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Reforma trabalhista de Temer estagnou emprego formal e precarizou mercado, critica Humberto

Humberto lembrou que os ministros de Temer diziam que valia a pena fazer as mudanças na CLT porque as medidas gerariam até 6 milhões de novos postos, dois milhões dos quais já nos primeiros dois anos. Mas as estatísticas desmentiram completamente essa previsão. Foto: Roberto Stuckert Filho

Humberto lembrou que os ministros de Temer diziam que valia a pena fazer as mudanças na CLT porque as medidas gerariam até 6 milhões de novos postos, dois milhões dos quais já nos primeiros dois anos. Mas as estatísticas desmentiram completamente essa previsão. Foto: Roberto Stuckert Filho

 

Passado um ano de vigência da reforma trabalhista, o líder da Oposição ao governo Temer no Senado, Humberto Costa (PT-PE), afirmou, nesta quarta-feira (14), que as mudanças nos mais de 100 dispositivos da CLT foram um fiasco e só geraram estagnação do emprego formal, precarizaram as relações de trabalho e lançaram os brasileiros na informalidade.

Para o senador, que também criticou a intenção de Bolsonaro de fundir o Ministério do Trabalho e criar uma carteira de trabalho verde e amarela que vai retirar direitos básicos dos trabalhadores, a reforma trabalhista também produziu uma queda no volume de ações trabalhistas, por medo dos trabalhadores de serem responsabilizados por reclamações que eventualmente levem à Justiça e não tenham condições de oferecer plenas provas.

“De nada serviu essa reforma de Temer a não ser a aprofundar as condições precárias de trabalho e o abismo entre ricos e pobres. E todo esse contexto de terror deve aumentar com a assunção de Bolsonaro, cujo compromisso de governo é com os empresários e não com os trabalhadores”, afirmou.

Humberto lembrou que os ministros de Temer diziam que valia a pena fazer as mudanças na CLT porque as medidas gerariam até 6 milhões de novos postos, dois milhões dos quais já nos primeiros dois anos. Mas as estatísticas desmentiram completamente essa previsão.

Entre novembro de 2017 e setembro deste ano, foram criadas apenas 372,7 mil vagas formais, segundo dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged). De acordo com o IBGE, o índice de desemprego era 12% naquele mês do ano passado. Em setembro agora, foi de 11,9%. Ou seja, nada melhorou.

“E o cenário para os próximos anos se mostra sombrio, principalmente porque o presidente eleito defende claramente a retirada de mais direitos. Ele diz que o trabalhador precisa optar entre ter direitos ou ter emprego. Essa é uma equação absolutamente equivocada. No mundo inteiro, as duas coisas caminham concretamente juntas”, observou.

De acordo com o parlamentar, a incorporação do Ministério do Trabalho, que existe há 88 anos, a outra pasta, é um equívoco, assim como a criação da chamada carteira de trabalho verde e amarela, em substituição à atual.

O senador acredita que, em vez de garantir ao trabalhador uma série de direitos – como salário mínimo, hora extra, vale transporte, aviso prévio, seguro-desemprego, repouso semanal remunerado, salário-família, 13º salário, FGTS, licença-maternidade, licença-paternidade, auxílio-doença, adicional noturno e insalubridade e aposentadoria -, a carteira de trabalho verde e amarela de Bolsonaro garantirá apenas três direitos: FGTS, férias remuneradas e 13º salário, também ameaçados de extinção pelo vice-presidente eleito, general Hamilton Mourão.

“E não adianta atribuir ao PT uma suposta herança maldita para justificar os fracassos que estão por vir. Há dois anos, o país é governado por Michel Temer. Se há uma herança maldita, ela é de Temer”, declarou. O líder da Oposição entende que os movimentos sociais e as centrais sindicais estão atentos aos movimentos do governo eleito contra os trabalhadores e irão lutar por seus direitos, com mobilizações e até greves.

Com articulação de Humberto, Oposição adia votação de projeto que trata manifestações de rua como terrorismo

De acordo com Humberto, as sociedades democráticas têm de saber conviver com protestos e o que exceder às chamadas “liberdades expressivas”, e eventualmente configurar crime.  Foto: Ichiro Guerra.

De acordo com Humberto, as sociedades democráticas têm de saber conviver com protestos e o que exceder às chamadas “liberdades expressivas”, e eventualmente configurar crime. Foto: Ichiro Guerra.

 

Quatro dias depois da eleição, os aliados do presidente eleito Jair Bolsonaro (PSL) no Senado tentaram aprovar um projeto de lei que permite enquadrar ações de movimentos sociais como atos de terrorismo. Para o líder da Oposição na Casa, Humberto Costa (PT-PE), que articulou o adiamento da votação da matéria, na manhã desta quarta-feira (31) na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), o presidente eleito e seus asseclas tentam criminalizar as livres e legítimas manifestações país afora.

“Nossa preocupação é de que qualquer subjetividade no tratamento de um tema como esse pode permitir a criminalização das lutas sociais, dos movimentos sociais e a restrição à liberdade de expressão e de organização. Não podemos permitir que isso aconteça. Seria uma afronta à Constituição”, afirmou.

Com o intuito de evitar a aprovação da matéria nesta quarta e ampliar o debate para que a sociedade fique atenta à questão, a oposição apresentou um requerimento na CCJ para realizar uma audiência pública sobre o projeto que amplia a lista de condutas consideradas atos de terrorismo. O documento foi aprovado por 9 votos a 4, com uma abstenção.

De acordo com Humberto, as sociedades democráticas têm de saber conviver com protestos e o que exceder às chamadas “liberdades expressivas”, e eventualmente configurar crime. deve ser tratado no âmbito do direito penal. “A definição prevista no Código Penal é muito mais precisa e menos subjetiva”, ressaltou.

O parlamentar lembrou que Bolsonaro fez um discurso para os eleitores dele, no último dia 21, prometendo “uma faxina muito mais ampla e que esses marginais vermelhos serão banidos de nossa pátria” e “se quiserem ficar aqui, vão ter que se colocar sob a lei de todos nós, ou vão para fora ou vão para a cadeia”.

Para o líder da Oposição, esse discurso de ódio e de intolerância jamais deveria permear as ações de um presidente da República e haverá forte resistência no Congresso Nacional para evitar o atropelo das garantias individuais e da Constituição Federal.

“Essa foi a primeira derrota do governante eleito no último domingo. É um recado claro de que não aceitaremos o extremismo. Pode ser normal para ele, mas não é normal para as normas democráticas”, declarou o senador.

Humberto também alertou para outra pauta defendida por Bolsonaro e seus aliados que deverá ser votada ainda hoje numa comissão especial da Câmara. O texto trata da “Escola sem Partido”, uma das principais bandeiras do capitão reformado na campanha eleitoral. Se for aprovado, poderá seguir direto ao Senado.

“Estamos diante de uma pauta conservadora e muito retrógrada já na primeira semana pós-eleição. Iremos batalhar para arquivar aqui tudo que consideramos um retrocesso ao país”, observou.

Recuo de Temer sobre Previdência mostra que governo acabou, mas que luta segue, diz Humberto

Para Humberto, a luta da população contra a proposta tem de continuar . Foto: Geraldo Magela/ Agência Senado

Para Humberto, a luta da população contra a proposta tem de continuar . Foto: Geraldo Magela/ Agência Senado

 

 

Mesmo com o recuo do governo do presidente não eleito Michel Temer (PMDB) em alguns dos pontos considerados absurdamente lesivos aos brasileiros na reforma da Previdência, o líder da Oposição no Senado, Humberto Costa (PT-PE), declarou, nesta sexta-feira (7), que a oposição, juntamente com os trabalhadores, entidades sindicais e movimentos sociais, vai seguir na luta para enterrar de vez a proposta.

“O que o Palácio do Planalto mandou fazer, sem nem mesmo retirar da Câmara o projeto, não muda em absolutamente nada o caráter nefasto da iniciativa. O governo acabou, mas a luta continua”, afirmou. Segundo Humberto, agora, é preciso atenção, pois o governo e os parlamentares podem piorar ainda mais o projeto inicial.

“Corre o risco de transformar tudo o que está lá na Câmara, que já é um desastre por natureza, em um monstrengo, em um Frankenstein à imagem e semelhança do governo que o pariu”, disse.

Segundo o parlamentar, a luta da população contra a proposta tem de continuar e o recuo, ocorrido diante da pressão das ruas e de aliados no Congresso Nacional, é o reconhecimento de um governo inepto e de que sua base aliada evaporou, sem qualquer condição de fazer passar a reforma no Legislativo.

“Nós assistimos ontem, com muita satisfação, a esse governo errático assinar o seu atestado de óbito, a sua sentença de condenação, o seu pedido de falência. A reforma de Temer desmoronou e, juntamente com ela, desmorona o próprio governo porque não vai conseguir entregar aos seus patrões rentistas o serviço que prometeu”, comentou.

O governo admitiu mudanças em cinco pontos da reforma, que incluem regras de transição, pagamento do benefício de prestação continuada, da aposentadoria rural, de pensões e de aposentadorias especial de professores e de policiais.

O líder da Oposição avalia que há uma debandada geral da base de Temer, mesmo fartamente alimentada com cargos e verbas públicas. “Os governistas fogem de Temer como o diabo foge da cruz, evitam aparecer ao lado dele, um presidente incompetente e perdido ao qual está associada uma impopularidade sem precedentes”, disparou.

Humberto entende que todos querem dispor das mamatas e das benesses, mas ninguém quer se associar a ele e mais coragem de defendê-lo. Para o senador, os seus apoiadores e maiores entusiastas sumiram, até mesmo no mercado financeiro, “que bancou o golpe para que Temer promovesse os desmontes que tem feito”.
“A desconfiança com ele é total. Os direitos e avanços que esse governo tem destruído ainda não são suficientes para saciar a fome dos rentistas. É preciso mais”, comentou.

Por fim, o parlamentar conclamou todos os brasileiros a seguir pressionando Temer para evitar que ele siga com a sua pauta destrutiva de reformas e, principalmente, para que ele seja imediatamente derrubado e que, com a sua queda, possa renascer a democracia no Brasil, por meio de eleições livres e diretas.

Humberto visita acampamento do MTST no Recife

Segundo Humberto, ele quer acompanhar de perto as negociações do grupo para a construção de casas no terreno de 10 mil metros, onde cerca de 1500 famílias do MTST estão acampadas. Foto: Alessandro Dantas/ Liderança do PT no Senado

Segundo Humberto, ele quer acompanhar de perto as negociações do grupo para a construção de casas no terreno de 10 mil metros, onde cerca de 1500 famílias do MTST estão acampadas. Foto: Alessandro Dantas/ Liderança do PT no Senado

 

O líder da Oposição no Senado, Humberto Costa (PT), visita, hoje, às 19 horas, a ocupação do Movimento dos Trabalhadores Sem Teto (MTST), no bairro do Barro, na Zona Oeste do Recife. O senador quer acompanhar de perto as negociações do grupo para a construção de casas no terreno de 10 mil metros, onde cerca de 1500 famílias do MTST estão acampadas.

Recentemente, integrantes do MTST foram detidos após um protesto dentro da Companhia Estadual de Habitação de Obras (Cehab). Um dos presos foi o advogado do grupo, Caio Moura, que havia sido atingido por bala de borracha atirada pela Polícia. “Foi um episódio lamentável, onde faltou diálogo e os manifestantes foram reprimidos com violência. Não podemos deixar que fatos como esse ocorram novamente. As pessoas estavam ali apenas lutando pelo direito de ter uma moradia digna, para eles e para as suas famílias”, afirmou o senador.

Segundo o coordenador do MTST, Severino Alves, a ideia do convite do movimento ao senador é somar forças em defesa da ocupação. “Estaremos engajados nesta luta e buscando ajudar nas negociações para garantir a construção de casas no local”, afirmou Humberto.

O terreno ocupado pelo MTST é às margens da BR-101, ao lado do terminal do Barro e foi desapropriado na época em que o senador era secretário das Cidades do governo de Eduardo Campos. Parte do terreno foi usado para a construção do Terminal. A outra parte acabou se tornando depósito informal de metralha até ser ocupada pelo movimento.

Humberto critica ação do Estado e pede liberação de integrantes do MTST

Humberto: Desse confronto desproporcional entre policiais armados e civis no exercício da sua liberdade constitucional de manifestação, saíram prisões arbitrárias e feridos somente de um lado: o do MTST. Foto: Alessandro Dantas/Liderança do PT no Senado

Humberto: Desse confronto desproporcional entre policiais armados e civis no exercício da sua liberdade constitucional de manifestação, saíram prisões arbitrárias e feridos somente de um lado: o do MTST. Foto: Alessandro Dantas/Liderança do PT no Senado

 

Crítico da ação policial do Governo do Estado que resultou em 10 detenções de integrantes do Movimento dos Trabalhadores e Trabalhadoras Sem Teto (MTST), além de vários manifestantes feridos, o líder da Oposição no Senado, Humberto Costa (PT-PE), colocou seu gabinete à disposição da entidade para prestar toda a ajuda necessária e tentar viabilizar assistência adequada aos feridos e o fim das prisões consideradas ilegais.

Humberto ouviu do líder do MTST, Guilherme Boulos, que uma caminhada pacífica feita pelo movimento, na tarde dessa terça-feira (21), acabou com forte repressão policial na Companhia Estadual de Habitação e Obras (Cehab), no bairro de Campo Grande, no Recife. Para o senador, esse é um “lamentável caso que entristece e diminui Pernambuco ante o Brasil”.

O parlamentar defendeu o direito constitucional de livre manifestação e considerou como grave a ação da Polícia Militar na repressão armada aos manifestantes. “Desse confronto desproporcional entre policiais armados e civis no exercício da sua liberdade constitucional de manifestação, saíram prisões arbitrárias e feridos somente de um lado: o do MTST. Entre os dez presos, está, inclusive, um advogado ligado aos movimentos sociais”, ressaltou.

O grupo dos sem-teto, que ocupa um terreno do governo no Barro, na Zona Oeste da capital pernambucana, havia agendado uma reunião com o secretário estadual de Habitação, Bruno Lisboa, para tratar da situação das 961 famílias que estão no local. Mas o encontro foi cancelado e, diante disso, o movimento ocupou pacificamente a Cehab. No entanto, segundo relatos dos presentes, os policiais repreenderam o ato com bombas de efeito moral e balas de borracha.

“Num momento em que Pernambuco vive uma grave explosão da violência e a maior onda de insegurança da última década, que aterrorizam sua população, é inaceitável que o efetivo policial do Estado, em vez de resguardar os cidadãos da criminalidade, seja usado para impedir o direito à liberdade de manifestação e suprimir garantias individuais e coletivas, exercidas legitimamente em favor do direito à moradia digna”, avalia Humberto.

Para o senador, esse lamentável episódio ocorreu coincidentemente no mesmo dia em que moradores da mesma Zona Oeste do Recife se viram sitiados por uma guerra urbana sem precedentes, travada sob uma chuva de munição de grosso calibre disparada por uma poderosa quadrilha de bandidos que intimidou o poder do Estado.

Diante do aumento brutal da criminalidade em Pernambuco, o líder da Oposição no Senado diz esperar que o governador do Estado, Paulo Câmara (PSB), priorize a questão a fim de resolver o problema dos detidos arbitrariamente e assuma mais incisivamente o desafio da segurança pública.

Paralelamente, Humberto articula com a oposição no Senado uma ação para reprovar o fato ocorrido em Pernambuco, que repete os métodos reprováveis da PM do governo tucano de São Paulo, especializada em espancar e ferir manifestantes indistintamente, repressão que tomou proporções alarmantes a partir da gestão de Alexandre de Moraes, indicado por Michel Temer ao Supremo Tribunal Federal (STF), como secretário de Segurança Pública do Estado.

Movimentos sociais estão se levantando contra Temer, avisa Humberto

Humberto: Vimos ontem, na pesquisa CNT/MDA, que a aprovação ao governo Temer chegou a apenas 10% e sua rejeição alcança quase 70%. Foto: Pedro França/Agência Senado

Humberto: Vimos ontem, na pesquisa CNT/MDA, que a aprovação ao governo Temer chegou a apenas 10% e sua rejeição alcança quase 70%. Foto: Pedro França/Agência Senado

 

Após se reunir com líderes dos movimentos sociais do campo em Brasília, na manhã desta quinta-feira (16), o líder da oposição no Senado, Humberto Costa (PT-PE), foi à tribuna da Casa para conclamar a população e as entidades a continuarem lutando contra as reformas trabalhista e da Previdência propostas pelo presidente não eleito Michel Temer (PMDB), “que atingem todos os brasileiros de maneira absurda”.

Desde ontem, um levante social pacífico com milhares de pessoas ocupa a Avenida Paulista, em São Paulo, em protesto a Temer pela retirada de direitos sociais. A principal via comercial da capital do estado segue tomada e o principal mote da manifestação é a saída de Temer do poder, para que a economia volte a crescer e a corrupção seja combatida.

“Vimos ontem, na pesquisa CNT/MDA, que a aprovação ao governo Temer chegou a apenas 10% e sua rejeição alcança quase 70%. É um governo sem legitimidade, sem voto, sem respaldo da população e mergulhado em corrupção. Este ano, já demos inícios a um combate sem trégua não só a esse governo incompetente e decrépito, mas também às forças que lhe dão sustentação”, afirmou.

Humberto garantiu que o PT e os partidos de oposição vão estar associados e unidos com os movimentos sociais para impedir a realização das alterações nas leis trabalhistas e previdenciárias propostas pelo Palácio do Planalto. “Seremos, aqui no Congresso Nacional, a voz dos movimentos sociais. Iremos repercutir tudo aquilo que as ruas vão mostrar. Acredito que os brasileiros estão observando com atenção o custo que esse golpe trouxe ao país. Temos de exigir eleições diretas já”, disse.

O senador lembrou que a pesquisa de intenção de votos mostra que o ex-presidente Lula, “mesmo caçado sem trégua pelos grandes veículos de comunicação e por forças políticas rivais”, ganharia as eleições presidenciais de 2018 contra qualquer adversário. O parlamentar também ressaltou que outra pesquisa recente mostra que o povo está com saudade do ex-presidente Lula.

“É de rir olhar essa pesquisa de opinião pública e ver que todos os candidatos tucanos perdem para o deputado fascista Jair Bolsonaro. Vejam onde chegaram Aécio Neves, Geraldo Ackmin e todo o PSDB… Hoje, todos eles juntos não valem mais que um Bolsonaro. Que fim tão triste…”, comentou.

“Estão criminalizando os estudantes e os movimentos sociais”, alerta Humberto Costa

Humberto: O que aconteceu em São Paulo é inaceitável. Invadiram uma escola de formação com mais de 200 pessoas, chegaram atirando e pessoas saíram feridas. Foto: Jefferson Rudy/ Agência Senado

Humberto: O que aconteceu em São Paulo é inaceitável. Invadiram uma escola de formação com mais de 200 pessoas, chegaram atirando e pessoas saíram feridas. Foto: Jefferson Rudy/ Agência Senado

 

 

Após a invasão pela polícia da Escola Florestan Fernandes, do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST), o líder do Senado, Humberto Costa, fez duras críticas ao que chamou de “tentativa de calar as vozes destoantes do governo”. Segundo o parlamentar, a invasão de uma escola de formação e a forma truculenta que a polícia utilizou “acendem um sinal amarelo no País sobre o respeito à liberdade individual e de expressão” e revelam a intenção de setores da política de “criminalizar estudantes e movimentos sociais”.

“O que aconteceu em São Paulo é inaceitável. Invadiram uma escola de formação com mais de 200 pessoas, chegaram atirando e pessoas saíram feridas. Tudo isso sem nenhuma autorização judicial. Essa ação joga uma luz amarela sobre qual o projeto e o tipo de sociedade que queremos construir. Vamos ser o país em que se atira em jovens, se invadem escolas? Ou um País em que a educação, a formação e o respeito às diferenças são fundamentais. Ações como essa remontam a um tempo infeliz da nossa história, a ditadura militar, onde milhares morreram apenas por defender opiniões contrárias ao governo. A esse tempo não podemos voltar jamais”, afirmou o senador.

Humberto ainda cobrou uma resposta das autoridades competentes sobre o episódio. “As autoridades competentes, o Ministério Público, precisam dar uma resposta rápida e tomar as medidas cabíveis para combater esse tipo de ação. Esta não é primeira, mas, sem dúvida, é uma das mais graves ações da polícia contra os movimentos sociais e não pode ser tolerada”, sentenciou o senador.

Na questão agrária, Temer faz país retroceder 50 anos em 5 meses, denuncia Humberto

 

Humberto: a ação mostra o descaso da gestão peemedebista com a questão agrária no país. Foto: Alessandro Dantas/ Liderança do PT no Senado

Humberto: a ação mostra o descaso da gestão peemedebista com a questão agrária no país. Foto: Alessandro Dantas/ Liderança do PT no Senado

 

O governo do presidente Michel Temer (PMDB) decidiu reduzir os recursos para importantes programas federais relativos à questão agrária. Entre os projetos que serão “tesourados” estão o programa Agropecuária Sustentável, que perdeu 33% dos seus recursos e o programa destinado ao reconhecimento de áreas quilombolas, que teve uma redução de 48%.

Segundo o líder do PT no Senado, Humberto Costa, a ação mostra o descaso da gestão peemedebista com a questão agrária no país. “O governo Temer está fazendo o País retroceder 50 anos em cinco meses e coloca à margem, mais uma vez, aqueles que mais precisam. Resolver a questão agrária no país é fundamental para reduzir as desigualdades. Mas Temer dá às costas para o problema e corta recursos de áreas fundamentais, enquanto garante aumento para certas categorias do funcionalismo e verbas milionárias para empresas de comunicação aliadas”, afirmou Humberto.

Pelo orçamento do governo Temer, a Fundação Nacional do Índio (Funai), por exemplo, terá o menor orçamento dos últimos dez anos, pelo menos. O governo peemedebista prometeu para o ano que vem R$ 110 milhões, metade do que a fundação teve em 2007, em valores corrigidos.

Outro projeto importante que terá recursos reduzidos é o Programa de Aquisição de Alimentos, que compra produtos de agricultores familiares para distribuição a pessoas de baixa renda. O programa terá uma redução de 38%, o que levará a um encolhimento de 91,7 mil para 41,3 mil no número de famílias atendidas.

“O governo Temer vem acabando com as políticas públicas importantes. A agricultura é uma das principais responsáveis pela geração de empregos no País. E o que ele faz? Corta recursos dessa área. É uma gestão sem voto e que não tem legitimidade para isso. Mas não vamos recuar. Seguimos na luta, denunciando esses absurdos e conscientizando a população”, afirmou Humberto Costa.

Humberto cumpre agenda intensa no Interior

Para Humberto, a mobilização é fundamental para barrar as propostas do governo Temer e deve se intensificar.  Foto: Assessoria de Imprensa

Para Humberto, a mobilização é fundamental para barrar as propostas do governo Temer e deve se intensificar. Foto: Assessoria de Imprensa

O líder do PT no Senado, Humberto Costa (PE), cumpre, neste fim de semana, no interior do Estado, uma agenda intensa. Em apenas dois dias, o senador vai visitar quatro municípios: Floresta e Custódia, no Sertão, e Vertentes e Surubim, no Agreste. Em todas as cidades, o senador conversará com lideranças e com representantes de movimentos sociais.

“Em um momento em que o governo golpista tenta intensificar os ataques à população, querendo cortar os direitos dos trabalhadores e reduzir investimentos em áreas importantíssimas como saúde e educação, precisamos seguir nas ruas, alertando os pernambucanos, conversando com os eleitores, mostrando os riscos desse governo Temer. O golpe dele é contra a democracia e contra as conquistas sociais”, afirmou.

Segundo o senador, a mobilização é fundamental para barrar as propostas do governo Temer e deve se intensificar. “A gente vê um movimento crescente que não aceita este governo ilegítimo. Temer, sem o crivo das urnas, tenta implantar um programa de arrocho e que suprime os direitos dos trabalhadores. Vamos seguir em luta para garantir que não tenha nenhum direito a menos. Por onde tenho passado, tenho sentido uma mobilização crescente da população contra esse governo que envergonha o Brasil”, afirmou.

Humberto ressalta levante popular em favor da democracia

 Ao lado de Carina Vitral, presidente da UNE, Humberto defendeu as mobilizações sociais em favor da democracia.  Foto: Alessandro Dantas/ Liderança do PT no Senado

Ao lado de Carina Vitral, presidente da UNE, Humberto defendeu as mobilizações sociais em favor da democracia. Foto: Alessandro Dantas/ Liderança do PT no Senado

 

O líder do PT no Senado, Humberto Costa (PE), destacou nesta quarta-feira (12), em discurso na tribuna do plenário, a série de atos organizados por movimentos sociais que começaram a ocorrer no Brasil em favor do Estado Democrático de Direito e contra o risco de retrocesso institucional no país.

Nessa terça-feira, em Brasília, ao lado do ex-presidente Lula, Humberto participou do início a Marcha das Margaridas, a maior manifestação pelos direitos das mulheres em todo o mundo, com mais de 70 mil pessoas. São mulheres que, segundo o parlamentar, inundaram as ruas do centro da capital federal nesta quarta para defender a democracia e lutar por um pauta de reivindicações.

A presidenta Dilma Rousseff, que abre o Palácio do Planalto nesta quinta-feira para um grande ato público com mais de mil representantes de cerca de 50 entidades, decidiu encontrar as camponesas, no Estádio Mané Garrincha, para apresentar as propostas do Governo Federal às campesinas.

“É muito animador notar que o povo brasileiro – e a recente atuação de legítimos e representativos movimentos sociais do país ilustra bem isso – está dando início a um levante em defesa da democracia e contra o golpismo que alguns setores tencionam colocar em curso”, declarou Humberto.
Já na próxima sexta-feira, o presidente Lula voltará a Brasília para realizar um enorme ato em defesa da educação. A ideia é divulgar e explicar ainda mais o Plano Nacional de Educação para que chegue ao conhecimento de todos os brasileiros. Para Humberto, é preciso que os cidadãos se apropriem desse importante programa para o futuro do país, que foi transformado em carro-chefe da segunda gestão de Dilma sob a bandeira da Pátria Educadora.

Por fim, no dia 20, quinta-feira da semana que vem, movimentos sociais em defesa da democracia e contrários ao retrocesso conservador que ameaça o país voltarão às ruas, num grande ato em dezenas de cidades brasileira.

Na avaliação do líder do PT, todas essas movimentações “repudiam as tentações golpistas e propostas ilegais levantadas por setores que querem afundar o Brasil numa crise política”.

O senador afirma que não se espera de quaisquer desses movimentos a defesa de governos, mas que é igualmente inaceitável que qualquer um deles defenda a derrubada de governantes legitimamente eleitos. “Isso seria um atentado ao Estado democrático de Direito, uma quebra da ordem constitucional”, ressaltou.

O parlamentar parabenizou a CUT, a UNE, o MST, a Contag, a Marcha das Margaridas e o Conselho Nacional de Igrejas Cristãs, que, num gesto de responsabilidade e elevada estatura política, segundo ele, estenderam a mão ao diálogo e vão às ruas para defender o Brasil, a democracia brasileira e as históricas conquistas sociais que alcançamos.

Protestos
Humberto também falou sobre o protesto nacional organizado por alguns grupos, sob o patrocínio dos partidos de oposição, contra a presidenta Dilma no próximo domingo. De acordo com o parlamentar, o Governo e o PT estarão atentos para conhecer a sua pauta, suas insatisfações e observar se abandonaram a bandeira da intervenção militar e de saídas que rasgam a Constituição brasileira.

“A legitimidade e a legalidade de suas pautas – afiançadas, repito, por partidos de oposição – merecem o olhar atento de todos os brasileiros porque reedições da Marcha da Família com Deus pela Liberdade, mãe do golpe militar de 64, não podem ter mais espaço entre nós”, declarou.
Ele lembrou que o Sindicato dos Metalúrgicos do ABC e a CUT de São Paulo estarão, no mesmo dia, em vigília na frente do Instituto Lula para não deixar que se esqueça o quanto são caros os valores democráticos no país. Uma bomba de fabricação caseira foi arremessada contra a entidade no fim de julho.