Presidência da República

Para Humberto Costa, matéria da IstoÉ contra Dilma é criminosa

Segundo o senador, há setores da oposição e uma parte da mídia que tentam “jogar contra o Brasil” e não medem esforços para isso. Foto: Alessandro Dantas/ Liderança do PT no Senado

Segundo o senador, há setores da oposição e uma parte da mídia que tentam “jogar contra o Brasil” e não medem esforços para isso. Foto: Alessandro Dantas/ Liderança do PT no Senado

 

O líder do Governo no Senado, Humberto Costa (PT-PE), defendeu abertura de inquérito para apurar crime de ofensa praticado pela revista IstoÉ contra a honra da presidenta da República, Dilma Rousseff (PT). Na edição desta semana, a revista publicou reportagem de capa sugerindo que a presidente “estaria fora de si” por conta da crise política no Brasil.

“O que nós vemos é uma tentativa mentirosa e machista de tentar convencer a população de que a presidenta Dilma não tem controle emocional para administrar a crise politica. Já passamos por várias crises no Brasil, mas nunca um presidente sofreu com tantas ofensas e calúnias. A revista usa subterfúgios e faz acusações levianas para ferir a mulher e a presidente da República, Dilma Rousseff (PT). Esse tipo de postura tem que ser combatida”, disse o senador Humberto Costa.

Segundo o senador, há setores da oposição e uma parte da mídia que tentam “jogar contra o Brasil” e não medem esforços para isso. “Tem uma torcida que não se preocupa mais em jogar limpo. O que eles querem a qualquer custo é acabar o campeonato, invadir o campo, mesmo que isso signifique prejudicar o país. Mas isso não vai acontecer. A mobilização nas ruas é crescente em defesa da democracia e da Constituição. E o Governo, apesar de todo esse jogo sujo, tem trabalhado muito e vai conseguir driblar a crise”, afirmou.

No sábado, a Advocacia-Geral da União (AGU) anunciou que irá acionar o Ministério da Justiça para apurar as ofensas e vai pedir direito de resposta junto ao Poder Judiciário, para garantir à presidenta “o mesmo espaço destinado pela revista à difusão de informações inverídicas e acusações levianas”.

Dilma deve dialogar com esquerda e juventude, propõe Humberto

Líder do Governo afirma que, vencida a batalha do impeachment, Dilma vai aprofundar conversas com movimentos sociais. Foto: Alessandro Dantas/ Liderança do PT no Senado

Líder do Governo afirma que, vencida a batalha do impeachment, Dilma vai aprofundar conversas com movimentos sociais. Foto: Alessandro Dantas/ Liderança do PT no Senado

 

 

Percebendo o crescente movimento contra o impeachment entre os vários setores da sociedade e, principalmente, nas ruas do país inteiro, o líder do Governo no Senado, Humberto Costa (PT-PE), declarou nesta segunda-feira (4) que a presidenta Dilma Rousseff vai fazer um amplo chamamento ao diálogo com os movimentos sociais, a juventude e as mulheres brasileiras depois que o processo na Câmara dos Deputados for arquivado.

Humberto avalia que, se o povo permanecer unido na luta contra o que ele chama de “golpe contra a democracia” tramado pela oposição e setores do empresariado e da grande imprensa, o impedimento da presidenta não passará na Câmara dos Deputados.

“Temos de ter coragem e perseverança para continuarmos na luta. A presidenta tem plena consciência de que, depois de todo esse processo, deve fazer amplo chamamento ao diálogo, incluindo a classe média e os empresários. Vamos apresentar uma proposta mínima de ações para fazer o Brasil crescer e gerar empregos, sem perseguir ninguém. O objetivo é tentar trazer todos, sem exceção, para esse diálogo”, afirmou.

O senador ressaltou a importância da participação do ex-presidente Lula para ajudar o Governo da presidenta Dilma a retomar completamente as conversas e o apoio das bases sociais e no Legislativo – a partir de bastante diálogo e propostas concretas a fim de se alterar o rumo das políticas.

“As mudanças serão feitas com a liderança dessas duas grandes figuras da política brasileira. Temos condições de superar esse impasse cumprindo a lei, respeitando a democracia e seguindo a Constituição Federal. Tenho certeza que o Brasil vai retomar o seu rumo de crescimento”, disse.

No discurso, o parlamentar também contestou a ideia aventada por parte da oposição e setores da imprensa da renúncia de Dilma. Segundo ele, a sociedade já reconhece que nem o impedimento nem a renúncia da presidenta resolveriam os problemas do país.

“O impeachment subiu no telhado. Dificilmente vai se consolidar. Ora, por que insistem agora que uma presidenta eleita democraticamente renuncie junto com o vice para termos eleições gerais? Defendem que o Governo não tem mais condições de governar, que não tem legitimidade. E existe legitimidade para esse Congresso Nacional aqui? Existe respeitabilidade para a Câmara?”, questionou.

Humberto acredita ser impossível que haja eleições para presidente da República e vice sem a mudança da atual legislatura do Congresso Nacional. “Como é possível isso existir? A ideia da eleição é falha. Teríamos que ter, então, eleição geral”, comentou.

O líder do Governo também falou sobre o clima político hostil contra a presidenta. Nesta segunda-feira mesmo, a fachada do prédio onde a presidenta tem apartamento em Porto Alegre amanheceu pichada com mensagens ofensivas.

Segundo ele, nem Jesus Cristo governaria com essa agressividade, essa campanha de parte da mídia e com o boicote de agentes econômicos a ações do Governo. “Ninguém consegue governar com o clima que existe no país. Na verdade, a saída para a crise é os derrotados e contrários à política do Governo deixar a presidenta governar”, afirmou.

Contra o golpe, líder do governo defende mobilização permanente

Humberto: É uma ação da população que sabe como é grave atacar o estado democrático de direito. Foto: Assessoria de Imprensa

Humberto: É uma ação da população que sabe como é grave atacar o estado democrático de direito. Foto: Assessoria de Imprensa

 

A exemplo do que ocorreu por todo o País, uma multidão tomou as ruas do Recife e de várias cidades do Interior do Estado em defesa da democracia. Os atos reuniram diversas categorias, movimentos sociais, estudantes e a sociedade civil. No Recife, segundo os organizadores, o ato reuniu cerca de 90 mil pessoas. No evento, jornalistas, advogados e artistas visuais e entidades ligadas ao teatro divulgaram manifestos contra a tentativa de impeachment da presidente Dilma Rousseff (PT).

Segundo o líder do governo no Senado, Humberto Costa (PT), que participou das manifestações em Brasília, a mobilização precisa ser permanente. Está em jogo, segundo Humberto, o futuro da democracia no Brasil.

“Tivemos um grande ato no dia 18, cerca de 15 dias depois estamos ocupando as ruas novamente para dizer que defendemos a democracia e que esta não é uma ação de partido A ou partido B. É uma ação da população que sabe como é grave atacar o estado democrático de direito. As pessoas estão se mobilizando para dizer que não querem voltar ao passado”, disse Humberto.

No ato do Recife, faixas e cartazes criticavam a tentativa de golpe e defendiam a saída do atual presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha, que está sendo investigado por denúncias de corrupção. Grupos culturais, maracatus e até o bloco carnavalesco Acho é Pouco participaram do ato.

Além da capital pernambucana, ocorreram atos em Floresta, Tabira, Serra Talhada, Caruaru, Floresta, Petrolina, Garanhuns, Passira, Ouricuri, entre outros municípios.

Na maior passeata pró-Dilma em Brasília, Humberto faz defesa inflamada do Governo

Humberto participa de ato em defesa da democracia ao lado do povo. Foto: Assessoria de Comunicação

Humberto participa de ato em defesa da democracia ao lado do povo. Foto: Assessoria de Comunicação

 

Ao lado de mais de 200 mil pessoas, de acordo com os organizadores, o líder do Governo no Senado, Humberto Costa (PT-PE), foi para a rua nesta quinta-feira (31) em Brasília para defender a democracia e criticar o golpe planejado contra a presidenta Dilma Rousseff. As manifestações pró-Dilma ocorreram em todo o país e em cidades do exterior, como Londres e Berlim.

Em Brasília, o parlamentar caminhou junto com a população pela Esplanada dos Ministérios e parou em frente ao Congresso Nacional, já no começo da noite, onde um trio elétrico animava os presentes. De lá, discursou.
“A verdade dói. Eles não querem que falemos que é golpe. Mas sim, é um golpe contra o povo, a democracia e a Constituição. A nossa Carta Magna prevê o impedimento da presidenta, mas para que isso ocorra é preciso crime de responsabilidade”, afirmou.

“Dilma roubou? Não! Dilma pegou propina? Não! Dilma desviou dinheiro público? Não! Então a presidenta não cometeu nenhum crime”, complementou. Lasers foram usados no ato para iluminar a fachada do prédio do Legislativo brasileiro com a frase “Fora Cunha”. O presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), é réu em processo no Supremo Tribunal Federal por corrupção e lavagem de dinheiro.
Os manifestantes lembraram ainda a data história de hoje: aniversário de 52 anos do Golpe Militar de 1964, que deixou o país sob ditadura por mais de duas décadas. “Foram 24 anos que levaram o nosso povo ao sofrimento, tortura e falta de liberdade. Hoje, 52 anos depois, neste 31 de março de 2016, o povo brasileiro está na rua para enterrar essa tentativa de golpe que eles querem fazer agora”, disse.
Para o congressista, de professores a estudantes, de organizações sindicais a artistas, de juristas a religiosos, cresce no país e fora dele uma frente suprapartidária em defesa da democracia e contra o golpe.

Segundo o parlamentar, aprovando ou não a política do Governo, quem defende o Estado de Direito tem lado e ido às ruas contra o ódio, a intolerância e o desrespeito à decisão nas urnas que reelegeu a primeira mulher presidenta.
“Nossa festa é de um Brasil alegre, de todas as cores, de todos os credos, de todos os brasileiros. Isso é para mostrar a todos os deputados e senadores que ainda têm dúvida sobre o impeachment que estamos vivos no debate em defesa da nossa Constituição”, disse.

O senador ressaltou que as manifestações pró-governo em todo o Brasil mostram, mais uma vez, a força do movimento. “Viemos para as ruas com a bandeira do Brasil para mostrar que o símbolo nacional não é de propriedade de meia dúzia. A bandeira é do povo brasileiro”, lembrou. “Vamos ocupar as ruas e defender os direitos do cidadão brasileiro. Vocês podem ter certeza que não adianta o Michel Temer, o Aécio, o Cunha e a Globo, porque vamos impedir esse golpe”, disparou.

Atos pelo país
Os atos em favor do mandato da presidenta ocorreram em todo o país. Em São Paulo, mais de 30 mil pessoas foram até a praça da Sé protestar contra o golpe que a oposição e setores do empresariado e da grande imprensa planejam. A mesma quantidade de público foi para a rua em Porto Alegre e Belo Horizonte.

No Recife, mais de 40 mil pessoas se concentraram na Praça do Derby, segundo os organizadores, e saíram em caminhada por uma das vias da avenida Conde da Boa Vista. Bonecos gigantes de Lula e de Dilma foram usados na mobilização. “O grito principal pelos quatro cantos do país é só um: não vai ter golpe! Vai ter luta!”, declarou Humberto.

Governo dá início à recomposição da base, diz Humberto

ara o líder do Governo, Planalto vai repactuar a administração federal com novos aliados. Foto: Alessandro Dantas/ Liderança do PT no Senado.

ara o líder do Governo, Planalto vai repactuar a administração federal com novos aliados. Foto: Alessandro Dantas/ Liderança do PT no Senado.

Um dia depois do PMDB anunciar o rompimento com a administração da presidenta Dilma Rousseff, o líder do Governo do Senado, Humberto Costa (PT-PE), declarou que, agora, o Palácio do Planalto tem a oportunidade de repactuar os apoios e recompor a base “com partidos verdadeiramente comprometidos com a governabilidade, com a democracia e com o futuro do Brasil”.

Em discurso na tribuna do Senado nesta quarta-feira (30), o parlamentar garantiu que a saída do PMDB da base em nada esmorece o ânimo do Governo em seguir na defesa da legalidade e na recomposição de sua base parlamentar. “Tanto melhor que o joio tenha tomado a iniciativa de se separar do trigo”, registrou.

Ele disse que não haverá mais diálogo com “os que se encastelaram na estrutura orgânica do partido”, mas que o Governo vai buscar ampliar as conversas com “os que se recusam a ingressar nessa quartelada civil empreendida pela oposição, grandes meios de comunicação do Brasil e por parte do comando do PMDB”. “Faremos esse diálogo seletivo”, pontuou.

Segundo Humberto, o Governo vai manter diálogo aberto com os vários integrantes do PMDB que, mesmo críticos ao governo e propondo correção de rumos urgentes, “guardam responsabilidade com o país e com a manutenção da ordem democrática, ideais pelos quais o PMDB tanto lutou”. Entre esses integrantes, citou o senador, inserem-se os ministros do partido que decidiram permanecer na Esplanada.

Para Humberto, o caminho para o Governo a partir deste momento é adotar propostas para seguir novos rumos que deem mais representatividade ao conjunto dos aliados.

“Felizmente, o cenário de hoje nos mostra ainda mais distantes do projeto que representava o chamado ‘Uma ponte para o futuro’, elaborado pela cúpula do PMDB, que pretendia reinstaurar o neoliberalismo no Brasil”, afirmou.

Segundo ele, se o plano fosse implantado, iria permitir, por exemplo, que as convenções coletivas de trabalho prevalecessem sobre as normas legais. “Ou seja, seria a destruição da CLT, o retrocesso da aplicação do acordado sobre o legislado”, ressaltou.

O líder do Governo declarou ainda que o Palácio do Planalto espera, ansiosamente, que aqueles parlamentares de discursos tão inflamados e extremamente determinados a abandonar o Governo, especialmente na Câmara dos Deputados, passem lá, agora, para devolver os quase 600 cargos de que dispõem na estrutura federal, em coerência com a proposta de não contribuir mais com a administração federal.

“Se não o fizerem, certamente o governo será obrigado a fazê-lo. Porque quem renuncia a um governo por discordar dele, renuncia aos cargos que nele ocupa. É uma premissa básica, que o vice-presidente da República deveria levar seriamente em conta”, criticou.

De acordo com Humberto, o que o Governo precisa é de novas ideias e de trabalho em favor da população, motivo pelo qual o PT tanto lutou para chegar à Presidência da República.

“Chegamos pelo voto da maioria dos brasileiros por quatro vezes seguidas, diferentemente dos que ambicionam uma entrada pelas portas laterais para usar o cargo mais alto do país em proveito próprio e pela criação de uma República que o Brasil não deseja mais vivenciar”, concluiu.

Governo Temer/PSDB destruiria programas sociais, alerta Humberto

Humberto alerta que programas como Minha Casa Minha Vida e Bolsa Família seriam desmantelados. Foto: Alessandro Dantas/ Liderança do PT no Senado.

Humberto alerta que programas como Minha Casa Minha Vida e Bolsa Família seriam desmantelados. Foto: Alessandro Dantas/ Liderança do PT no Senado.

O líder do Governo no Senado, Humberto Costa (PT-PE), declarou nesta terça-feira (29) que um eventual governo de Michel Temer (PMDB), em parceria com a oposição, especialmente o PSDB – caso a presidenta Dilma Rousseff (PT) seja destituída por um golpe – destruiria todas as políticas públicas implantadas ao longo da última década.

Para o senador, programas como o Minha Casa Minha Vida, o Bolsa Família e o Brasil sem Miséria – que salvaram mais de 36 milhões de brasileiros da extrema pobreza, elevaram mais de 42 milhões à classe média, tiraram o Brasil do mapa da fome e deram a milhões de brasileiros a oportunidade de ter uma casa própria – serão desmantelados por um “acordão” para tirar o PT do poder e aplicar ao Brasil um programa neoliberal que porá em risco todas as conquistas alcançadas.

“O documento intitulado ‘Uma ponte para o futuro’ – que o vice-presidente Michel Temer toma como programa de um governo que sonha comandar… e vai continuar sonhando – é um negócio que parece obra da vilania do PSDB, se é que já não tem tinta dos tucanos nesse petardo contra a população”, afirmou. Humberto analisou o plano, ponto a ponto, e chegou à conclusão que vários pilares das políticas instituídas na última década poderão ser derrubados e milhões de brasileiros, prejudicados.

De acordo com o líder do Governo, o documento acaba com a sustentação da política industrial brasileira, o que levaria ao fechamento em massa de indústrias no país; destrói o financiamento habitacional de programas como o Minha Casa, Minha Vida, que deu a milhões de brasileiros o direito de ter um imóvel próprio e reduziu o déficit habitacional do Brasil em mais de 10%; e produz um desemprego devastador na indústria da construção civil.

Além disso, segundo Humberto, o plano privatiza o ensino médio, esvaziando as escolas públicas em favor das instituições privadas; desmantela o Pronatec, que já profissionalizou mais de 9 milhões de jovens em todo o país; limita as concessões de empréstimos estudantis pelo FIES, deixando milhões de jovens sem acesso às universidades; e propõe que o SUS, o Sistema Único de Saúde, passe a ser pago pelos brasileiros.

“Para encerrar aqui esse saco de maldades que os golpistas estão ávidos para implantar no Brasil – esse documento quer ainda reduzir o número de pessoas inscritas em programas sociais fundamentais, como o Bolsa Família, cortando os benefícios hoje destinados a garantir o sustento de milhões de brasileiros”, acusou Humberto.

O congressista avalia que, em suma, o “Ponte para o Futuro” é, na verdade, o “De Volta para o Passado”, obra de terror para que o Brasil seja devolvido à década de 90. “Felizmente, não será adotado. Ficará como uma peça menor para o acervo do Museu do Golpe que Não Houve, uma instituição com muitos patronos e curadores frustrados”, criticou.

O líder do Governo fez questão de chamar a atenção de que todas essas “tenebrosas transações, que passam ainda por salvar Eduardo Cunha e tentar enterrar a Operação Lava Jato, vêm sendo arquitetadas à revelia do povo brasileiro”.

“A população jamais seria chamada a participar dessa festa porque esse golpe é um convescote que vem sendo armado apenas para a confraternização do andar de cima”, comentou.

No fim do discurso, na tribuna do Senado, Humberto declarou que o Palácio do Planalto deve ser ocupado por quem tem voto e entrou lá pela porta da frente, como no caso de Dilma, e não onde se põe um boneco para ser operado remotamente por ventríloquos interesseiros. “A faixa presidencial é algo sério demais para servir de adorno ao peito de golpistas”, concluiu.

Humberto diz que governo tem votos para barrar impeachment

Humberto acredita que, mesmo com rompimento formal do PMDB, o Governo consegue os votos necessários. Foto: Alessandro Dantas/ Liderança do PT no Senado

Humberto acredita que, mesmo com rompimento formal do PMDB, o Governo consegue os votos necessários. Foto: Alessandro Dantas/ Liderança do PT no Senado

 

O líder do Governo no Senado, Humberto Costa (PT-PE), avalia que a presidente Dilma Rousseff (PT) tem votos suficientes para impedir o impeachment, mesmo com uma possível saída do PMDB da base. Segundo o parlamentar, o Governo deve recompor a base com parlamentares peemedebistas que não concordam com a decisão do partido, bem como com as demais legendas aliadas.

“Se tivermos uma perda de integrantes do PMDB no Congresso, nós vamos trabalhar com aqueles que ainda nos apoiam e com os partidos que são fiéis. Vamos convocá-los à ação de governar e vamos, sem dúvida, recompor essas forças para o enfrentamento do impeachment”, avaliou o senador, durante entrevista, nesta terça-feira (29), à Rádio CBN Recife.

Humberto disse ainda que as articulações devem também ser feitas diretamente com parlamentares e governadores e devem contar com o apoio do ex-presidente Lula. “Vamos ter que trabalhar levando em consideração os partidos e outros fatores que interferem na correlação de forças no Congresso Nacional. Vamos conversar com os parlamentares individualmente com os governadores de Estado e com vários outros atores que terão influência na decisão final”, afirmou o líder governista.

O senador voltou a criticar setores do PMDB que vêm defendendo o rompimento com o Governo Dilma. “O PMDB sempre se caracterizou por ser um partido vinculado à democracia e à liberdade. Mas pode estar comentado um suicídio político e queimando a sua biografia apoiando um movimento que é claramente golpista”, disse.

Humberto Costa fez ainda um chamamento às ruas e disse que a população não “aceitará calada o golpe”. No próximo dia 31, diversas manifestações estão sendo organizadas em todo o país. No Recife, o ato acontece a partir das 15 horas, na Praça do Derby, e deve percorrer as principais ruas do Centro do Recife.

Humberto diz que governo tem votos para barrar impeachment
O líder do Governo no Senado, Humberto Costa (PT-PE), avalia que a presidente Dilma Rousseff (PT) tem votos suficientes para impedir o impeachment, mesmo com uma possível saída do PMDB da base. Segundo o parlamentar, o Governo deve recompor a base com parlamentares peemedebistas que não concordam com a decisão do partido, bem como com as demais legendas aliadas.
“Se tivermos uma perda de integrantes do PMDB no Congresso, nós vamos trabalhar com aqueles que ainda nos apoiam e com os partidos que são fiéis. Vamos convocá-los à ação de governar e vamos, sem dúvida, recompor essas forças para o enfrentamento do impeachment”, avaliou o senador, durante entrevista, nesta terça-feira (29), à Rádio CBN Recife.
Humberto disse ainda que as articulações devem também ser feitas diretamente com parlamentares e governadores e devem contar com o apoio do ex-presidente Lula. “Vamos ter que trabalhar levando em consideração os partidos e outros fatores que interferem na correlação de forças no Congresso Nacional. Vamos conversar com os parlamentares individualmente com os governadores de Estado e com vários outros atores que terão influência na decisão final”, afirmou o líder governista.
O senador voltou a criticar setores do PMDB que vêm defendendo o rompimento com o Governo Dilma. “O PMDB sempre se caracterizou por ser um partido vinculado à democracia e à liberdade. Mas pode estar comentado um suicídio político e queimando a sua biografia apoiando um movimento que é claramente golpista”, disse.
Humberto Costa fez ainda um chamamento às ruas e disse que a população não “aceitará calada o golpe”. No próximo dia 31, diversas manifestações estão sendo organizadas em todo o país. No Recife, o ato acontece a partir das 15 horas, na Praça do Derby, e deve percorrer as principais ruas do Centro do Recife.

Humberto cobra responsabilidade de Temer e do PMDB com o país

Humberto: organizar convenção agora para decidir se sai ou não do Governo é oportunismo do PMDB. Foto: Jefferson Rudy/Agência Senado

Humberto: organizar convenção agora para decidir se sai ou não do Governo é oportunismo do PMDB. Foto: Jefferson Rudy/Agência Senado

 

 

A um dia da convenção nacional do PMDB que vai decidir se o partido permanece ou não na administração da presidenta Dilma Rousseff, o líder do Governo no Senado, Humberto Costa (PT-PE), cobrou responsabilidade com o país por parte do PMDB e do vice-presidente da República, Michel Temer, que também é presidente da legenda.

O senador declarou nesta segunda-feira (28) que o Brasil precisa, atualmente, de uma imensa coalizão para sair do imobilismo – reflexo da crise política – e não de outra crise, de proporções muito maiores. Humberto ainda acredita que algumas lideranças do PMDB irão agir com a responsabilidade e o equilíbrio necessários na convenção desta terça-feira.

Segundo ele, a iniciativa do PMDB de organizar um ato para decidir se sai ou não de um Governo que a sigla integra desde a eleição de 2010 é, neste momento, “oportunista” e reflete “esse momento esquizofrênico” do sistema político brasileiro.

“Essa convenção é algo impensável em qualquer sistema presidencialista sério do mundo. Não quero aqui imaginar que – em desapreço ao papel constitucional que exerce e ao papel institucional que tem como presidente do PMDB – o vice-presidente da República Michel Temer conspurque a própria biografia em uma conspiração para destruir a chapa pela qual se elegeu, ao trabalhar para derrubar a sua titular”, afirmou.

Para Humberto, seria um ato de ignorância sem tamanho, um suicídio político que pode jogar o país no caos da instabilidade jurídica e institucional. O senador ressaltou que o impeachment está previsto na Constituição brasileira sim, mas o que não está escrito na Carta Magma, segundo ele, é que se possa aplicá-lo sem que haja crime de responsabilidade cometido por parte do titular do Poder Executivo.
“Não há nada que macule a honra da presidenta Dilma, que não cometeu crimes e que não responde por corrupção como os seus acusadores”, registrou.

O parlamentar disse que o vice-presidente precisa ter tudo isso em conta para não cair no que ele chama de canto da sereia. “Se Vossa Excelência sucumbir a essa vendeta em curso contra a presidenta Dilma, estará levando o Brasil inteiro a ser tragado por uma maré de forte instabilidade, e o país e a sua biografia não merecem isso”, chamou a atenção.

“Não pense que os que hoje saem organizados para pedir ‘Fora, Dilma’ vão às ruas para dizer ‘Fica, Temer’, para defendê-lo. Não o farão. Depois de arrancarem, com um golpe constitucional, a presidenta da cadeira que ela conquistou pelo voto, essa gente vai para casa porque estará cumprida a sua vingança e porque não lhe tem apreço algum. E, seguramente, Vossa Excelência será o próximo a cair”, insistiu.

Por fim, o líder do Governo convocou todos os brasileiros a saírem às ruas a fim de defender o regime democrático na próxima quinta-feira (31), data em que se completam 52 anos de “outro golpe”, o de 1964, quando derrubaram um governo legítimo e “meteram o Brasil em 21 anos de uma ditadura militar que só caiu quando as elites já tinham se locupletado o quanto puderam”.

O senador crê que será uma grande e pacífica manifestação em todo o país para mostrar que a população não aceita soluções que desrespeitem o voto popular. “Abram mão do golpe, abdiquem do autoritarismo e entendam que o Brasil não é mais a senzala que vocês comandaram por séculos. Respeitem a democracia”, finalizou.

Quem tem que renunciar são os conspiradores golpistas, diz Humberto

Humberto: Conspiração contra Dilma é vergonhosa e atenta contra a Constituição. Foto: Alessandro Dantas/ Liderança do PT no Senado.

Humberto: Conspiração contra Dilma é vergonhosa e atenta contra a Constituição. Foto: Alessandro Dantas/ Liderança do PT no Senado.

 

Ao elogiar a intensa mobilização dos pernambucanos pelas ruas em defesa da democracia – sexta-feira foram mais de 100 mil pessoas no centro da capital do Estado e ontem um movimento acadêmico nas escadarias da histórica Faculdade de Direito do Recite – o líder do Governo no Senado, Humberto Costa (PT-PE), declarou nesta terça-feira (22) que “os conspiradores” não sairão vitoriosos nessa “vergonhosa tentativa de golpear o Estado”.

“Quem deve renunciar não é a presidenta da República. Quem deve renunciar são vocês, conspiradores! Renunciem ao golpe, renunciem à vergonhosa manobra para rasgar a nossa Constituição, renunciem à tentação de submeter a nossa democracia aos seus caprichos pessoais”, disparou.

Para Humberto, é uma vergonha tentar derrubar Dilma para se formar uma coalizão supostamente a favor do Brasil. “Essa coalizão pode ser formada agora, hoje, sem necessidade da ruptura da ordem democrática, sem a necessidade de querer chegar ao Planalto pelo esgoto. Vamos sentar à mesa para trabalhar já pelo país, tenham essa grandeza”, registrou.

O senador criticou o comportamento da oposição, especialmente do PSDB, que, sem apoio popular nas últimas quatro eleições para chegar à Presidência da República, resolveu “mergulhar o país no caos” e se aproximou do vice-presidente Michel Temer para, finalmente, entrar no Palácio do Planalto. “Só que pela porta dos fundos”, ressaltou.

“Ontem, ouvi aqui do líder do PSDB que um futuro governo golpista chamaria o PT a participar da sua sustentação. Não! Não! Esqueçam essa possibilidade porque nem vai ter golpe nem o PT aceitaria integrar um governo responsável pela ruptura da nossa ordem democrática e pela violência à nossa Constituição”, afirmou.

No discurso, o parlamentar também chamou a atenção para o fato de outros países estarem enxergando esse movimento “apequenado” liderado pela oposição com repulsa. Ele citou posicionamentos de grandes veículos da imprensa, como New York Times e The Economist, que sublinharam que as soluções para a nossa crise devem ocorrer com respeito à lei e às urnas.
Além disso, lembrou Humberto, as nações vizinhas e sócios do Mercosul também já estão avisando que o Brasil pode ser suspenso do bloco caso a presidenta Dilma seja impedida de governar, dado o caráter ilegal do movimento contrário ao Governo.

O líder do Governo ainda mencionou que a presidenta recebeu, na manhã de hoje, uma série de juristas de todo o Brasil, que foram ao Palácio do Planalto manifestar a ela, publicamente, sua solidariedade e sua repulsa às ameaças institucionais pelas quais o Brasil vem passando.

Pernambuco
Em meio ao momento conturbado, o senador fez questão de parabenizar os movimentos nas ruas e chamou de “espírito libertário sempre presente nos pernambucanos, que nunca se curvaram às injustiças e, especialmente, às agressões à legalidade na história deste país”.  ”Desde o Brasil Colônia, Pernambuco sempre se insurgiu contra tramas”, comentou.

Nessa segunda-feira (21) à noite, as escadarias da Faculdade de Direito do Recife foram palco de um ato em defesa da democracia organizado por advogados, juristas e estudantes, que, espontaneamente, fizeram um grande ato para mostrar seu profundo repúdio à tentativa de golpe de Estado.

Em uma nota pública, integrantes da comunidade acadêmica da instituição expressaram seu repúdio aos ataques à democracia brasileira e fizeram questão de registrar que essa agressão ao Estado de direito não pode ser confundida com o combate à corrupção.

Eles citaram o descumprimento de normas em casos de condução coercitiva, como ocorreu com o ex-presidente Lula na Operação Lava Jato, e a ilegalidade de grampos telefônicos solicitados pela Justiça do Paraná. Lembraram que as gravações ilegais verificadas em escritórios de advocacia e advogados de investigados comprometem, inclusive, o sigilo profissional.

Senado aprova reforma de Dilma que reduz de 39 para 31 o número de ministérios

 Líder do Governo, Humberto coordenou a base na aprovação da reforma administrativa. Foto: Alessandro Dantas/ Liderança do PT

Líder do Governo, Humberto coordenou a base na aprovação da reforma administrativa. Foto: Alessandro Dantas/ Liderança do PT no Senado

 

Os senadores aprovaram, na noite desta quarta-feira (9), a proposta elaborada pela equipe econômica da presidenta Dilma Rousseff para reduzir de 39 para 31 o número de ministérios e secretarias ligadas à Presidência da República. O líder do Governo no Senado, Humberto Costa (PT-PE), que orientou a base de sustentação do Planalto a votar favoravelmente ao texto, elogiou a iniciativa que visa à reforma administrativa e criticou a tentativa mais uma vez derrotada da oposição de obstruir as votações na Casa, incluindo a Medida Provisória nº 696/2015.

Segundo Humberto, a quantidade de pastas sempre foi alvo de questionamentos por parte da oposição, “que agora só pensa em desgastar a presidenta, prejudicando o país”. Ele lembrou que o Governo já cortou 562 cargos desde que anunciou a reforma na estrutura da Esplanada dos Ministérios.

“Diante da crise econômica que se apresenta, a proposta tem por objetivo ajustar e alterar a estrutura de ministérios e órgãos da Presidência, promovendo a racionalização de estruturas e a otimização dos recursos públicos para traduzir em ações governamentais a cargo dessas estruturas e instituições os objetivos dos Planos Plurianuais”, resumiu o parlamentar.

Segundo ele, o Governo trabalha com a implementação de mais duas fases, após a sanção do projeto, para retomar o crescimento do país. A próxima fase incluirá o corte de cargos comissionados na Administração direta. Depois, o Governo fará o mesmo nas autarquias e fundações públicas.
O senador explica que o objetivo final é reduzir aproximadamente em 3 mil o quantitativo total de comissionados na administração pública federal, o que representa algo entre 13% do que existe hoje (cerca de 22 mil). “Com isso, a ideia é economizar R$ 200 milhões por ano”, destacou.

O texto prevê fusões entre os ministérios do Trabalho e da Previdência Social e entre as pastas da Agricultura e da Pesca e Aquicultura. O Ministério do Planejamento assume as funções da Secretaria de Assuntos Estratégicos, que não existirá mais.

Além disso, a MP estabelece que as secretarias de Direitos Humanos, Políticas de Promoção da Igualdade Racial e Políticas para as Mulheres passarão a compor um único ministério. Já a Secretaria-Geral da Presidência será renomeada para Secretaria de Governo e vai incorporar as secretarias de Relações Institucionais e de Micro e Pequena Empresa.

O Gabinete de Segurança Institucional, por sua vez, retomará o nome de Casa Militar da Presidência.
A proposta do Governo aprovada no Senado prevê:

- Extinção das secretarias de Relações Institucionais e da Micro e Pequena Empresa, cujas atribuições serão transferidas para a Secretaria de Governo da Presidência da República;

- Extinção da Secretaria de Assuntos Estratégicos, cujas competências serão transferidas para o Ministério do Planejamento;

- Extinção do Ministério da Pesca e Aquicultura, cujas competências passarão a ser desempenhadas pelo Ministério da Agricultura;

- Criação do Ministério do Trabalho e Previdência Social, mediante a fusão do Ministério do Trabalho com o Ministério da Previdência Social;

- Criação do Ministério das Mulheres, da Igualdade Racial e dos Direitos Humanos, mediante a fusão da Secretaria de Políticas para as Mulheres com a Secretaria de Políticas de Promoção da Igualdade Racial e com a Secretaria de Direitos Humanos da Presidência da República;

- Transformação do Gabinete de Segurança Institucional em Casa Militar da Presidência da República, com redução de seu nível hierárquico institucional na estrutura básica da PR.

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