela ONU, assassinado com tiros numa emboscada no quintal da própria casa, no Acre, no fim dos anos 1980, foi um dos maiores defensores dos direitos humanos no país. “Quem é esse idiota do ministro Ricardo Salles para criticar Chico Mendes?”, disparou.

Segundo o parlamentar, a luta do seringueiro contra os poderosos na Amazônia foi reconhecida mundialmente e não pode ser queimada por um ministro que faz joguete nas mãos do agronegócio, junto com a bancada ruralista, e é inimigo do meio ambiente.

“Você tem um sujeito como esse Ricardo Salles, responsável pelas políticas do país em relação ao meio ambiente, que vem dizer que desconhece Chico Mendes. Meçam os dois pela régua da política, das lutas, da história. Chico Mendes não caberá lá. É um gigante. Já esse tal de Salles não poderá ser medido. Só pode ser visto em microscópio”, declarou o senador.

No discurso, o parlamentar condenou as perseguições feitas pelo governo a ambientalistas, quilombolas, indígenas, negros e, ainda, lembrou de retrocessos que estão por vir em áreas como educação e saúde, como a proposta “imbecil” de escola sem partido e a volta do tratamento de choque para quem tem depressão, por exemplo, estabelecido em portaria ministerial.

“Essa frente que estamos criando é uma iniciativa para conter essas concretas ameaças de retrocesso nos pilares democráticos e na garantia dos direitos humanos no país. As preocupações aumentam à luz das perspectivas de criminalização de movimentos sociais colocadas em diversos projetos de lei em tramitação aqui no Congresso Nacional”, disse.

 

 

Confira o vídeo:

Bolsonaro rompe acordo com Cuba e enterra Mais Médicos conforme prometeu, denuncia Humberto

Humberto, que foi o relator da Medida Provisória no Senado que possibilitou a prorrogação do programa por mais três anos, em 2016, afirmou que a ideia de Bolsonaro de expulsar os médicos da nação caribenha é um desastre. Foto: Roberto Stuckert Filho

Humberto, que foi o relator da Medida Provisória no Senado que possibilitou a prorrogação do programa por mais três anos, em 2016, afirmou que a ideia de Bolsonaro de expulsar os médicos da nação caribenha é um desastre. Foto: Roberto Stuckert Filho

 

As reiteradas ameaças de Jair Bolsonaro (PSL) de expulsar do Brasil os profissionais cubanos do Mais Médicos fizeram o governo de Cuba decidir oficialmente, nesta quarta-feira (14), retirar todos os 11 mil profissionais do país. Para o líder da Oposição no Senado, Humberto Costa (PT-PE), que repudiou as posições do presidente eleito e lamentou o prejuízo causado a milhões de brasileiros atendidos pelos médicos de Cuba, Bolsonaro rompeu o acordo internacional ao querer introduzir, unilateralmente, cláusulas não previstas quando da assinatura do convênio entre os dois países.

Humberto, que foi o relator da Medida Provisória no Senado que possibilitou a prorrogação do programa por mais três anos, em 2016, afirmou que a ideia de Bolsonaro de expulsar os médicos da nação caribenha é um desastre.

“Milhões de brasileiros irão perder aquilo que conquistaram há tão pouco tempo. É mais uma demonstração cabal daquilo que estamos vivendo com Bolsonaro, que não tem qualquer preocupação com os mais pobres e os que mais necessitam. Tudo isso vai antecipando o que será o seu governo, com posições extremistas e danosas ao povo”, disparou.

De acordo com o documento divulgado pelo Ministério da Saúde de Cuba nesta quarta, Bolsonaro “desrespeita a dignidade dos cubanos, em tom direto e depreciativo, ameaça a presença de nossas referências médicas e reitera que vai modificar os termos e condições do programa, com desrespeito à Organização Pan Americana da Saúde (Opas) e à Cuba”.

Na avaliação de Humberto, as mudanças anunciadas por Bolsonaro, de impor o exame Revalida aos profissionais de Cuba mesmo depois de o Supremo Tribunal Federal (STF) já ter autorizado a dispensa da validação de diploma estrangeiro, são inaceitáveis e violam as garantias acordadas desde o início do programa, em 2013.

O senador ressaltou que os termos do acordo foram ratificados, ainda em 2016, com a renegociação da cooperação entre a Opas e o Ministério da Saúde do Brasil e de cooperação entre a Opas e a pasta cubana.

O líder da Oposição observou que, durante esses cinco anos de trabalho, cerca de 20 mil colaboradores cubanos atenderam mais de 113 milhões brasileiros em mais de 3,6 mil municípios. Os cubanos representaram 80% de todos os médicos participantes do programa. Mais de 700 municípios tiveram um médico pela primeira vez na história.

O parlamentou afirmou que os médicos cubanos atuaram em locais de extrema pobreza, como favelas do Rio de Janeiro, São Paulo, Salvador e Recife, e em 34 distritos especiais indígenas, especialmente na Amazônia. Esse trabalho, segundo Humberto, foi amplamente reconhecido pelos governos federal, estaduais e municipais e pela população, que concedeu 95% de aceitação, segundo estudo encomendado pelo Ministério da Saúde à Universidade Federal de Minas Gerais.

O governo da nação caribenha considerou ser inaceitável Bolsonaro questionar a dignidade, o profissionalismo e o altruísmo dos colaboradores de Cuba que, com o apoio de suas famílias, prestam atualmente serviços em 67 países. “Em 55 anos, 600 mil missões internacionalistas foram realizadas em 164 países, envolvendo mais de 400 mil trabalhadores de saúde, que, em muitos casos, cumpriram essa honrosa tarefa em mais de uma ocasião”, aponta o documento.

O texto ressalta ainda as façanhas da luta contra Ebola na África, cegueira na América Latina e no Caribe, a cólera no Haiti e a participação de 26 brigadas Contingente Internacional de Médicos Especializados em Desastres e grandes epidemias no Paquistão, Indonésia, México, Equador, Peru, Chile e Venezuela, entre outros países.

“Na esmagadora maioria das missões concluídas, as despesas foram assumidas pelo governo cubano. Da mesma forma, em Cuba, 35,6 mil profissionais de saúde de 138 países foram capacitados gratuitamente, como expressão de nossa solidariedade e vocação internacionalista”.

Veja o vídeo:

Temer reduz salário mínimo, vende pré-sal e faz no Brasil um eterno Dia das Bruxas, diz Humberto

Humberto reforçou as críticas ao desmonte do Estado promovido pelo governo. Foto: Roberto Stuckert Filho

Humberto reforçou as críticas ao desmonte do Estado promovido pelo governo. Foto: Roberto Stuckert Filho

 

O Dia das Bruxas é uma data festiva comemorada em vários países do mundo há séculos, principalmente nos Estados Unidos. No Brasil, porém, desde que Michel Temer (PMDB) assumiu a Presidência, a população vive um pesadelo diário que parece não ter fim. Esta é a avaliação do líder da Oposição no Senado, Humberto Costa (PT-PE), que reforçou as críticas ao desmonte do Estado promovido pelo governo e aos ataques ininterruptos dirigidos aos mais pobres e desfavorecidos.

Em discurso nesta terça-feira (31) no Senado, data do Halloween, Humberto ressaltou que o Palácio do Planalto reduziu, outra vez, o salário mínimo para o ano que vem.

Inicialmente, a previsão era de que passasse para R$ 979 em 2018. Porém, foi rebaixado para R$ 969 em agosto. Ontem, baixou de novo, desta vez para R$ 965.

“Há 14 milhões de brasileiros sem emprego, a economia está parada, as contas públicas alargando o déficit e esse facínora manda para os mais pobres a fatura de todo o seu descalabro. Com essa gestão de Temer, o Dia das Bruxas é todos os dias, porque não há um dia sequer em que não tenhamos uma notícia dantesca, um novo cenário de terror armado por essa camarilha”, disparou.

O senador ressaltou que, na sexta-feira passada, o governo realizou dois leilões para entregar a exploração de campos do pré-sal ao capital estrangeiro por “míseros” R$ 7,7 bilhões, mas nem isso conseguiu. O petróleo brasileiro localizado em área rica e estratégica da costa foi vendido por somente R$ 6,5 bilhões.

Como se não bastasse o prejuízo inicial, ele ficou abismado ao saber de um estudo feito pela Consultoria de Orçamento da própria Câmara, divulgado hoje, que atesta que não houve apenas o estrago direto.

“Além da redução do retorno na exploração do petróleo em relação à disputa do campo de Libra, havida na gestão da presidenta Dilma, esse governo nefasto está reduzindo imposto para as petrolíferas até o ano de 2040, o que vai gerar uma renúncia fiscal de mais de R$ 1 trilhão nos próximos 25 anos”, criticou.

De acordo com o parlamentar, todo o montante perdido deveria ser investido em saúde e educação, como a presidenta Dilma fez constar em lei, mas, agora, Temer “rouba” do povo brasileiro para abastecer regiamente os cofres das empresas estrangeiras, que fazem fortunas com as nossas riquezas e mandam tudo para o exterior.

“É um presidente entreguista, que se curva aos interesses das elites, dos ruralistas, dos grandes empresários, aos quais vende a Amazônia, perdoa dívidas bilionárias e permite escravizar seres humanos em troca de restar no cargo que usurpou”, acusou.

Além disso, Humberto acredita que o governo dá as costas para os 22% da população de pobres, que devolveu o Brasil ao mapa da fome, e que assiste inerte à escalada da violência, que, a cada hora, vitima sete brasileiros.

“Felizmente, no ano que vem, Lula estará de volta, pela força do voto dos brasileiros, para retomar esse projeto de país que nos foi covardemente roubado pelos que querem entregar o país ao capital estrangeiro. Não conseguirão”, concluiu.

Operação Ali Babá para salvar Temer custa R$ 12 bi ao país e inclui venda do pré-sal, diz Humberto

Humberto: “Esse gângster que ocupa a Presidência e opera a todo vapor dia e noite vai destruir, agora, com a exclusividade da Petrobras. Foto: Roberto Stuckert Filho

Humberto: “Esse gângster que ocupa a Presidência e opera a todo vapor dia e noite vai destruir, agora, com a exclusividade da Petrobras. Foto: Roberto Stuckert Filho

 

O desmonte total do Estado promovido por Temer (PMDB) para se manter no cargo e escapar da denúncia da Procuradoria-Geral da República por organização criminosa e obstrução de Justiça foi duramente criticado, nesta terça-feira (24), pelo líder da Oposição no Senado, Humberto Costa (PT-PE).

O parlamentar detonou a estratégia do governo de, literalmente, comprar o apoio de parlamentares com dinheiro público, que já custou R$ 12 bilhões aos brasileiros, de acordo com cálculo feito pela própria imprensa, e de “vender o país a preço de banana”.

Ele classificou como crime de lesa-pátria a realização de dois leilões, previstos para esta semana, que autorizam a exploração da imensa reserva de petróleo armazenada no pré-sal a empresas estrangeiras.

“Esse gângster que ocupa a Presidência e opera a todo vapor dia e noite vai destruir, agora, com a exclusividade da Petrobras. Vamos entregar o pré-sal absolutamente pronto para que empresas internacionais cheguem aqui simplesmente para instalar suas sondas e retirar petróleo de excepcional qualidade com o qual farão fortunas bilionárias nas nossas costas”, afirmou.

Para ele, o Brasil gastou milhões de dólares para procurar e identificar um tesouro e, quando finalmente encontrado, será entregue a terceiros de mãos beijadas. Um único poço é capaz de produzir 40 mil barris de petróleo por dia. O mesmo volume só é conseguido no pós-sal se vários campos forem reunidos.

“É absolutamente inaceitável. Os nossos governos investiram pesadamente, durante 10 anos, para viabilizar a exploração dos quase 80 bilhões de barris de petróleo já extraídos do pré-sal. Foi dinheiro público empregado em pesquisa, aperfeiçoamento e expertise da Petrobras”, ressaltou.

Humberto disse que o custo humano, financeiro e ambiental é muito alto para o Brasil diante da negociação que Temer faz com emendas, cargos, renúncia fiscal, recuo em privatização de aeroporto, decretos e portarias, tudo sob medida para atender aos interesses de vários setores dispostos a votar com ele em troca de generosos favores.

“É a venda do país ao capital muito bem representado neste Congresso. Deem calote na União, destruam a Amazônia, escravizem seres humanos, tudo será perdoado em troca de votos. É um escândalo de proporções nunca visto na nossa história”, declarou.

Mas o líder da Oposição tem esperança de que a situação poderá ser revertida. Ele lembrou que todas essas agressões feitas pelo Palácio do Planalto serão revogadas no primeiro dia de governo do PT, após Lula ganhar as eleições presidenciais de 2018.

“Toda essa espoliação, todo esse retrocesso, tudo isso será desfeito e nossas riquezas serão recuperadas para que possam ser devidamente aproveitadas por quem a elas verdadeiramente faz jus: o povo brasileiro”, concluiu.

Temer destrói o Brasil, assalta a indústria naval e humilha Pernambuco, diz Humberto

Ao lado de Dilma e Lula, Humberto participa, em Ipojuca, de ato em defesa da indústria naval em agosto passado. Foto: Roberto Stuckert Filho

Ao lado de Dilma e Lula, Humberto participa, em Ipojuca, de ato em defesa da indústria naval em agosto passado. Foto: Roberto Stuckert Filho

 
Após denunciar intensamente, nos últimos meses, os planos de venda de setores estratégicos do país à iniciativa privada a preço de banana, como a Petrobras, a Eletrobrás e até a Amazônia, o líder da Oposição no Senado, Humberto Costa (PT-PE), criticou, nesta quarta-feira (18), o desmonte promovido pelo governo Temer (PMDB) à indústria naval, principalmente em Pernambuco.

Segundo o parlamentar, o Palácio do Planalto tomou mais uma medida monstruosa ao editar uma Medida Provisória (MP) que vai afetar a maior estatal de petróleo do país e também destruir o Estaleiro Atlântico Sul (EAS), em Ipojuca, na Região Metropolitana do Recife . A MP 795/2017 muda a legislação, baixa as alíquotas de importação e permite facilidade para que navios sejam importados do exterior.

“É uma medida que escancara o mercado nacional à importação de navios com uma régia isenção fiscal. Como o nosso país vai competir com os outros, que são bastante capacitados nessa área? Isso poderá resultar no fechamento das nossas portas, colocando em risco quase 4 mil postos de trabalho no Estado. Infelizmente, essa destruição pode começar a ocorrer já em 2018”, afirmou.

Humberto espera que a Comissão Mista no Congresso Nacional que analisa “mais essa anomalia parida por esse escroque de faixa presidencial chamado Temer” seja alterada para que o país não passe por uma nova espoliação. O senador também aproveitou e criticou a falta de apoio dos quatro ministros pernambucanos que compõem o governo federal.

“Nosso Estado está sendo destruído terrivelmente e é uma vergonha para nós, que estamos sendo discriminados abertamente, ver quatro ministros que não levantam a voz em nenhum momento para defender o nosso patrimônio. Eles se preocupam apenas com as suas bases eleitorais”, detonou.  O líder da Oposição afirmou que “quem tem quatro ministros como esses não precisa de inimigos”.

“De qualquer forma, estamos atentos a essas constantes investidas e, assim como já vencemos batalhas importantes como a da Hemobrás, venceremos mais essa em favor do Estaleiro Atlântico Sul, dos navios construídos em Pernambuco e dos quase quatro mil trabalhadores que lá estão e têm imenso orgulho da beleza de tudo o que produziram até hoje”, concluiu.

O estaleiro em Ipojuca foi criado em novembro de 2005 e tem o objetivo ser o maior e mais moderno no setor de construção naval e offshore do hemisfério Sul. O empreendimento, um marco na revitalização da indústria naval no Brasil, é resultado de investimentos de R$ 1,8 bilhão e tem capacidade instalada de processamento da ordem de 160 mil toneladas de aço por ano.

Pressionado, Temer recua na ideia de vender a Amazônia, avalia Humberto

 

Humberto avalia que o governo reconheceu o erro só agora, tardiamente, graças às mobilizações vindas de todas as partes do mundo. Foto: Roberto Stuckert Filho

Humberto avalia que o governo reconheceu o erro só agora, tardiamente, graças às mobilizações vindas de todas as partes do mundo. Foto: Roberto Stuckert Filho

 

Encurralado pela opinião pública e por uma forte pressão internacional, o presidente Michel Temer (PMDB) teve de recuar no seu propósito de vender a Amazônia. Para o líder da Oposição no Senado, Humberto Costa (PT-PE), a iniciativa tomada pelo Palácio do Planalto de suspender a extinção da Reserva Nacional do Cobre e Associados (Renca) é a prova mais bem acabada de que o governo não teve força política pra bancar a medida, que autorizava, por um decreto publicado no fim de agosto, a exploração da área por parte de mineradoras.

Crítico da ideia desde então, Humberto avalia que o governo reconheceu o erro só agora, tardiamente, graças às mobilizações vindas de todas as partes do mundo e, principalmente, dos brasileiros. “Rejeitado por mais de 94% da população brasileira, esse presidente fantasma que nós temos desperdiça o tempo do Brasil. Não é mais concebível que permaneça onde está. Chega. É retrocesso atrás de retrocesso”, acredita o senador.

Segundo ele, o risco para a manutenção da Renca ainda existe, já que, entre idas e vindas, o governo pode novamente mudar de ideia. Em nota publicada na noite de ontem, por exemplo, em pleno domingo, o Palácio afirmou que “a reserva não é um paraíso, como querem fazer parecer, erroneamente, alguns”.

O parlamentar ressaltou que, para justificar a venda do patrimônio mais simbólico do país, o governo teve a ousadia de escrever essa nota, em que afirma que, “infelizmente, territórios da Renca original estão submetidos à degradação provocada pelo garimpo clandestino de ouro, que, além de espoliar as riquezas nacionais, destrói a natureza e polui os cursos d ‘água com mercúrio”.

“Ora, se há problemas de exploração ilegal de minério na região, que o governo tome medidas de combate ao crime e resolva a situação de todos os envolvidos. Não dá é para ofuscar os problemas entregando a floresta mais rica do mundo, em termos de fauna e flora, para a iniciativa privada”, explicou.

O decreto extinguia uma área de 46,5 mil km² na divisa entre os estados do Pará e do Amapá. A área, que possui reservas minerais de ouro, ferro e cobre, foi criada em 1984, durante o regime militar.

O líder da Oposição conta que ficará atento aos próximos passos do ministro de Minas e Energia, Fernando Bezerra Coelho Filho (PSB), responsável pelo tema. Nesta terça-feira, a pasta deverá publicar no Diário Oficial da União a revogação da extinção da Renca. “Vamos esperar para ver. Não dá para confiar em absolutamente nada do que vem desse governo corrupto e mentiroso”, disparou Humberto.

Humberto critica plano de privatização da Infraero

Humberto: stão dilapidando o patrimônio nacional. A Infraero é uma empresa importante, ativa e que está dando lucro.  Foto: Roberto Stuckert Filho

Humberto: stão dilapidando o patrimônio nacional. A Infraero é uma empresa importante, ativa e que está dando lucro. Foto: Roberto Stuckert Filho

 

Depois de anunciar a privatização da Eletrobras, o governo de Michel Temer (PMDB) mira agora na Infraero. Nessa quarta-feira (14), o Ministro dos Transportes, Portos e Aviação Civil, Maurício Quintella (PR), confirmou que o governo tem a intenção de abrir o capital da estatal aeroportuária. A medida, no entanto, já enfrenta reação. Segundo o líder da Oposição no Senado, Humberto Costa (PT), não existem motivos reais para a venda da empresa que, este ano, deve lucrar R$ 400 milhões.

“Estão dilapidando o patrimônio nacional. A Infraero é uma empresa importante, ativa e que está dando lucro. Não existe nenhum motivo para acabar com uma estatal que é eficiente, uma referência nacional. Uma ação como esta vai gerar ainda uma série de demissões”, afirmou. A empresa tem hoje mais de 10 mil funcionários.

O senador disse que a abertura do capital da Infraero pode gerar, inclusive, perda na qualidade de serviço. “Temer, o maior chefe de quadrilha que esse país já teve, segue tentando vender o Brasil a preço de banana. Está sendo assim com a Eletrobrás, com a Chesf e até com a Amazônia. Dá para imaginar todas as tramas e negociatas que estão sendo feitas para vender aquilo que nós lutamos tanto para construir. Isto a preço de banana e sem nenhuma garantia de que isso vai gerar algum retorno em relação ao serviço já oferecido”, criticou Humberto.

O senador ainda questionou o modelo econômico do governo de Michel Temer. “É um governo ilegítimo que bate recorde no rombo das contas públicas. Também pudera: só na primeira tentativa de salvar a sua pele no Congresso Nacional ele gastou 15 bilhões de reais para fazer um acordão que o livrasse da primeira denúncia da Procuradoria Geral da República. Imaginem quanto não vai gastar agora. Um governo que oprime os mais pobres, beneficia os mais ricos e quer salvar a sua pele e da sua ‘entourage’ a qualquer custo, inclusive acabando com o patrimônio dos brasileiros”, afirmou.

Temer quer reduzir em 65% das florestas demarcadas na Amazônia, alerta Humberto

 

Humberto:  Temer só quer beneficiar os amigos empresários e donos de grandes latifúndios daquela região que só lucrariam com essa redução que o governo quer promover. Foto: Alessandro Dantas

Humberto: Temer só quer beneficiar os amigos empresários e donos de grandes latifúndios daquela região que só lucrariam com essa redução que o governo quer promover. Foto: Alessandro Dantas

 

 

O líder da Oposição no Senado, Humberto Costa (PT-PE), criticou o projeto do governo Temer de reduzir em 65% as florestas demarcadas na Amazônia. A ideia do Palácio do Planalto é encaminhar uma proposta ao Congresso Nacional que extingue uma Unidade de Conservação (UC) e reduz drasticamente outras quatro, todas criadas pela presidenta Dilma Roussef.

“Esse é mais um retrocesso desse presidente golpista e sem voto. Estamos vivendo uma época em que a questão ambiental é totalmente defendida por todos os países. Temer vem na contramão e quer acabar com o que ainda temos na Amazônia. É uma completa irresponsabilidade se isso vier se concretizar”, criticou Humberto.

A ideia do governo não eleito é extinguir a Área de Proteção Ambiental (APA) de Campos de Manicoré, diminuir o Parque Nacional (Parna) de Acari, a Reserva Biológica (Rebio) de Manicoré, as Florestas Nacionais (Flonas) de Urupadi e Aripuanã. A área protegida total cairia de 2,6 milhões de hectares para 1,6 milhão de hectares, um decréscimo de 65%. O território perdido para a conservação, de 1 milhão de hectares, é equivalente à metade do estado de Sergipe.

“Vai ser um completo extermínio de plantas e animais que correm risco de extinção. Temer só quer beneficiar os amigos empresários e donos de grandes latifúndios daquela região que só lucrariam com essa redução que o governo quer promover”, lembrou o líder da Oposição.

As unidades que a equipe de Temer quer retalhar têm função estratégica. Elas fecham o cinturão de áreas protegidas, ao longo do sul do Pará e do Amazonas, que impede o avanço do desmatamento em direção ao centro da floresta amazônica. Eles também pretendem impedir a disseminação da grilagem e do desmatamento frente à pavimentação da rodovia BR-319 (Manaus-Porto Velho), ao norte da região.

“Se essa proposta avançar e se transformar em realidade, correremos grande perigo na questão do desmatamento, que vai aumentar a passos largos. Não podemos deixar mais um retrocesso desse acontecer em nosso país. A questão ambiental hoje é um tema de suma importância que não devemos deixar de lado”, ressaltou Humberto Costa.