Presidência da República

Para Humberto, discurso de Dilma demonstra sua grande responsabilidade como chefe de Estado

Humberto:A presidenta respeitou o rito da cerimônia, demonstrando mais uma vez a sua grandeza ao lidar com esse assunto.

Humberto:A presidenta respeitou o rito da cerimônia, demonstrando mais uma vez a sua grandeza ao lidar com esse assunto. Foto: Alessandro Dantas/ Liderança do PT no Senado

 

O discurso da presidenta Dilma Rousseff na Assembleia da Organização das Nações Unidas (ONU) demonstrou sua grande responsabilidade como chefe de Estado, na avaliação do líder do Governo, senador Humberto Costa. A presidenta respeitou a agenda da reunião falando amplamente sobre a importância da assinatura do Acordo Paris e ressaltando o compromisso do Brasil no enfrentamento às mudanças climáticas. Para isso, enfatizou a necessidade indispensável de promover o desenvolvimento sustentável. Apenas no final de seu discurso é que a presidenta alertou o mundo para o que acontece nesse momento na política brasileira.

Na breve fala, Dilma disse que “o Brasil é um grande País, com uma sociedade que soube vencer o autoritarismo e construir uma pujante democracia. Nosso povo é um povo trabalhador e com grande apreço pela liberdade. Saberá, não tenho dúvidas, impedir qualquer retrocesso”, afirmou a presidenta. Ela também agradeceu ao apoio que vem recebendo de vários líderes mundiais.

“A presidenta respeitou o rito da cerimônia, demonstrando mais uma vez a sua grandeza ao lidar com esse assunto. Acredito que nas entrevistas e nas outras agendas da viagem, ela fará uma exposição mais direta dessa tentativa de golpe contra democracia brasileira”, destacou Humberto.

O senador ressaltou ainda que o mundo já sabe do golpe em curso no Brasil. “Vemos diariamente nas páginas dos principais jornais dos Estados Unidos, da Europa e da América Latina as diversas críticas ao processo de impeachment sem base legal, que está em andamento no país”, lembrou.

Senado vai respeitar rito legal do impeachment, diz Humberto

Líder do Governo exigiu da oposição respeito aos prazos regimentais.  Foto:  Waldemir Barreto/Agência Senado

Líder do Governo exigiu da oposição respeito aos prazos regimentais. Foto: Waldemir Barreto/Agência Senado

 

O Senado Federal decidiu, nesta terça-feira (19), o rito do processo de impeachment da presidenta Dilma Rousseff, cuja abertura foi aprovada pela Câmara dos Deputados no último domingo. Em reunião com o presidente Renan Calheiros (PMDB-AL) hoje, o líder do Governo na Casa, Humberto Costa (PT-PE), reafirmou que o órgão tem de respeitar o andamento legal do procedimento. “O presidente Renan tem demonstrado a seriedade que o tema exige”, avalia.

Para Humberto, os senadores terão, agora, a chance de se debruçarem sobre esse processo “absolutamente nulo, tendo em conta que não há qualquer crime de responsabilidade cometido pela presidenta da República que justifique o seu impeachment”. Na próxima segunda-feira (25), às 16h, o plenário vai eleger a comissão especial do impeachment.

Hoje, Humberto anunciou, no plenário, que o bloco de apoio ao Governo, composto por PT e PDT, vai indicar os seus membros para a comissão especial do impeachment na próxima sexta-feira (22). O bloco tem direito a quatro vagas de titulares e igual número de suplentes.

“Após a leitura do parecer no plenário do Senado, feita nesta tarde, temos 48 horas, conforme aponta o art. 80 do regimento interno da Casa, para indicarmos os nossos integrantes ao colegiado que vai tratar do impedimento da presidenta. O presidente Renan já avisou que vai respeitar o devido trâmite legal do processo, sem açodamento, como quer irresponsavelmente a oposição”, declarou.

Na reunião com Renan, Humberto e os demais líderes decidiram que a comissão do impeachment obedecerá a proporcionalidade partidária por blocos na escolha dos seus 21 integrantes.

Assim, o PMDB terá direito a ocupar cinco vagas, o bloco parlamentar da oposição (PDSB, DEM e PV) terá quatro vagas, os blocos parlamentar Socialismo e Democracia (PSB, PPS, Rede e PCdoB), Moderador (PR, PTB, PRB, PSC e PTC) e Democracia Progressista (PP e PSD) terão duas vagas cada. Restarão duas vagas a serem compartilhadas entre os blocos. A decisão sobre elas ficará com o plenário.

Após a leitura do parecer da Câmara nesta terça, o Senado abriu prazo de 48 horas para os líderes fazerem as indicações. “O presidente Renan esclareceu que conduzirá todo o processo seguindo, hierarquicamente, a Constituição federal, o Acórdão do STF, a Lei Especial do Impeachment (Lei 1079/1950), o Regimento do Senado Federal e o Rito do Impeachment de 1992”, ressaltou Humberto.

A legislação prevê que os integrantes da comissão do impeachment formarão chapa única e serão eleitos por voto aberto no plenário do Senado. O integrante mais idoso convocará a instalação da comissão e a eleição do presidente e o relator.

Senadores que irão compor a comissão especial do impeachment:

PMDB – 5 vagas (ainda não indicados)

Bloco Parlamentar da Oposição – 4 vagas
Titular: Aloysio Nunes Ferreira (PSDB-SP), Antonio Anastasia (PDSB-MG), Cássio Cunha Lima (PSDB-PB), Ronaldo Caiado (DEM-GO)
Suplentes: Tasso Jereissati (PSDB-CE), Ricardo Ferraço (PSDB-ES), Paulo Bauer (PSDB-SC) e Davi Alcolumbre (DEM-AP).

Bloco de Apoio ao Governo – 4 vagas (ainda não indicados)

Parlamentar Socialismo e Democracia – 2 vagas
Titulares: Romário (PSB-RJ) e Fernando Bezerra Coelho (PSB-PE)
Suplentes: Roberto Rocha (PSB-MA) e Cristovam Buarque (PPS-DF)

Bloco Moderador – 2 vagas
Titulares: Wellington Fagundes (PR-MT) e Zezé Perrela (PTB-MG)
Suplentes: Eduardo Amorim (PSC-SE) e Magno Malta (PR-ES)

Bloco Parlamentar Democracia Progressista – 2 vagas (não indicados)

Duas vagas restantes – serão compartilhadas entre os blocos, em decisão do plenário

Humberto acredita que Dilma vence impeachment no Senado

 

 Líder do Governo foi às ruas pedir que a população siga mobilizada na defesa da democracia. Foto: Victor Soares/ Gabinete senador José Pimentel PT-CE

Líder do Governo foi às ruas pedir que a população siga mobilizada na defesa da democracia. Foto: Victor Soares/ Gabinete senador José Pimentel PT-CE

 

Após reconhecer que a primeira batalha do impeachment foi perdida na Câmara dos Deputados na noite desse domingo (17), o líder do Governo no Senado, Humberto Costa (PT-PE), afirmou que a guerra ainda não está vencida pela oposição e que o processo de impedimento da presidenta Dilma Rousseff será rejeitado no Senado. Segundo ele, o rito da tramitação do procedimento será definido nesta semana pelo presidente da Casa, Renan Calheiros (PMDB-AL), em conjunto com os líderes partidários.

“Sabemos que o Senado é um órgão mais ponderado que a Câmara. Aqui, os assuntos em pauta costumam ser tratados com mais responsabilidade e maior profundidade. Além disso, a nossa base de sustentação é mais sólida e convicta das conquistas que tivemos nos últimos 13 anos. Vamos nos mobilizar para defender a democracia e derrubar esse golpe sujo tramado pela oposição e por setores do empresariado e da imprensa”, declarou.

O senador ressaltou ainda que o presidente Renan já declarou que “não mancharia sua biografia” ao acelerar o processo para afastar Dilma do cargo. “O senador Renan Calheiros assegurou a governistas e opositores que respeitará seu papel institucional e seguirá o rito normal do processo, sem atropelos”, lembra Humberto.

Humberto explica que, ao chegar no Senado, o processo de Dilma será avaliado por uma comissão especial formada por 21 membros, a partir do tamanho das bancadas. O PT, junto com o PDSB, tem o segundo maior número de parlamentares, atrás apenas do PMDB. As siglas deverão fazer as indicações dos senadores para compor o colegiado.

A comissão, que elegerá o seu presidente e indicará o seu relator durante a instalação, vai analisar o relatório. Se aprovado, vai para apreciação do plenário. Nessa fase, os senadores decidirão, por maioria simples, se o processo de impeachment será instaurado. Caso seja aberto, a presidente Dilma será afastada por até 180 dias e o vice-presidente Michel Temer assume. No julgamento, Dilma será cassada se dois terços dos senadores votarem a favor.

Humberto avalia que a presidente lutará contra o golpe que está sofrendo até o fim do processo. “Ainda temos tempo de mostrar para os brasileiros e para o mundo que o que está acontecendo aqui é uma tentativa de golpe travestida de impeachment. Dilma é uma mulher honesta e não responde por nenhum crime”, disse.

O domingo (17) foi de intensa atividade para o líder do Governo em defesa da democracia. O dia começou com reuniões com senadores de partidos aliados ainda pela manhã. Depois, Humberto foi até a Câmara dos Deputados para apoiar os parlamentares contrários ao impeachment e, em seguida, participou da manifestação contrária ao impedimento de Dilma no gramado da Esplanada dos Ministérios. O ato contou com a participação de mais de 26 mil pessoas, segundo a Polícia Militar do Distrito Federal.

Em discurso para os manifestantes, Humberto agradeceu o empenho da militância desde o começo do rito do processo de impedimento da presidenta da Câmara dos Deputados até a reta final. Ele disse que os atos demostraram força ao levar às ruas de todo o Brasil centenas de milhares de pessoas que batalharam pelo respeito à Constituição Federal e contra o avanço do fascismo no país.

“Não podemos sair das ruas agora. Perdemos a primeira batalha, mas a guerra ainda está em curso. Vamos nos manter mobilizados para a luta em defesa dos avanços sociais que este país teve nos últimos 13 anos”, concluiu.

Dilma não roubou e não pode ser afastada por uma gangue de ladrões, diz Humberto citando NYT

Líder do Governo foi à tribuna do Senado para denunciar golpe contra a presidenta. Foto: Edilson Rodrigues/ Agência Senado.

Líder do Governo foi à tribuna do Senado para denunciar golpe contra a presidenta. Foto: Edilson Rodrigues/ Agência Senado.

 

Em um duro discurso na tribuna do Senado, o líder do Governo na Casa, Humberto Costa (PT-PE), atacou o processo de impeachment contra a presidenta Dilma Rousseff que a Câmara dos Deputados decidirá pela abertura no próximo domingo. Citando um artigo contundente do jornal americano New York Times, Humberto afirmou que “Dilma, que não roubou, está ameaçada de ser afastada do cargo onde chegou pelo voto por uma gangue de ladrões”.

O líder do Governo lembrou que o presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), condutor do golpe contra Dilma, é réu no STF e investigado em uma série de denúncias, entre elas as que identificaram mais de 15 contas ilegais no exterior de que ele é titular. Humberto ressaltou que, nesta mesma sexta-feira (15), veio à tona uma delação premiada que aponta Cunha como beneficiário de propina no valor de R$ 52 milhões pagos em 36 parcelas em contas no estrangeiro.

“Essa mulher, que não tem contra ela nenhuma denúncia, nenhum inquérito que a acuse de corrupção, está para ser julgada por aqueles que têm contra si as acusações mais escabrosas que existem”, denunciou Humberto. O líder do Governo ressaltou que o Supremo Tribunal Federal (STF), em julgamento na noite dessa quinta-feira, reconheceu que o relatório da Comissão de Impeachment da Câmara errou ao incluir denúncias contra a presidente que não estavam na petição inicial. Em razão disso, não poderá ser considerado na sessão do domingo.

Para o líder do Governo, o golpe parlamentar – articulado por Eduardo Cunha e pelo vice-presidente Michel Temer – não passará no próximo domingo. “O povo está nas ruas para impedir que isso aconteça e eu tenho certeza que os deputados federais terão a responsabilidade de evitar que que uma atrocidade dessa natureza rompa com a ordem constitucional e o Estado democrático de Direito”, concluiu.

Em vez de vazar áudios, vaze do cargo, avisa Humberto a Michel Temer

Humberto pede que Michel Temer deixe o cargo de vice-presidente da República. Foto: Alessandro Dantas/ Liderança do PT no Senado

Humberto pede que Michel Temer deixe o cargo de vice-presidente da República. Foto: Alessandro Dantas/ Liderança do PT no Senado

 

O líder do Governo no Senado, Humberto Costa (PT-PE), fez, nesta terça-feira (12), um duro discurso de resposta ao vice-presidente da República, Michel Temer (PMDB), em razão do áudio em que o vice aparece fazendo um discurso como se a presidenta Dilma Rousseff tivesse sido derrubada do cargo. De acordo com Humberto, Temer deve deixar o cargo se não se sentir mais contemplado e não tiver mais apreço em seguir onde está.

Para o senador, o áudio de Temer é de uma infâmia inominável e demonstra que o peemedebista é um Conspirador-Geral da República instalado ao lado do Palácio do Planalto, traindo a confiança de uma mulher honrada, que foi sua companheira de chapa por duas vezes.

“Chega de cartas vazadas com tintas de mesquinhez. Chega de áudios vazados com discursos em falsete. Vaze do cargo, se ele não lhe contempla mais, se não tem mais apreço em seguir onde está. Vá às ruas, converse com os brasileiros, conquiste votos e, por meio de eleição, tente entrar legitimamente no Palácio do Planalto”, declarou.

O líder do Governo avalia que a fala de Temer, vazada ontem, escancara a forma absolutamente desleal e mesquinha com que ele vem agindo “nas sombras, tramando a derrubada da chefe do Executivo”. “Temer opera dia e noite para empurrar a presidenta da cadeira que ela conquistou por meio do voto popular”, disparou.

O parlamentar comentou que a rampa do Planalto está lá para ser galgada por qualquer brasileiro. “Mas ela não fica nos fundos do Palácio. Ela fica na frente, exatamente por onde Lula e Dilma subiram, cada um, por duas vezes, graças aos votos da expressiva maioria do povo brasileiro”, observou.

Humberto lamentou a sequência de fatos “dantescos” registrados já no início da semana, incluindo a aprovação do relatório pró-impeachment na comissão da Câmara dos Deputados.

Ele ressaltou que foi uma ironia da História assistir ontem “àquela anomalia jurídica” produzida pelo deputado Jovair Arantes (PTB-GO), que é dentista de formação, ser entregue ao país tendo como fundo o quadro Tiradentes ante o carrasco, uma figura que foi injustamente imolada pela traição de terceiros.

“Esta mesma situação que, agora, querem reproduzir, de forma política, com outra mineira, a presidenta Dilma, às vésperas do mesmo 21 de abril em que o mártir da Inconfidência foi covardemente executado”, afirmou.

O líder do Governo lembrou que o colegiado responsável pela análise do processo de impedimento da presidenta foi montado a dedo pelo “golpista e revanchista” Eduardo Cunha (PMDB-RJ), presidente da Câmara, réu por corrupção no Supremo Tribunal Federal (STF).

“Faz parte de mais um ato de vergonha por parte da Câmara ver que mais da metade dos 38 parlamentares que votou ontem para processar Dilma por um crime que ela não cometeu responde a inquéritos na Justiça, entre eles o próprio relator, Jovair Arantes”, sublinhou. “Dilma não responde a nada nos tribunais”, destacou.
Para o líder do Governo, é vexatório ver o nível a que Cunha e Temer reduziram os seus respectivos cargos, em total desapreço às instituições republicanas e à democracia. “Nenhum dos dois merece as cadeiras em que estão sentados porque as utilizam descaradamente para a satisfação de vontades pessoais e caprichos políticos, ao trabalhar por esse nefasto e grotesco golpe”, disparou. “Mas nós vamos derrubar essa farsa tão logo ele chegue no plenário da Câmara”.

Humberto consegue liberação de R$ 3 milhões para conselhos tutelares em PE

Humberto: esses equipamentos são fundamentais para garantir as condições adequadas de funcionamento dos conselhos para que o trabalho deles seja o mais eficiente e eficaz possível. Foto: Edilson Rodrigues/ Agência Senado.

Humberto: esses equipamentos são fundamentais para garantir as condições adequadas de funcionamento dos conselhos para que o trabalho deles seja o mais eficiente e eficaz possível. Foto: Edilson Rodrigues/ Agência Senado.

 

Defensor das políticas públicas destinadas à melhoria da qualidade de vida das crianças e dos adolescentes brasileiros, o líder do Governo no Senado, Humberto Costa (PT-PE), conseguiu a liberação de R$ 3 milhões, junto à Secretaria de Direitos Humanos (SDH) da Presidência da República, para a construção de três conselhos tutelares e para a distribuição de 20 kits a municípios pernambucanos.

As cidades de São José do Egito, Poção e Serra Talhada, no sertão pernambucano, serão contempladas com a verba solicitada pelo senador para a instalação dos três conselhos tutelares, um em cada município. O projeto de execução da obra é padrão, estabelecido pela SDH, e só requer alguns ajustes a depender da localidade para o seu início – depois da realização do processo licitatório. Cada unidade protetiva deverá custar cerca de R$ 600 mil.

“Os conselhos têm a importante tarefa de zelar pelo cumprimento dos direitos das crianças e dos adolescentes brasileiros. Eles são criados para atuar no enfrentamento à negligência, à violência física, à violência psicológica, à exploração sexual e a outras formas de violações que infelizmente vitimam nossas meninas e meninos”, afirma.

Já os kits, que serão disponibilizados com a verba conquistada pelo parlamentar e incluem automóvel, cinco computadores, uma impressora multifuncional, um refrigerador e um bebedouro, serão destinados aos seguintes municípios: Ribeirão, Primavera, Serrita, Cupira, Quixaba, Granito, Bodocó, Pedra, Iguaraci, São Vicente Ferrer, Tamandaré, Salgueiro, Gameleira, Chã Grande, Toritama, Jurema, Cachoeirinha, Custódia, Itambé e Alagoinha.

De acordo com o senador, esses equipamentos são fundamentais para garantir as condições adequadas de funcionamento dos conselhos para que o trabalho deles seja o mais eficiente e eficaz possível.

A atuação parlamentar de Humberto, que inclui ainda a elaboração de emendas ao Orçamento Geral da União e em favor dos conselhos, tem como objetivo dar uma resposta aos dados preocupantes levantados pela própria SDH, em 2012, no âmbito do Primeiro Cadastro Nacional dos Conselhos Tutelares.

De acordo com a pesquisa, 41% dos conselhos não têm sedes exclusivas; 44% não possuem veículo motorizado próprio; 25% não têm telefone e 37% não têm celular de plantão. “Temos que mudar essa realidade. O governo da presidenta Dilma já fez muito por nossos jovens e trabalha incansavelmente para reverter essa situação”, ressalta.
Municípios pernambucanos que serão contemplados com a construção de conselhos tutelares:

São José do Egito
Poção
Serra Talhada

Municípios pernambucanos que serão contemplados com kits:

Ribeirão
Primavera
Serrita
Cupira
Quixaba
Granito
Bodocó
Pedra
Iguaracy
São Vicente Ferrer
Tamandaré
Salgueiro
Gameleira
Chã Grande
Toritama
Jurema
Cachoeirinha
Custódia
Itambé
Alagoinha

Parecer anti-Dilma é peça política para tomar de assalto o Planalto, diz Humberto

Humberto critica relatório que acata pedido de impeachment de Dilma. Foto: Alessandro Dantas/ Liderança do PT no Senado

Humberto critica relatório que acata pedido de impeachment de Dilma. Foto: Alessandro Dantas/ Liderança do PT no Senado

 

O líder do Governo no Senado, Humberto Costa (PT-PE), criticou nesta quarta-feira (6) o parecer feito pelo deputado Jovair Arantes (PTB-GO), relator na comissão especial da Câmara, que acata o pedido de impeachment da presidenta Dilma Rousseff.

Para o senador, o relatório, que será votado pelo colegiado na próxima semana, é baseado em critérios aparentemente técnicos para somente tentar apagar os rastros da “vendeta política que verdadeiramente o motivam”. “Essa peça política é baseada em crime de responsabilidade que não houve. Nada mais é do que uma escancarada manobra para tomar de assalto a Presidência da República”, afirmou.

O parlamentar lembrou que o deputado Jovair deve a sua posição de relator, bem como outros favores, ao presidente Eduardo Cunha (PMDB-RJ), “cuja ficha corrida todos conhecem sobejamente, assim como também sabem sobre as razões de vingança por ele utilizadas para tentar derrubar a presidenta”.

Segundo Humberto, o parecer é uma aberração jurídica, uma violência à Constituição Federal e aos princípios básicos do Direito e do Estado democrático, pois imputa a uma governante legitimamente eleita um crime de responsabilidade que ela não cometeu “porque, de fato, não houve”. “É algo que nenhum cidadão pode imaginar numa democracia: ser levado a um tribunal e julgado por algo que não fez”, comentou.

Humberto ressaltou que os dois pontos que sustentam o pedido com o crime de responsabilidade a partir das chamadas pedaladas fiscais e da liberação de créditos suplementares – sem que houvesse autorização prévia do Congresso Nacional – já foram fartamente questionados, inclusive por muitos juristas.

Ele ressaltou que o Tribunal de Contas da União (TCU), que pediu a reprovação das contas da Presidência da República, nunca se importou com esse fato até o ano passado, pois é público e notório que os mesmos atos foram praticados durante a gestão de Fernando Henrique Cardoso e do próprio presidente Lula.

“Além disso, o TCU fez isso, também, na aparente ignorância de que 17 governadores de Estado incorreram nas mesmas práticas de que Dilma é acusada – entre eles o de São Paulo, Geraldo Alckmin, do PSDB – sem que ninguém os moleste por isso”, disse.
O parlamentar avalia que isso só reforça a impressão de que há dois pesos e duas medidas com a finalidade única de oferecer elementos para subsidiar uma articulação política golpista e mesquinha, cujo alvo é a presidenta da República.

O líder do governo também registrou que Cunha, réu no STF e com 15 contas ilegais no exterior, se recusou a instalar uma comissão para avaliar o impeachment do vice-presidente da República, Michel Temer, acusado de ter cometido os “mesmos crimes” que Dilma. “É uma desmoralização completa para o Congresso Nacional ter um sujeito daquela estatura ética comandando um processo de impeachment”, disparou.

Por fim, o senador assegurou que o Governo está trabalhando com os aliados, dialogando e repactuando a base parlamentar para derrubar essa “monstruosidade jurídica” já na comissão especial do impeachment. “Depois, venceremos, também, no plenário da Câmara. Não seremos intimidados por muitos delinquentes que, hoje, estão no papel de julgadores de uma mulher honesta como a presidenta Dilma”, concluiu.

Líder do Governo, Humberto rechaça ideias de eleições antecipadas para presidente

Congresso não tem legitimidade para propor eleições sem que também seja renovado, afirma Humberto. Foto: Alessandro Dantas/ Liderança do PT no Senado

Congresso não tem legitimidade para propor eleições sem que também seja renovado, afirma Humberto. Foto: Alessandro Dantas/ Liderança do PT no Senado

 

 

O líder do Governo no Senado, Humberto Costa (PT-PE), declarou nesta terça-feira (5), na tribuna do plenário da Casa, que rechaça completamente a ideia de convocar eleições antecipadas para presidente da República. De acordo com Humberto, a proposta, encampada por integrantes do PMDB, demonstra que até mesmo os peemedebistas enxergam que o vice-presidente da República, Michel Temer, não teria qualquer condição de assumir o cargo, caso o golpe do impeachment derrubasse a presidenta Dilma Rousseff (PT).

“Ela só sairá do cargo de presidenta da República ao fim do seu mandato, em 2018. Não iremos abreviar, de maneira nenhuma, um mandato legitimamente conferido por mais de 54 milhões de brasileiros”, ressaltou o líder do Governo. Humberto ironizou o fato de que a proposta de eleição seja apenas para o cargo de presidente. “E este Congresso Nacional, que passa por uma crise de legitimidade política muito mais aguda que a de Dilma? Ele continua? Isso não existe. Se fosse pra ver eleição, tinha que ser geral: de presidente da República a governador, passando por deputados, senadores, prefeitos e vereadores. Mas essa não é uma hipótese abrigada pela Constituição e, por isso, não pode ser acolhida por nós.”

“Não deixa de ser interessante observar essa abordagem porque, de maneira muito clara, é um reconhecimento de que a sucessão da presidenta Dilma – que foi eleita pela maioria dos brasileiros – só será legítima se for feita por meio do voto, e não por atalhos ilegais, como esse processo torto de impeachment”, disse.

De acordo com Humberto, não há saída política fora do que prega a Constituição Federal, ainda que queiram “perverter um instrumento constitucional como o impeachment para que ele se adapte aos interesses pessoais e aos caprichos de alguns”.

O líder do Governo destacou a defesa feita pelo advogado-geral da União, ministro José Eduardo Cardozo, na comissão do impeachment da Câmara nessa segunda-feira. Para ele, Cardozo teve a oportunidade de desmontar de forma técnica, ponto a ponto, “esse grosseiro processo” aberto contra Dilma e de mostrar, sob o viés político, o quanto esse impeachment está maculado pelo jogo sujo e pelo sentimento de vingança do presidente daquela Casa, Eduardo Cunha (PMDB-RJ).

“Eu creio que, a cada dia, cresce nas cidadãs e nos cidadãos brasileiros o sentimento de que esse é um processo absolutamente infundado, comandado por um réu, que quer abrir caminho para um governo ilegítimo, aplicando um castigo sem crime a uma mulher honesta como a presidenta Dilma”, comentou.

O congressista acredita que essa “aberração democrática” na Câmara será definitivamente sepultada com a recomposição da base parlamentar e da base social. “A partir daí, daremos início a um novo ciclo político, de diálogo aberto e aprofundado com todos os setores comprometidos com a estabilidade democrática para adotarmos uma agenda política que dê representatividade a esse conjunto de forças”, observou.

Para Humberto, proposta de novas eleições é sinal de que impeachment perdeu força

Para Humberto, a proposta de eleições gerais “é meia sola” e não atende as demandas da população.  Foto: Agência Senado

Para Humberto, a proposta de eleições gerais “é meia sola” e não atende as demandas da população. Foto: Agência Senado

 
O líder do Governo no Senado, Humberto Costa (PT-PE), acredita que o recente debate sobre a possibilidade de novas eleições no Brasil demonstra que a tese do impeachment “está perdendo força”. “O que a gente vê é que dentro do próprio PMDB já tem gente que tem como certa a ideia que dificilmente Michel Temer conseguiria governar o Brasil após o processo de impedimento, marcado por tantas ilegalidades”, disse o senador.

Para Humberto, a proposta de eleições gerais “é meia sola” e não atende as demandas da população. “O que nós temos que nos agarrar é com a legalidade, a constituição e a democracia. Tivemos eleição em 2014 e a presidente foi eleita com maioria, então ela deve governar até o ultimo dia do seu mandato”, afirmou o parlamentar.

Humberto disse ainda que, após derrotar o impeachment, o governo deve fazer “uma grande convocação ao povo brasileiro, aos trabalhadores, aos empresários, à juventude, às mulheres para a gente discutir um pacto nacional até 2018, adotando uma série de medidas para recuperar a economia e melhorar a situação do Brasil”.

Segundo o senador, a presidente Dilma tem todas as condições de reconstruir a base política, após a votação do impedimento. “Passado o impeachment, tudo muda. Nós vamos ter que reconstruir nossa base de sustentação. Nós estamos apostando fortemente na presença do ex-presidente Lula no governo como um fator de estabilização, de credibilidade para que o governo possa dar passos diferentes e tirar o Brasil da crise”, afirmou o senador.

Para Humberto Costa, matéria da IstoÉ contra Dilma é criminosa

Segundo o senador, há setores da oposição e uma parte da mídia que tentam “jogar contra o Brasil” e não medem esforços para isso. Foto: Alessandro Dantas/ Liderança do PT no Senado

Segundo o senador, há setores da oposição e uma parte da mídia que tentam “jogar contra o Brasil” e não medem esforços para isso. Foto: Alessandro Dantas/ Liderança do PT no Senado

 

O líder do Governo no Senado, Humberto Costa (PT-PE), defendeu abertura de inquérito para apurar crime de ofensa praticado pela revista IstoÉ contra a honra da presidenta da República, Dilma Rousseff (PT). Na edição desta semana, a revista publicou reportagem de capa sugerindo que a presidente “estaria fora de si” por conta da crise política no Brasil.

“O que nós vemos é uma tentativa mentirosa e machista de tentar convencer a população de que a presidenta Dilma não tem controle emocional para administrar a crise politica. Já passamos por várias crises no Brasil, mas nunca um presidente sofreu com tantas ofensas e calúnias. A revista usa subterfúgios e faz acusações levianas para ferir a mulher e a presidente da República, Dilma Rousseff (PT). Esse tipo de postura tem que ser combatida”, disse o senador Humberto Costa.

Segundo o senador, há setores da oposição e uma parte da mídia que tentam “jogar contra o Brasil” e não medem esforços para isso. “Tem uma torcida que não se preocupa mais em jogar limpo. O que eles querem a qualquer custo é acabar o campeonato, invadir o campo, mesmo que isso signifique prejudicar o país. Mas isso não vai acontecer. A mobilização nas ruas é crescente em defesa da democracia e da Constituição. E o Governo, apesar de todo esse jogo sujo, tem trabalhado muito e vai conseguir driblar a crise”, afirmou.

No sábado, a Advocacia-Geral da União (AGU) anunciou que irá acionar o Ministério da Justiça para apurar as ofensas e vai pedir direito de resposta junto ao Poder Judiciário, para garantir à presidenta “o mesmo espaço destinado pela revista à difusão de informações inverídicas e acusações levianas”.

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